terça-feira, 3 de julho de 2012

Daniel Solon concede entrevista na TV Cidade Verde. Teresina para os trabalhadores!

Candidato defendeu, dentre outros pontos, aplicação imediata de 10% do PIB para a Educação Pública. Confira matéria publicada no portal cidadeverde.com:

03/07/12, 13:52

Daniel Solon defende administração municipal para os trabalhadores

Candidato critica acordos e "traições" entre partidos na campanha.

O professor Daniel Solon, candidato do PSTU a prefeito de Teresina, em entrevista ao Jornal do Piauí desta terça (03), defendeu que fará uma administração voltada para os trabalhadores, promovendo políticas de saúde, habitação, transporte e educação.

Fotos: Evelin Santos/Cidadeverde.com

Daniel ironizou a política de habitação colocada em prática através do programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo ele, o "Minha Casa, Minha Dívida" não resolve o problema do déficit habitacional e ainda faz com que o trabalhador fique endividado.

E da mesma forma, criticou a saúde, educação e transporte. Sua proposta é investir 10% do PIB na educação e 6% na saúde. Além disso, defende que seja uma reforma agrária na zona rural para ser destinada à produção de alimentos a serem comercializados em Teresina.


"Teresina é referência em educação privada e defendemos o contrário. A privatização da saúde está aí. Além da aplicação de 10% do PIB na educação daqui a 10 anos, estruturar as escolas, não deixar fechar como acontece hoje. É incrível que prefeitura fecha escola quando deveria ser instrumento de mudança na vida dos jovens", afirmou.

O candidato também comentou que tem projeto para a criação de empresa pública de transporte, baixando o valor da passagem para R$ 1 e melhorando o metrô, e também criar uma empresa de construção, que deverá empregar pessoal na construção de prédios públicos.


Traições
O candidato criticou ainda os acordos que estão sendo fechados entre lideranças políticas para as eleições deste ano. "O que está superado é a cada ano candidatos virem dizer que vão governar para todos. O que vai melhorar de fato e é difícil é atacar a raiz dos problemas. A gente vê as traições que acontecem no mundo da política e as pessoas se sentem desconfiadas", disse.

Leilane Nunes
leilanenunes@cidadeverde.com

sexta-feira, 22 de junho de 2012

PSTU marca convenção para o dia 28 de junho e ainda aposta na frente de esquerda em Teresina



O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) fará convenção eleitoral no dia 28 de junho, às 19h, no auditório do Instituto Federal do Piauí (IFPI, ex-CEFET-PI) para discussão e escolha de candidatos a prefeito e vereador de Teresina. O PSTU, que lançou Daniel Solon como pré-candidato a prefeito, ainda luta para que seja conformada uma frente de esquerda socialista em Teresina, envolvendo o PCB e PSOL.

"Sabemos que o PSOL já definiu por candidatura própria a prefeito, sem frente de esquerda, mas ainda há tempo de buscarmos a unidade, e de se rediscutir tal decisão. Unir o PSTU, PSOL e PCB é uma necessidade para fortalecer a esquerda socialista que não se rendeu aos governos e que está nas lutas por Educação e Saúde públicas, moradia, saneamento, por redução do preço das passagens de ônibus, enfim, para fortalecer a luta por uma Teresina para os trabalhadores e para a juventude", disse Daniel Solon, que é professor da UESPI e jornalista.

Nesta sexta-feira pela manhã, dirigentes do PSTU contactaram pessoalmente lideranças do PSOL e PCB na tentativa de construir uma reunião nos próximos dias, com o objetivo de amadurecer o debate em torno de uma frente de esquerda. "Estamos desde o ano passado buscando o debate com o PSOL e PCB, em torno de um programa socialista para Teresina, e para fazermos uma aliança, sem financiamento eleitoral de empresas ou empresários. Mas caso não consigamos formar a frente de esquerda, o PSTU formalizará candidaturas que têm o objetivo de fortalecer a as lutas do povo e da classe trabalhadora, pelo direito à cidade", completou Daniel Solon.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Não à campanha de calúnia contra professores, estudantes e servidores de Parnaíba! Em defesa da democracia!



Os militantes do PSTU em Parnaíba e de todo o Piauí manifestam total apoio aos lutadores/as parnaibanos que reivindicam o marxismo e que estão sendo covardemente atacados po grupo reacionário e conservador de direita, pelo simples fato de exercerem o direito de livre expressão e livre organização.


Lamentavelmente, algumas correntes que se reivindicam de esquerda também se utilizam do método da calúnia e da mentira para atacar quem defende posições divergentes.

Seja oriundo da direita ou de correntes de esquerda, a prática da calúnia deve ser fortemente repudiada e combatida. (Para ler texto sobre "Em defesa da Moral Revolucionária Proletária -  Declaração frente às graves acusações contra o PSTU, a CSP-Conlutas e a LIT-QI", clique aqui.)

Transcrevemos abaixo a nota da Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP) contra a campanha caluniosa feita aos professores, servidores e estudantes que fazem parte do Grupo de Estudo Marxista (GEM - UESPI/UFPI).



......NOTA DA ADCESP 

Pelo livre e respeitoso debate na Universidade! Não à campanha de calúnia contra professores, servidores e estudantes em Parnaíba!


A diretoria da Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP) manifesta total repúdio à campanha de calúnia e difamação em curso contra estudantes, servidores e professores da UESPI e da UFPI que fazem parte do Grupo de Estudos Marxista (GEM) em Parnaíba.

Entendemos que a Universidade deve ser um espaço onde o livre debate de ideias e correntes de pensamento deve ser intransigentemente defendido, para que a democracia prevaleça.

A defesa da democracia nos obriga a denunciar e a repudiar a campanha que vem sendo desenvolvida por grupos nitidamente influenciados por doutrinas de extrema direita que - através da internet,  e covardemente escondidos por meio de uso de comentários "anônimos" e do uso de pseudônimos - atentam contra o elementar direito de livre expressão e organização, fazendo ataques pessoais e morais aos que participam do GEM.

A campanha difamatória contra estudantes, servidores e professores é feita em nome de um suposta defesa da "família", "moral", "ordem", "respeito", "decência", "justiça" e "ética"... São "coincidentemente" os mesmos argumentos usados pela extrema direita brasileira para justificar o golpe militar de 1964 e toda uma política fascista de perseguição, prisão, tortura e até eliminação física dos que se opunham ao regime ditatorial que ainda hoje deixa graves sequelas (e sem a devida reparação do Estado), e que lamentavelmente ainda atrai seguidores (Veja texto publicado em blog com comentários ofensivos aqui).

A ADCESP manifesta total apoio às pessoas, sejam elas defensoras do marxismo ou não, que sofrem opressão e agressões morais, simplesmente por exercerem o direito de livre manifestação do pensamento ou de livre organização em partidos, grupos de debates, sindicatos, associações. Dentre as pessoas constantemente atacadas por "anônimos", está um diretor da ADCESP, professor do campus UESPI de Parnaíba.

Ao mesmo tempo em que manifestamos nosso apoio político às pessoas agredidas, acionamos nossa Assessoria Jurídica para buscar a devida reparação no campo judicial contra os que difundem irresponsavelmente conteúdos preconceituosos e caluniosos. Chamamos a todas as entidades democráticas dos movimentos populares, estudantis, sindicais e partidos políticos a também repudiarem tal campanha caluniosa, em defesa da democracia.

Associação dos Docentes da UESPI - ADCESP
Seção Sindical do ANDES SN
Filiada à Central Sindical e Popular - CSP Conlutas

domingo, 27 de maio de 2012

Basta de perseguições aos professores que participaram do movimento grevista! Lotação nas escolas de origem, já!




De: Romildo Araújo, militante do PSTU/PI

Foram cerca de 80 dias de resistência na luta pela implantação do piso salarial profissional no Piauí. Conforme o MEC, o reajuste deveria ser de 22,22%, retroativo a janeiro. Além do piso, a categoria luta também por 1/3 de horário pedagógico conforme a Lei nº 11.738, entre outros pontos da pauta de reivindicações. Segundo o professor Hallysson Ferreira, um dos líderes do comando de greve, “a greve alcançou uma adesão de cerca de 90% da categoria na capital e no interior. Cidades como Campo Maior, Miguel Alves e Demerval Lobão participaram em massa do início ao fim do movimento.

Essa paralisação teve um diferencial: foi marcada por um amplo processo de mobilização e participação da base da categoria. Nesse processo, as escolas de tempo integral foram a vanguarda do movimento, pois o peso de sua organização e empenho de suas lideranças possibilitou a coesão necessária para manutenção do movimento”.

Pelo nível de combatividade da mobilização dos professores, tentando impor o recuo ao movimento, o governo de Wilson Martins (PSB), e o secretário de educação Átila Lira desencadearam um processo de repressão brutal contra os educadores. “Mesmo com balas de borracha, gás de pimenta, e toda truculência do RONE, não nos intimidamos”, afirma o dirigente.

Era a disposição de lutar da categoria que encurralava o governo e colocava as possibilidades concretas da vitória. O governo se viu acuado e modificou sua proposta por duas vezes. Tais fatos demonstram que o movimento tinha força para fazê-lo conceder o reajuste de 22,22%, de uma só vez, com os retroativos e implantação do 1/3 de HP, além de manter a regência de classe.

Contudo, a traição vergonhosa da direção do SINTE-PI/CUT prejudicou enormemente a organização da greve e provocou um recuo em massa da categoria. A não aceitação da decisão da maioria dos trabalhadores de continuar a greve na Assembleia Geral do dia 15/05, comprovou que o atrelamento da direção do SINTE-/CUT ao governo de Wilson Martins, não só joga a independência de classe na lata do lixo como também impede os trabalhadores de serem vitoriosos nas suas lutas.

Todos os presentes naquela assembleia geral puderam perceber que a direção do SINTE-PI/CUT atuou em conjunto com a SEDUC e programou o fim da greve conscientemente. Apesar da heroica resistência, durante alguns dias depois que a direção do SINTE-PI/CUT abandonou o movimento, a categoria vinha sofrendo todo tipo de ameaças via imprensa, e estar decepcionada com a traição histórica. Por consequência, a categoria começava retornar em massa ao trabalho. Uma oportunidade histórica de impor uma derrota ao governo foi jogada fora.

Após o retorno ao trabalho, os professores das escolas de tempo integral foram surpreendidos com as represálias.  Através de um ofício circular, o secretário de educação Átila Lira declara que não irá receber nenhum dos professores dessas escolas em suas lotações de origem. Somente no CETI Gov. Freitas Neto foram 11 professores impedidos de assumirem seus postos de trabalho.

Em outras escolas, como CEMTI João Henrique, dois professores foram devolvidos para uma nova lotação. No CETI Pequena Rubim, cerca de 20 professores estiveram em greve e, dia 23/05, dois desses já haviam sido devolvidos para a 4ª DRE. Supervisores da SEDUC andam nas escolas anotando faltas relacionadas à greve e bisbilhotando diários de classe e a vida funcional daqueles professores que estiveram mais ativos na luta.

O governo agora ameaça cortar o ponto dos grevistas que continuaram parados contra a decisão da direção do SINTE-PI numa clara tentativa de intimidação. A direção do sindicato até o momento não se moveu contra as perseguições. O que estão esperando?

De acordo com o professor Marcos Fernandes, “nós da CSP-Conlutas, nos solidarizamos como os professores que estão sendo perseguidos, removidos e sofrendo coação moral e intimidações. Denunciamos o caráter ditatorial e coronelista do governo de Wilson Martins (PSB-PT) e chamamos a todos os movimentos sociais a repudiarem as perseguições desse governo contra os professores que participaram da heroica greve e que estiveram acampados ao lado do Palácio do Karnak. Estamos ao lado desses professores unindo esforços para que sejam suspensas todas as retaliações”.

O PSTU manifesta total apoio aos professores perseguidos pelo autoritário governo Wilson Martins (PSB), governo esse que criminaliza greves e sucateia a Educação Pública com o apoio do PT e do PCdoB e partidos de direita no Piauí. 


Abaixo as perseguições aos professores!

Não à criminalização das greves!

Lotação dos professores da greve nas suas escolas de origem já!

Nenhum desconto dos dias parados!

Fora Wilson Martins! Basta de repressão!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

PCdoB: criminalização do movimento grevista e machismo

Depois de sugerir que o aumento da criminalidade no Piauí era culpa da greve dos professores da rede estadual de ensino, o deputado estadual Robert Rios (PCdoB) - que atualmente é Secretário Estadual de Segurança - foi aos meios de comunicação para fortalecer preconceitos e opressões, desta vez contra as mulheres.

Referindo-se a um deputado desafeto (cuja família disputa o mesmo reduto eleitoral), segundo o Portal AZ, Robert Rios disparou: "Ele bate como homem, mas na hora de apanhar, apanha como mulher. Vai na televisão se fazer de coitado”.

Não é de hoje que parlamentares do PCdoB fazem declarações que agridem às mulheres. Também no Piauí, em 2007, o então vereador de Teresina e humorista  João Cláudio, disse ao Portal 180 Graus que  "o Delta do Parnaíba é como uma menina de 15 anos. Linda, virgem e pronta para ser explorada. Aliás, 15 não, 13 anos".

Infelizmente, além de palavras ofensivas, o PCdoB se mostra conivente também com agressões físicas às mulheres, tendo como um de seus parlamentares o cantor Netinho (vereador de São Paulo), que agrediu fisicamente a ex-companheira.

Ao invés de aplicar sanções a militantes que cometem atos machistas, o PCdoB acaba estimulando candidaturas de artistas que não fazem qualquer defesa do socialismo, já que o que vale é simplesmente a possibilidade de obter votos na legenda, para eleger parlamentares, contando também com financiamento eleitoral de grandes empresas. No vale-tudo eleitoral que o PCdoB há tempos aderiu, o que conta são os números na urna.

Repudiamos todas as declarações machistas e preconceituosas do deputado Robert Rios, que em vez de defender a greve dos trabalhadores/as em Educação, utiliza os meios de comunicação para defender o governo burguês de Wilson Martins (PSB) e criminalizar a luta dos professores/as que estão há mais de 70 dias paralisados pelo cumprimento da Lei do Piso.

Lutar é direito, não é crime!

Todo apoio à greve na Educação Estadual!


quarta-feira, 9 de maio de 2012

NOTA DE APOIO DO PSTU À LUTA DAS/OS TRABALHADORAS/ES EM EDUCAÇÃO DO ESTADO PIAUÍ

O desmando na educação pública piauiense não é novidade pra ninguém. Porém, diferentemente do que afirmam o governo e a grande imprensa, esse cenário não é de responsabilidade dos/as trabalhadores/as em educação. 

Nos últimos anos, sob os governos do PT e do PSB de Wellington Dias e Wilson Martins, respectivamente, a educação pública estadual sofreu duros ataques. As pautas dos/as trabalhadores em educação e as principais demandas do ensino público foram negligenciadas. E o pior: em 2003, com o apoio da diretoria do SINTE (ligada ao PT e PSB), alguns direitos chegaram a ser retirados dos professores/as. 

É impossível garantir a qualidade do ensino sem a valorização dos profissionais em educação. No entanto, nem mesmo o pagamento do rebaixado Piso do Magistério (R$ 1.451,00) estabelecido pelo MEC é cumprido pelo governo Wilson Martins. Em Teresina, o prefeito Elmano Ferrer (PTB) só recuou da intransigência e implantou o piso, após 87 dias da vitoriosa greve dos professores municipais. 

A greve na Educação Estadual bate de frente contra a política de arrocho salarial do governo e também de precarização cada vez maior do ensino. Terceirizações, contratos temporários, fechamento de escolas e aumento da carga de trabalho dos profissionais são as medidas implementadas por Wilson Martins e pelo secretário-empresário Átila Lira (que é dono de faculdades particulares e tem todo interesse em continuar sucateando a UESPI e as escolas públicas). É a mesma lógica neoliberal imposta pelo Governo Dilma (PT) de precarização e privatização dos serviços públicos. 

Os FORA DA LEI querem criminalizar nossos movimentos 

Além da precarização, o governo Wilson impõe retirada de direitos, como a regência, tudo com o apoio incondicional do PT, PCdoB e outros partidos. O PCdoB, aliás, não só votou a favor do projeto que retirou a regência, como foi a público, através do deputado Robert Rios, para culpar a greve dos professores pelo aumento dos índices de violência no Piauí. 

Crime mesmo é não cumprir a Lei do Piso do Magistério. Repudiamos toda e qualquer forma de criminalizar o movimento dos trabalhadores em educação. A greve dos profissionais em educação, além de legítima, é muito justa. Por isso, chamamos sindicatos, partidos de esquerda não governistas, movimentos estudantil e popular a manifestar apoio à luta dos trabalhadores em Educação e repudiar qualquer tentativa de criminalização da greve. 

Todo apoio à greve das/dos trabalhadoras/es da Educação!
Pelo cumprimento imediato da Lei Nacional do Piso, rumo ao Piso do DIEESE! 

Pelo retorno da regência dos profissionais da educação, sem congelamento! 

Em defesa da educação pública, de qualidade e gratuita! 

10% do PIB para a educação pública já!

Wilson Martins e o PT nunca mais!

Por um governo socialista dos trabalhadores!