domingo, 2 de fevereiro de 2014

Em defesa da água e da vida, não ao “Gás de Xisto”! Fracking, não!

foto: Portal Cidade Verde


O PSTU está atuando em unidade com ambientalistas do Piauí contra a exploração do gás do xisto (ou folhelho) através da técnica chamada de "fraturamento hidráulico" (fracking). 
Em dezembro, uma liminar da justiça federal no Piauí suspendeu os efeitos do 12° leilão da ANP, fato que teve grande repercussão entre ambientalistas de todo o país. A luta agora é pela anulação do leilão. 
Na última sexta-feira, militantes do PSTU, da Rede de Ambientalistas do Piauí (Reapi), CSP Conlutas, Anel e outros ativistas fizeram panfletagem na Ponte Estaiada, alertando a população sobre os riscos da exploração do gás de xisto (ou folhelho)
Novas e maiores lutas serão organizadas contra o fracking, no Piauí, em breve.
A nota do PSTU/PI (abaixo) foi distribuída na panfletagem realizada na sexta-feira. 



Em defesa da água e da vida, não ao “Gás de Xisto”!
É preciso lutar pela anulação do Leilão/privatização da ANP!

Propagandeada pelos governos Dilma (PT), Wilson Martins (PSB) e demais partidos de direita (PMDB, PSDB...) como uma oportunidade para gerar energia, empregos e desenvolvimento econômico, a extração do chamado “Gás de Xisto” trata-se, na verdade, de uma das maiores ameaças ambientais para o Piauí e para outros 11 estados brasileiros onde há tal minério.

Este tipo de exploração de gás é tema de uma grande polêmica internacional. Nos Estados Unidos (EUA), por exemplo, são inúmeras as provas da contaminação permanente de fontes de água e solo, causando inclusive mortes humanas por doenças causadas por substâncias químicas utilizadas pelo processo de extração do gás, que é realizado através do fraturamento hidráulico (fracking).

A exploração do “gás de xisto” no Brasil foi liberada pelo governo Dilma através da 12ª rodada de leilões da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Os leilões são grandes privatizações que copiam o projeto neoliberal do PSDB (o megacampo de Libra, do pré-sal, foi a maior entrega do patrimônio público para as grandes empresas). Além disso, a exploração do “gás de xisto” é totalmente questionável inclusive pelas grandes fontes de energia bem menos agressivas ao meio ambiente disponíveis no país.

Para garantir o lucro das grandes empresas, no entanto, os governos colocam em risco inclusive a vida humana. E para garantir que tal projeto seja implementado, usam o discurso do “desenvolvimentismo” para esconder a dura realidade em que vivemos: falta água para o consumo humano para grande parte da população piauiense, seja no semiárido, no litoral ou em vários bairros de Teresina.  Como permitir a extração do “gás de xisto” se este tipo de exploração necessita de uma enorme quantidade de água, além de ser altamente poluente das fontes hídricas?

A própria Justiça Federal reconheceu que não há estudos e pareceres técnicos de órgãos ambientais que dêem garantia de que a exploração do “gás de xisto” seja de fato segura, e por isso suspendeu temporariamente os efeitos da 12ª rodada de leilões da ANP no Piauí. No entanto, é preciso ir além da suspensão. É necessário garantir a ANULAÇÃO dos leilões em todo o país, já que a exploração do gás de xisto em outros estados também trará repercussões negativas para o resto do Brasil.

Neste sentido, nos somamos à luta da Rede de Ambientalistas do Piauí (Reapi) contra o “gás de xisto”, juntamente com outras organizações como a Central Sindical e Popular – CSP Conlutas. É preciso fazer uma ampla campanha contra o “fracking” no Piauí e em todo o Brasil, sem deixarmos de denunciar que a política energética do governo Dilma está a serviço de atender aos interesses das grandes empresas, com as privatizações dos nossos recursos naturais.

Teresina, 31 de janeiro de 2014.

Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU

DOSSIÊ: Ataques ao PSTU e ao Sindserm no Piauí

(Fonte: Site Nacional do PSTU 13/01/2014)


No dia 29 de dezembro, a sede do PSTU-PI, em Teresina, foi invadida, revirada e saqueada. Mas este foi mais um de uma série de ataques verbais e físicos contra os militantes do partido e sindicalistas ligados ao PSTU e à CSP-Conlutas. Utilizando métodos stalinistas e de gangsters, militantes do PCO e do PSOL vêm cometendo agressões sistematicamente. As agressões se agravaram quando eles perderam uma assembleia, em que a maioria ampla da categoria votou contra as suas propostas. Não demonstrando nenhum respeito pela base e por suas decisões, estes grupos passaram a uma ofensiva com métodos completamente estranhos ao movimento operário. Abaixo, apresentamos um dossiê detalhado e com fotos do absurdo que vem acontecendo no Piauí.

Pichação caluniosa na sede do PSTU-PI
PSTU-PI
Caracterizações preliminares
Hoje fazem parte das disputas políticas e sindicais do Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm) os seguintes agrupamentos políticos, organizados em quatro chapas: a) Chapa 10 – PSTU e Independentes; b) Chapa 22 – PSOL (APS-PI e CSOL-Insurgência), PCO e Independentes, com apoio do Grupo Dever de Classe; c) Chapa 33 – Grupo do Pacheco (PSOL, PCdoB e Paulo Dantas/PSDB); e d) Chapa 12 – Grupo da Prefeitura (PSB-PSDB-PPS).
 
Breve histórico
De 2005 a 2007, a militância do PSTU compôs a direção do sindicato junto com outros agrupamentos de esquerda, sob a presidência e direção do militante Pacheco. Diante das divergências que se construíram durante o mandato na eleição para o triênio 2008 a 2010, se formaram três chapas da direção: uma do Pacheco; outra do PSTU e independentes; e a terceira do PCO e da APC/CSOL. Desta forma, a Chapa da Prefeitura (PSDB) ganhou as eleições. 
 
Nas eleições de 2010, para o triênio 2011 a 2013, os grupos de oposição se reuniram sob o discurso de “tirar o patrão do sindicato”, a exceção do Grupo do Pacheco, que tentou fazer chapa própria, mas não conseguiu inscrevê-la. Ele questionou na Justiça a eleição, ganhou uma primeira liminar para adiar o pleito, que foi derrubada no dia seguinte. E a eleição ocorreu.
 
A chapa de unidade da esquerda ganhou da Prefeitura por 62%. Pacheco judicializou a eleição com quatro processos. Todos foram indeferidos. 
 
Na atual gestão, apesar das diferenças internas, foi construída uma maioria a partir dos militantes do PSTU, da CSP-Conlutas, independentes e algumas correntes do PSOL, como APS e CSOL. Isso mantinha o funcionamento da entidade, com reuniões periódicas da direção, e a unidade da maioria para a intervenção nas lutas da categoria. Sempre se tentou construir esta unidade diante do respeito que a categoria tinha pelos militantes da APS, que na época eram, de fato, lutadores.
 
No fim do primeiro semestre de 2012, depois de uma greve muito radicalizada e vitoriosa, em que a categoria conseguiu um reajuste de 24,22% para os professores, do crescimento do prestígio da direção do sindicato na base e em toda cidade – o sindicato foi a principal referencia do movimento #Contraaumento, dirigindo o Fórum Estadual em Defesa dos Transportes –, a APS rompeu com a unidade sindical, em virtude de diferenças com relação à condução do sindicato e a política de filiação do sindicato à CSP-Conlutas.
 
Depois deste rompimento, se instaurou uma verdadeira Torre de Babel, com muita briga, muita calúnia, agressão e confusão. Não se conseguiu mais fazer reuniões. Tudo isso culminou no atual processo eleitoral.
 
O processo eleitoral
No dia 7 de janeiro de 2014, se encerraria a gestão Base em Ação. Desta forma, as eleições, seguindo os prazos estatutários, deveriam ocorrem no mês de dezembro. Em assembléia, a categoria elegeu uma comissão eleitoral (ligada ao Grupo do Pacheco e à APS) e marcou a eleição para o dia 5 de dezembro de 2013.
 
As chapas que se inscreveram foram: Chapa 10 (PSTU e independentes, CSP-Conlutas); Chapa 12 – Chapa da Prefeitura (PSDB e UGT); Chapa 22 (PSOL/APS, PSOL/CSOL, PCO e independentes); Chapa 33 – Grupo do Pacheco apoiado pela CUT. As Chapas 33 e 22 apresentaram à Comissão Eleitoral um requerimento pedindo a impugnação da Chapa 12 sob dois argumentos: 11 membros da chapa exerciam cargos comissionados, e outros eram diretores de um sindicato de rachou a base do Sindserm.
 
A Comissão eleitoral, acatando estes argumentos, impugnou a Chapa 12, da Prefeitura. O grande problema é que o estatuto da categoria não coloca como condição de inelegibilidade o fato de os membros da categoria filiados à entidade estarem em cargos comissionados ou pertencerem à direção de outros sindicatos. Desta forma, a impugnação se deu sem o devido respaldo no estatuto da categoria.
 
Com isso, a Chapa 12 judicializou o processo eleitoral, procurando o Ministério Público do Trabalho, que chamou uma audiência de conciliação, no dia 28 de novembro, entre as chapas e a Comissão Eleitoral, alegando que a impugnação foi antidemocrática e feria o estatuto. Nesta audiência, a Chapa 10 defendeu a realização das eleições no dia 5 de dezembro, pois estava claro que a Chapa 12 era da Prefeitura, porém o estatuto não vedava a participação de comissionados na eleição.
 
As Chapas 22 e 33 e a Comissão Eleitoral mantiveram a posição da impugnação. O MP, diante da falta de conciliação, adentrou com uma ação civil pública na Justiça do Trabalho, pedindo inscrição da Chapa 12 e adiamento das eleições para que esta chapa pudesse, após inscrita, fazer sua campanha. A Chapa da Prefeitura também entrou com uma ação na Justiça do Trabalho.
 
Estas duas ações foram parar na 3ª Vara do Trabalho, e o entendimento deste Juiz foi que, na eleição sindical de servidor público, o Poder Judiciário não deveria se meter por não ter tal competência.
 
Então, a Chapa da Prefeitura entrou com uma ação na Justiça comum. Esta, por sua vez, no dia 4 de dezembro, às 13h, expediu uma liminar determinando a inscrição da Chapa 12 e a realização das eleições em 30 dias, a contar do dia do indeferimento da chapa, 16 de novembro, o que implicava na realização das eleições em 16 de dezembro.
 
No dia 5 de dezembro, saiu outra liminar, desta vez a pedido do MP, suspendendo as eleições até a apreciação, em recurso, do mérito da ação civil pública. Esta decisão jogava as eleições para uma data imprevisível.
 
Diante desta decisão, a Chapa 10 foi ao MP para tentar harmonizar as decisões e garantir as eleições para o dia 16 de dezembro, data na qual a categoria ainda estaria nas escolas. O MP se mostrou convencido desta ideia e marcou mais uma audiência de conciliação. Nesta audiência, a maioria da Comissão Eleitoral e a Chapa 33 foram irredutíveis. Não aceitaram a inscrição da Chapa 12 e iriam recorrer das liminares. Defendeu que, enquanto a eleição não ocorresse, deveria se formar uma junta governativa para gerir o sindicato.
 
Diante desta política golpista, orquestrada pelo Grupo do Pacheco e pela Chapa 33, foi acertada a política de realizar uma assembleia com a categoria para discutir a prorrogação da gestão até as novas eleições e a data das novas eleições.
 
Numa assembleia lotada, oriunda da mobilização da diretoria, com mais de 300 trabalhadores, todas as chapas puderam falar e expor suas posições. A categoria votou, por ampla maioria, a prorrogação da gestão, eleições em 20 de fevereiro de 2014 e elegeu uma nova Comissão Eleitoral para conduzir o processo.
 
Ataques
Os ataques ao PSTU e à CSP-Conlutas sempre existiram nesta gestão do sindicato. Eles se agudizaram no período eleitoral e ganharam relevância depois da assembleia. As agressões eram feitas, principalmente, pelas dirigentes Osmarina Moura (CSOL/ PSOL), Lourdes (PCO) e Chiquinho (APS). Ocorreram ataques políticos:
 
1) Ataques verbais ao conjunto da nossa militância, com destaque aos ataques aos membros do setor e aos funcionários da entidade.
 
2) Ataques virtuais realizados pelos perfis pessoais dos membros das chapas, notas das chapas, dirigentes do PSOL e, principalmente, do site Dever de Classe.
 
3) Desrespeito às decisões de congresso, assembleias e reuniões de diretoria, atacando e desrespeitando a democracia operária.
 
4) Calúnias e difamações, afirmações de que o PSTU tem relações políticas com o PSDB. Acusam o PSTU de autoritarismo e chamam nossos militantes de estelionatários, ladrões e fraudadores.
 
5) Acusam a CSP-CONLUTAS de ter métodos burocráticos.
 
Ataques físicos:
 
1) Em momento anterior, Chiquinho (APS-PI/PSOL) tentou atropelar Luís, militante do PSTU, com uma caminhonete L200, pertencente ao sindicato. O veículo estava sendo utilizado numa mobilização pelo presidente do sindicato, que andava acompanhado por Luís. Enquanto o presidente do sindicato pegava o material de mobilização, Chiquinho apossou-se de uma chave reserva do veículo, correu até a caminhonete e saiu em alta velocidade. Ao perceber, Luís acenou com a mão para conversar e explicar que o carro estava sendo utilizado na mobilização. Chiquinho simplesmente jogou o carro em cima de Luís que, se não saltasse, teria sido atropelado. Houve apenas uma advertência verbal. Como não houve lesão, não foi registrado Boletim de Ocorrência.
 
2) Atualmente, após a assembleia, houve depredações na sede do sindicato, com pichações atacando o PSTU, denunciado uma falsa aliança política com o PSDB (“PSTU se vendeu para o Prefeito”), como vemos na foto abaixo.
 
 
3) Quebra da câmera de segurança do sindicato. Há vídeos que comprovam que Osmarina e outros apoiadores da chapa realizaram este ataque, inclusive registrado em BO na Delegacia Policial.
 
5) Osmarina rasgou documentos da base dentro do sindicato, tudo registrado em fotos.
 
6) Além das pichações na sede do sindicato, foram feitas pichações com dizeres semelhantes na sede do PSTU e em prédios públicos, como a Secretaria de Educação, espalhados pelo centro da cidade.
 
7) Agressões físicas, realizadas por Lourdes e Osmarina, aos militantes do PSTU. Bateram no rosto do dirigente do sindicato e militante do PSTU, Gervásio, e quebraram seu óculos. Jogar água no rosto do dirigente do PSTU, Hallyson, e bateram na cara de Verônica, militante do PSTU e estagiária do sindicato. Puxaram o cabelo de Letícia, dirigente do PSTU e líder da Chapa 10, e bateram em Ana Celia, tesoureira do sindicato e militante do PSTU.
 
8) No dia 29 de dezembro, a sede do PSTU foi arrombada. Não foi levando nada de valor material, nem mesmo livros marxistas. Somente documentos foram espalhados pela sede, e alguns foram levados. Existe a possibilidade deste arrombamento ter sido realizado por estes agrupamentos que nos atacam cotidianamente. Por isso, formamos uma Comissão para uma investigação paralela sobre esta invasão; Lançamos uma nota travando estas discussões e, até agora, nenhuma das correntes envolvidas neste processo se manifestou.
 
9) No dia 9 de janeiro, o sindicato foi invadido pelas militantes Ana Brito (candidata a presidente da Chapa 22), “Seu” Antônio (Chapa 22), Lourdes Melo (Chapa 22) e Chiquinho (APS). Eles exigiam comandas de alimentação. O presidente do sindicato, Délio, e Sinésio, explicou que todos os diretores que não estavam a serviço do sindicato deveriam pagar suas próprias refeições e que não havia motivo para abrir exceções. Ana Brito se exaltou e tentou roubar o computador pessoal de Sinésio. Sinésio tomou seu computador de volta à força sem machucar Ana. Enquanto isso, Chiquinho xingava a mãe de Sinésio e segurava o pênis e mostrava por sobre a calça aos presentes, se colocando por trás de Lourdes e Ana Brito na porta da sala. Afirmou que, até as eleições, Sinésio teria “uma lição”. Subitamente, Ana Brito pegou um molho de chaves sobre a mesa e saiu fugindo da sala, sendo seguida pelos que a acompanhavam. Sinésio alertou Ana Brito, que já estava do outro lado da rua: “Ana, o que você está levando são chaves do PSTU, da CSP-Conlutas e do sindicato”. Mas Ana Brito e Lourdes debocharam e fugiram. Sinésio e os demais diretores poderiam ter impedido fisicamente estas ladras, e recuperar as chaves, mas certamente elas sairiam machucadas. Por isso não o fizeram.
 
Neste sentido o PSTU faz um chamado a todas as organizações do movimento sindical e popular a REPUDIAR esta metodologia de CALÚNIAS E DIFAMAÇÕES e de falta de desrespeito às DECISÕES DEMOCRATICAMENTE TOMADAS PELA CATEGORIA. E, mais do que isso, RECHAÇAR a metodologia neo-stalinista de buscar a intimidação de dirigentes políticos e dirigentes sindicais através da AGRESSÃO FÍSICA e da INVASÃO DE SEDES das organizações de esquerda. Metodologia esta aplicada pelos patrões e os governos em regimes ditatoriais e aplicada pelas burocracias stalinistas contra seus opositores.
 
Reafirmamos que não nos intimidaremos com estes ataques, como não nos intimidamos quando lutávamos contra a ditadura neste país e quando lutamos contra burocratas sindicais. Vamos nos manter firmes na defesa da DEMOCRACIA OPERÁRIA e das decisões tomadas pela categoria e buscaremos apoio e solidariedade no conjunto do movimento dos trabalhadores para garantir a DEFESA DE NOSSA ORGANIZAÇÃO.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Em programa semestral, PSTU denunciará que os governos não ouviram as vozes das ruas



Programa de 5 minutos vai ao ar na próxima terça-feira, 3 de dezembro

No dia 3 de dezembro, terça-feira, será exibido, em cadeia nacional, o programa semestral do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). No horário de Brasília, o programa vai ao ar às 20h30 na televisão. Um pouco mais cedo, às 20h, será veiculado nas rádios.

No programa, o PSTU irá perguntar a população brasileira o que mudou no país após as grandes mobilizações de junho. Durante os 5 minutos, o partido irá demonstrar que a indignação de milhares de brasileiros contra os altos investimentos na Copa, enquanto o serviço público continua de péssima qualidade, segue viva. No entanto, os governos continuam ignorando as vozes das ruas. "Basta você olhar a sua volta e ver a realidade", alerta Amanda Gurgel, professora do Rio Grande do Norte e vereadora do PSTU em Natal.

O partido irá denunciar que a situação que indignou milhares no Brasil continua a mesma. Educação sucateada, professores desvalorizados, caos na saúde. Segundo o PSTU, as forças das ruas reduziram a tarifa do transporte público, mas os governos seguem ignorando as demais reivindicações da população. "O Brasil só mudou numa coisa. O povo foi para as ruas e entendeu que tem força. Os governos não mudaram? Então, em 2014, vamos voltar às ruas", promete Zé Maria, Presidente Nacional do PSTU.

Durante o programa, o partido denunciará ainda as privatizações realizadas pelo Governo Dilma, a exemplo da entrega da maior reserva de petróleo do Brasil para o capital privado, o Campo de Libra. " O governo Dilma, mostrando que não entendeu os recados da rua, está privatizando o nosso petróleo. Entregou um patrimônio público que vale um trilhão de reais por 15 bilhões", afirma Vera Lúcia, presidente estadual do PSTU em Sergipe. "As privatizações de petróleo e gás entregam nossas riquezas aos grandes grupos estrangeiros e atingem também o Piauí, e com riscos ambientais gravíssimos, através da técnica da extração do gás de xisto denominada de fracking", afirma Daniel Solon, da direção estadual do PSTU no Piauí.

Ainda vai dar tempo de denunciar a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza. Uma das lideranças das mobilizações em Porto Alegre, o jovem Matheus Gomes, vai relatar que teve sua casa invadida pela polícia e, por estar a frente dos protestos, responde a processo por "formação de quadrilha". No programa, o PSTU exigirá dos governos o fim das prisões políticas e da perseguição aos que lutam.

Serviço: Programa semestral do PSTU na TV e rádio
Dia: 3/12, terça-feira
Horário: TV: 20h30/Rádio:20h (horário de Brasília)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Secretaria LGBT do PSTU no Piauí será lançada hoje




O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) lança hoje (08), a partir das 18h30, a Secretaria Estadual LGBT do partido no Piauí. A atividade será realizada no quintal cultural da sede do PSTU, localizada na Rua Desembargador Freitas nº 1849 (cruzamento com a rua Arêa Leão), Centro de Teresina. A entrada é franca e aberta a toda a sociedade. 

A solenidade de lançamento da Secretaria LGBT faz parte da programação da edição do projeto Sexta Socialista, projeto promovido pelo PSTU no Piauí, uma vez por mês. Será realizada, na oportunidade, uma roda de diálogo com o tema “Debate LGBT: Reforma ou Revolução?”, com o objetivo de tecer discussões sobre a realidade dos LGBTs na conjuntura atual brasileira e piauiense bem como seus desafios políticos de enfrentamento à discriminação.

A roda de diálogo vai contar com a contribuição e acúmulo de militantes do movimento LGBT no Estado. Dentre os debatedores estarão o bacharel em direito Lourival Carvalho, da juventude do PSOL, a universitária Mary Silva, da Assembleia Nacional de Estudantes Livre (ANEL), além de Herbert Medeiros, do Grupo Matizes, e do professor Júnior Vieira, representante da Secretaria Estadual LGBT do partido. Ao final do debate, haverá atividade cultural.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Secretaria LGBT do PSTU no Piauí será lançada em debate na nesta sexta-feira (08)



O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) lançará na próxima sexta-feira (08), a partir das 18h30, a Secretaria Estadual LGBT do partido no Piauí. Para dar visibilidade à discussão da diversidade sexual e fazer o chamado para a organização dos LGBT , os militantes do partido promovem uma roda de diálogo com o tema “Debate LGBT: Reforma ou Revolução?” com o objetivo de tecer discussões sobre a realidade dos LGBTs na conjuntura atual brasileira e piauiense bem como seus desafios políticos de enfrentamento à discriminação.

O debate faz parte da edição do projeto "Sexta Socialista" realizado uma vez por mês pelo PSTU em Teresina. Após o debate, haverá atividade cultural. A roda de diálogo vai contar com a contribuição e acúmulo de militantes do movimento LGBT no Estado. Dentre os debatedores estarão o bacharel em direito Lourival Carvalho, da juventude do PSOL, e a secundarista Mary Silva, da Assembleia Nacional de Estudantes Livre (ANEL); além de Herbert Medeiros, do Grupo Matizes, e do professor Amarildo Júnior, representante da Secretaria Estadual LGBT do partido.

A atividade será realizada no quintal cultural da sede do PSTU, localizada na Rua Desembargador Freitas nº 1849 (cruzamento com a rua Arêa Leão), Centro de Teresina. A entrada é franca e aberta a toda a sociedade.

A homofobia no Piauí como desafio para a organização política

 O Piauí surge no cenário nacional como o estado da federação com os menores índices de criminalidade, situando-se entre os menos violentos se comparado a outros estados brasileiros. Ao mesmo tempo, os piauienses aparecem como os mais homofóbicos do país, registrando altos índices de homicídios contra homossexuais.

Localizada na região mais homofóbica do Brasil, Teresina ainda é considerada a capital mais perigosa do país para homossexuais, com 15,6 homicídios para pouco mais de 800 mil habitantes. A nível estadual, os piauienses vem ocupando uma triste e séria colocação no ranking do número de assassinatos a homoafetivos (LGBT). De acordo com o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais do Grupo Gay da Bahia (GGB) relativo a 2012, o Piauí é considerado, em termos relativos, o 3º estado mais perigoso para homossexuais, com 15 mortes (4,7 por milhão de habitantes) registradas somente no ano passado.

Segundo o Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis (GPTrans), somente este ano, já foram registrados quatro assassinatos de travestis no Piauí. Dados alarmantes que chamam à atenção para o debate de políticas públicas nos seus mais diferentes âmbitos (educativo, trabalhista, penal, dentre outros) que se apliquem e modifiquem diretamente a triste realidade LGBT.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Mulheres piauienses realizam festa para participar de encontro nacional em Minas



Entre os dias 4 e 6 de outubro, em Sarzedo (região metropolitana de Belo Horizonte-MG), será realizado o I Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta (MML). No Piauí, 40 mulheres, entre trabalhadoras e estudantes, se preparam para para ir ao evento. O MML no Piauí está realizando diversas atividades financeiras para garantir a participação de toda a delegação piauiense. A próxima atividade é a festa "Mulheres são fortes", que acontecerá no próximo sábado (28), a partir das 20h, no espaço cultural Noé Mendes (da Ufpi), em Teresina.

A festa será animada pela banda Validuaté, Cochá e Café The Foyce. O ingresso custa apenas R$ 10. Já foram realizadas rifas, feijoadas, bazares e pedágios para garantir a compra de passagens e pagamento das taxas de inscrição do evento. Por trazer bandas bastante conhecidas de Teresina, a festa pretende fechar positivamente a campanha financeira com a presença de um bom público.

Dentre os assuntos que serão discutidos no Encontro Nacional do MML estão
 o Estatuto do Nascituro, os ataques dos governos do PT, PSB e PSDB às mulheres trabalhadoras e estudantes, a falta de creches, a violência contra a mulher, a falta de de delegacias 24 horas no Brasil e a necessidade de lutar por salário igual para trabalho igual. O MML é filiado à Central Sindical e Popular - CSP Conlutas.

De acordo com Letícia Campos, da coordenação do MML-PI, "a onda de lutas e manifestações que se desenvolveu em junho a partir da luta contra o aumento das passagens abriu um cenário político muito importante para avançarmos nas lutas pelas reivindicações do conjunto da classe trabalhadora, e também das mulheres trabalhadoras. A luta contra o machismo e pelos direitos das mulheres é de toda classe trabalhadora, ou seja, é de homens e mulheres".
Participe!!!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Categoria bancária se mobiliza e pode entrar em greve dia 19! Todo apoio à luta!

A campanha  salarial dos bancários está posta. O blog do PSTU-PI entrevistou  a ativista de base, bancária da CEF e integrante da CSP Conlutas, Solimar Silva, sobre o assunto.
Blog -  Solimar, a quantas anda a campanha salarial dos (s) bancários (as) 2013?
Solimar – As rodadas de negociação estão acontecendo, mas até o momento os banqueiros/governo não atenderam a nenhuma das reivindicações significativas da categoria. Sem perspectiva de avanço nós decidimos em nível nacional, no último dia 12, deflagrar uma greve por tempo indeterminado, a partir de zero hora do próximo dia 19.
Blog – Quais as reivindicações dos (as) bancários nessa campanha?
Solimar – Reivindicamos principalmente: a contratação de mais bancários (as), fim das metas /assédio moral,  mais investimento em saúde e segurança, estabilidade no emprego, 25% de PLR distribuída linearmente.  Quanto ao reajuste, a Contraf/Cut  reivindica 11,93% enquanto as oposições unificadas,  22%. Outra diferença entre as duas pautas é que a das oposições inclui a reposição das perdas salariais do plano Real e dá um destaque à ISONOMIA (igualdade de tratamento) entre os contratados  antes e depois de 1998, (os contratados após 1998 têm menos direitos),  enquanto a Contraf/Cut não pede a reposição das perdas nem destaca a luta pela ISONOMIA. Além disso, esse ano, a categoria, de conjunto, luta contra a aprovação do PL 4330, que amplia a terceirização em todas as empresas, não só do setor financeiro.
Blog – A propósito desse PL 4330, como você o analisa?
Solimar – Esse projeto de lei proposto pelo dep. Federal e empresário Sandro Mabel PMDB/GO  ameaça mortalmente nossos empregos e inclusive a organização dos trabalhadores (as), na medida em que escancara a terceirização nas empresas. Se aprovado, as empresas podem deixar de fazer concursos e contratar desrespeitando os direitos adquiridos até hoje, frutos de muita luta dos que nos antecederam. Além de acabar com a estabilidade, a garantia de férias remuneradas, pagamento do 13º salário dentre outros direitos.  É por essa razão que a classe trabalhadora, independentemente de central sindical, de partidos ou outras especificidades, deve se unir na luta pelo arquivamento desse PL.
Blog – Como você avalia a atuação da Contraf/Cut, como direção da categoria?
Solimar – Nós entendemos que, quanto mais mobilização, melhor para os (as) trabalhadores (as).  A juventude brasileira demonstrou isso recentemente. Nesse sentido discordamos da postura da Contraf/Cut, por exemplo, de não convocar nenhuma atividade de agitação/construção da greve, entre os dias 12 e  19. Para nós esse é um grande hiato que esfria o clima de greve. Por isso propusemos , uma passeata da categoria para o  dia 17/09, para “esquentar as turbinas” e fortalecer a construção da greve. A direção do sindicato argumentou que não havia mobilização e defendeu passeata apenas após o início da greve. A nós, restou divulgar a greve junto aos clientes e à população. É o que estamos fazendo.
Blog – Você teria algo a acrescentar a essa entrevista?
Solimar – Nós da CSP Conlutas reafirmamos que a base da categoria precisa assumir sua responsabilidade na luta por seus direitos. Conclamamos os (as) bancários (as) a participarem de todas as atividades dessa campanha nacional, pois quem deve decidir os rumos do movimento é a base, não a direção do movimento. A participação de todos (as) é fundamental para construirmos uma forte pressão aos banqueiros/governos para atenderem nossas reivindicações. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.  A luta é tarefa de todos (as).