quarta-feira, 9 de maio de 2012

NOTA DE APOIO DO PSTU À LUTA DAS/OS TRABALHADORAS/ES EM EDUCAÇÃO DO ESTADO PIAUÍ

O desmando na educação pública piauiense não é novidade pra ninguém. Porém, diferentemente do que afirmam o governo e a grande imprensa, esse cenário não é de responsabilidade dos/as trabalhadores/as em educação. 

Nos últimos anos, sob os governos do PT e do PSB de Wellington Dias e Wilson Martins, respectivamente, a educação pública estadual sofreu duros ataques. As pautas dos/as trabalhadores em educação e as principais demandas do ensino público foram negligenciadas. E o pior: em 2003, com o apoio da diretoria do SINTE (ligada ao PT e PSB), alguns direitos chegaram a ser retirados dos professores/as. 

É impossível garantir a qualidade do ensino sem a valorização dos profissionais em educação. No entanto, nem mesmo o pagamento do rebaixado Piso do Magistério (R$ 1.451,00) estabelecido pelo MEC é cumprido pelo governo Wilson Martins. Em Teresina, o prefeito Elmano Ferrer (PTB) só recuou da intransigência e implantou o piso, após 87 dias da vitoriosa greve dos professores municipais. 

A greve na Educação Estadual bate de frente contra a política de arrocho salarial do governo e também de precarização cada vez maior do ensino. Terceirizações, contratos temporários, fechamento de escolas e aumento da carga de trabalho dos profissionais são as medidas implementadas por Wilson Martins e pelo secretário-empresário Átila Lira (que é dono de faculdades particulares e tem todo interesse em continuar sucateando a UESPI e as escolas públicas). É a mesma lógica neoliberal imposta pelo Governo Dilma (PT) de precarização e privatização dos serviços públicos. 

Os FORA DA LEI querem criminalizar nossos movimentos 

Além da precarização, o governo Wilson impõe retirada de direitos, como a regência, tudo com o apoio incondicional do PT, PCdoB e outros partidos. O PCdoB, aliás, não só votou a favor do projeto que retirou a regência, como foi a público, através do deputado Robert Rios, para culpar a greve dos professores pelo aumento dos índices de violência no Piauí. 

Crime mesmo é não cumprir a Lei do Piso do Magistério. Repudiamos toda e qualquer forma de criminalizar o movimento dos trabalhadores em educação. A greve dos profissionais em educação, além de legítima, é muito justa. Por isso, chamamos sindicatos, partidos de esquerda não governistas, movimentos estudantil e popular a manifestar apoio à luta dos trabalhadores em Educação e repudiar qualquer tentativa de criminalização da greve. 

Todo apoio à greve das/dos trabalhadoras/es da Educação!
Pelo cumprimento imediato da Lei Nacional do Piso, rumo ao Piso do DIEESE! 

Pelo retorno da regência dos profissionais da educação, sem congelamento! 

Em defesa da educação pública, de qualidade e gratuita! 

10% do PIB para a educação pública já!

Wilson Martins e o PT nunca mais!

Por um governo socialista dos trabalhadores!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Prefeito de Teresina descumpre Lei do Piso e ainda pede prisão de dirigentes sindicais

Os movimentos sociais no Piauí estão sendo sistematicamente atacados e criminalizados nos últimos meses. No início do ano, mais de 20 manifestantes foram covardemente agredidos e presos, resultando em diversos processos criminais aos que participaram da luta contra o aumento das passagens de ônibus em Teresina. Ainda hoje há uma campanha no Piauí pelo arquivamento dos processos dos manifestantes. Agora, mais uma luta está sendo criminalizada na capital piauiense: a greve dos trabalhadores da rede municipal de Educação, que já passa de 70 dias.

Elmano Férrer (PTB), prefeito de Teresina - o mesmo que pediu a repressão da PM de Wilson Martins (PSB)aos manifestantes da luta contra o aumento da passagem e que descumpre a Lei do Piso do Magistério - tenta intimidar o movimento grevista, ingressando na Justiça com pedido de prisão de toda a diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm) por “crime de desobediência”, além de querer aplicação de multa diária de R$ 10 mil ao presidente da entidade, caso a greve seja mantida.

Em um grave atentado ao direito de manifestação e livre organização dos trabalhadores, o desembargador Sebastião Ribeiro Martins, do Tribunal de Justiça do Piauí, já havia "determinado", há duas semanas, a "suspensão" da greve, aplicando multa altíssima de R$ 10 mil por dia ao Sindicato, caso a categoria decidisse pela manutenção da greve.

Contra o autoritarismo e ilegalidade do prefeito Elmano Férrer (que está prestes a selar chapa majoritária com o PT para a próxima eleição municipal) e em repúdio à decisão política do desembargador, os grevistas, em assembleia geral, decidiram continuar o movimento pela valorização do magistério e em defesa de direitos. O pedido de prisão aos dirigentes sindicais, segundo a petição da prefeitura, é para punir o “crime de desobediência” em se manter a greve, como se a decisão de manutenção desse justo movimento fosse crime e dependesse de decisão da direção do Sindicato.

O desembargador Sebastião Martins é conhecido do movimento sindical local por julgar ilegais as últimas grandes greves de servidores públicos no Piauí. A greve da rede estadual de Educação, que dura quase 50 dias, também foi considerada ilegal pelo desembargador que “coincidentemente” vem ganhando todos os sorteios de recebimento de processos no TJ que tratam de mobilizações dos servidores públicos.

Os movimentos sociais no Piauí precisam se manifestar contra mais essa agressão ao direito de livre organização e manifestação dos trabalhadores. É necessário repudiar veementemente qualquer decisão da Justiça que continue criminalizando os movimentos sociais, em favor dos governos e empresários. Não podemos deixar o desembargador à vontade para continuar fazendo a “Justiça” que interessa aos poderosos, e acate o pedido de prisão dos sindicalistas, estipule multa ao presidente do Sindserm , e determine o bloqueio de contas e seqüestro de bens (veículos e computadores) da entidade.

Ilegal é o prefeito, que não paga nem mesmo o miserável piso de R$ 1.451,00 estipulado pelo MEC. Prisão, só se for para Elmano Férrer e para o secretário municipal de Educação, que é dono faculdade particular - assim como o secretário estadual de Educação - e tem todo o interesse em aprofundar o sucateamento do ensino público no Piauí.

Todo apoio à greve dos trabalhadores e trabalhadoras da rede pública de Educação!
Não à criminalização dos movimentos sociais!
Todos em defesa dos dirigentes sindicais do Sindserm!

Quem desrespeita a Educação não merece reeleição!
Fora Wilson e Elmano!


Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados – PSTU/PI

domingo, 8 de abril de 2012

Documentário: a Convergência Socialista e a Ditadura Militar

Este documentário conta a história da perseguição ao grupo, através de fotos, notícias, e filmes e, principalmente, de depoimentos de ex-presos políticos, como José Maria, presidente do PSTU.

Assista em:

http://www.youtube.com/watch?v=zZc9l7xMoZY&feature=player_embedded

quarta-feira, 21 de março de 2012

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA DO ESTADO BURGUÊS E A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Por: Felipe Nunes, da Secretaria Regional de Formação – PSTU Piauí


Na manhã do dia 22 de janeiro de 2012, milhares de famílias foram retiradas das suas casas debaixo de tiros de borrachas, bombas de efeito moral, cassetetes, armas de fogo, etc. Chutadas por um contingente de 3.300 policias de diversas cidades do interior do Estado de São Paulo, a mando dos governos ditatoriais de Geraldo Alckmin e Eduardo Cury (PSDB).

Em um domingo sangrento, as imagens de policiais invadindo e destruindo casas, erguidas a suor e sangue por milhares de trabalhadores e trabalhadoras, corriam por todo o mundo. Inúmeras crianças, mulheres, idosos, dormiram a noite, em um chão duro e gelado, e com as lembranças da sua humilde casa e as lágrimas de suas crianças que ainda esperavam a volta ao seu lar.

A retirada de 1.600 famílias, cerca de 9.000 pessoas, da ocupação do Pinheirinho, São José dos Campos, foi realizada de forma cruel e violenta, ignorando um mandato judicial federal que impedia a desocupação das famílias. O Estado burguês mais uma vez, provou a quem está a serviço, e preferiu repassar as terras, que pertencia à massa falida da empresa Selecta do empresário corrupto Naji Nahas. O preço, mais uma vez, quem pagou, foi a população pobre e oprimida.

O nascimento do Estado Burguês

O Estado é um fenômeno histórico, produto da divisão social do trabalho, e posteriormente, da sociedade divida em classes, de modo que, o Estado sempre exerceu o papel de dominação de uma classe sobre a outra, utilizando-se do poder da ideologia e seus aparatos repressivos e burocráticos.

O desenvolvimento das relações de produção provocou mudanças profundas no caráter do Estado. As Revoluções Burguesas trouxeram uma nova roupagem ao modelo de Estado até então conhecido. A partir dali, a burguesia assumiu o papel principal de gestora da máquina estatal, revestindo-o de um espectro de neutralidade acima das classes. Sendo assim, foi propagandeado pela burguesia o ideal de democracia, liberdade para o capital, desde que, não atente contra a propriedade capitalista e suas instituições. A democracia instituída, assim como Estado, estava estritamente ligada à classe que o governa, neste caso a burguesia.

A democracia do capital

A revolução francesa trouxe consigo um emblemático lema da burguesia, liberdade e igualdade para comprar e consumir, e fraternidade entre os ricos. Essas palavras são entoadas com bastante firmeza até hoje pelos empresários e banqueiros. A democracia é exercida plenamente por eles, pois realizam viagens, compram diversos carros, roupas, apartamentos, almoçam vastos e diversos pratos de todo o mundo, desfrutam de todas os benefícios que o dinheiro pode lhe dar.

Em contrapartida, os trabalhadores/as, os verdadeiros produtores das riquezas existentes no mundo, não vivenciam a mesma realidade, pois pegam ônibus lotados e caros; trabalham mais de 8 horas por dia e mal tem tempo de descansar, o que o diga viajar; recebem um salário mínimo medíocre que mal coloca comida na sua mesa, o impede de ter roupas, carros e uma casa própria para sua família. Quando resolvem lutar por melhores condições de vida, usufruir das riquezas produzidas, o Estado e as suas armas de espancar trabalhadores (juntamente com seu aparato de escravidão moral, escola, justiça, igreja e imprensa oficial, com o objetivo de afastar cada vez mais os trabalhadores/as do poder,) reprimem e criminalizam qualquer forma de organização da classe operária, resistente ao cargo de explorado que a burguesia tenta impor.

Máquina de reprimir pobres

Para defender a propriedade capitalista e intensificar a exploração do proletariado, a burguesia se muniu poderosamente, tendo em vista a perpetuação da sua dominação, utilizando tanto os meios de coerção brutal, através do braço armado do Estado: exército, polícia militar e civil, como da escravidão moral, a Justiça, a Escola, a Igreja e a Imprensa oficial, por entender que não dominará os trabalhadores e explorá-los apenas pela base da pancada.

Acompanhamos no início deste ano, inúmeros casos em que o Estado demonstrou efetivamente a quem está a serviço e qual sua verdadeira função. Casos como a desocupação do terreno do Pinheirinho, onde milhares de famílias foram expulsas de forma covarde e violenta para entregar o terreno a um empresário corrupto encher ainda mais seus bolsos de dinheiro, enquanto crianças dormem em abrigos sob o frio e o chão em lama.

Outro exemplo notório são os diversos protestos contra o aumento das passagens de ônibus por todo o Brasil, onde o Estado reprimiu violentamente e prendeu diversos estudantes e trabalhadores/as em defesa do lucro das empresas de ônibus. Em Teresina, em mais de 1 mês de atos de ruas diários, violentos episódios foram realizados pela polícia militar a mando do governo municipal Elmano Férrer (PTB/PT) e Wilson Martins (PSB/PCdoB), onde estudantes e trabalhadores/as foram brutalmente espancados, sendo que mais de 30 pessoas presas, dentre elas 18 ainda respondem processos judiciais.

No Rio de Janeiro e na Bahia, a greves dos policiais militares, civis e bombeiros foram duramente reprimidas. O exército, junto a Força Nacional de Segurança (treinados especificamente para esmagar os movimentos sociais), convocados pelo governo federal de Dilma Roussef (PT) surrou ferozmente e prendeu vários policiais militares.

O Papel do Estado Burguês frente à crise econômica mundial

Na medida em que a crise econômica mundial se estende, e cada vez mais se evidenciam as contradições sociais existentes, a estrutura do Estado Burguês sofre pressões que explicitam a sua verdadeira função, uma máquina repressora totalmente equipada e preparada para reprimir a população pobre e explorada e defender a qualquer custo a corja burguesa.

Vivemos em um período de ofensiva da burguesia contra a classe trabalhadora. Na Europa, pacotes de austeridade são implementados pelos governos burgueses, com a colaboração de centrais sindicais traidoras, visando retirar conquistas históricas do movimento operário como o 13º salário. No Brasil, o governo Dilma (PT) acaba de realizar o maior corte orçamentário da história, retirando 55 bilhões do orçamento, enquanto isso continua alimentando os bolsos dos banqueiros e empresários com mais da metade do Produto Interno Bruto.

O desenvolvimento da crise econômica capitalista destrói toda a argumentação de neutralidade e superioridade entre as classes do Estado. Diante do colapso financeiro, a burguesia trata de direcionar a crise para os países periféricos, expropriando o restante das suas riquezas, garantindo assim a sobrevivência dos países mais riscos.

Na Europa, por exemplo, a burguesia imperialista alemã e francesa está intervindo diretamente na economia grega, impondo sanções e planos econômicos fiscais. No Brasil, cortes e mais cortes são deferidos pelo governo de Dilma (PT), com o objetivo de garantir o pagamento da dívida externa, ou seja, continuar rigorosamente a sustentar os bolsos dos empresários e banqueiros, enquanto isso, a classe trabalhadora sofre com menos investimentos em saúde, transporte, alimentação, educação e um largo etc.

Para garantir a sobrevivência da propriedade capitalista e da dominação sobre os trabalhadores/as, o Estado Burguês utiliza de todos os recursos possíveis, seja injetar dinheiro público em empresas privadas ou espancar e matar mulheres, crianças e idosos.

Mais criminalização em curso

A prática cotidiana de espaçar a classe trabalhadora e oprimida acaba que por tornar hábito a violência provocada pelo Estado, a institucionalizando. Diariamente, imagens de trabalhadores/as sendo espancados por policiais militares são veiculadas pelos meios de comunicação, repassando como se fosse papel do Estado reprimir e combater violentamente aqueles que contrariam seus interesses.

Os trabalhadores/as que se organizam em seus sindicatos e realizam uma greve por melhores salários são recebidos pelas tropas de choque do Estado Burguês. A burguesia através do aparato estatal tenta impor aos trabalhadores medidas as quais objetivam criminalizar as lutas sociais e tornar lei a repressão aos movimentos sociais.

No Brasil, por exemplo, tramita no Congresso Nacional, o projeto de lei 728, de 2011, Marcelo Crivela (PRB-RJ), Ana Amélia (PP-RS) e Walter Pinheiro (PT-BA), senadores da base do Governo Dilma Roussef (PT), que institui novas regras de segurança e punição legal durante o período da Copa Do Mundo, ela começará a valer três meses anteriores à primeira partida e durará até o fim do evento, ou seja, tornarão crimes os trabalhadores/as que realizarem greves durante as obras para a Copa do Mundo de 2014. Utilizando-se do pretexto de segurança nacional, para assim, formalizar por escrito, seu papel de repressor aos explorados e oprimidos. Contraditoriamente, o projeto está sendo defendido por um partido que diz ser dos “trabalhadores”, mas que na verdade governa para os ricos.

Todo esse movimento da burguesia constitui uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais e organizações da classe operária, através da institucionalização da violência produzida pelo aparelho do Estado Burguês. Casos como, a militarização do Campus da USP, a desocupação do terreno do Pinheirinho, a repressão indiscriminada a Cracolândia a onda de repressões aos movimentos contra o aumento da passagem, o envio de tropas do exército para reprimir a greve dos policiais na Bahia, evidenciam a fajuta democracia burguesa e da neutralidade acima das classes do Estado, demonstrando a verdadeira face do Estado Burguês e sua ditadura de classe.

A saída para crise é a revolução socialista

Os trabalhadores não irão consentir com a onda de ataques impostos pela burguesia. Na Grécia, milhares de trabalhadores/as ocupavam as ruas e resistem bravamente aos ataques orquestrados pela Troika (FMI, BCE e Comissão Européia). No Norte da África e Oriente Médio, as revoluções sacodem a região e ditaduras sanguinárias que duravam décadas são derrubadas. Contudo, tudo isso terá se perdido, caso não haja uma direção revolucionária capaz de conduzir e levar os trabalhadores/as ao poder.

O socialismo está na ordem do dia. Devemos construir alternativas revolucionárias que direcionem a saída da crise para a construção da revolução socialista. Não há condições de sustentar o sistema capitalista nem reformá-lo. Não podemos conceber uma sociedade em que uma minoria domine e explore a grande maioria. Por isso, devemos construir um Estado sob o domínio dos trabalhadores/as, onde as suas funções estejam voltadas para as suas necessidades. A tomada do poder é fundamental na luta do proletariado contra a burguesia. A única alternativa para crise é a revolução socialista, para que finalmente, os trabalhadores/as de todo mundo sejam livres da dominação e exploração da burguesia.

domingo, 18 de março de 2012

Greves denunciam descaso dos governos Wilson e Elmano e a privatização da Educação no Piauí


Ato unificado dos trabalhadores em Educação, em Campo Maior (foto:Jailson Soares)


A luta dos trabalhadores em educação pública tomam o país. Nas redes estadual do Piauí e municipal (Teresina), os trabalhadores estão em greve por melhores salários e condições de trabalho mais dignas. Tanto o governo estadual (Wilson Martins, do PSB) como o municipal (Elmano Ferrer, do PTB) se negam a cumprir a Lei do Piso, estimado em R$ 1.937,26 pelos movimentos sociais.

Nem mesmo o pagamento do rebaixado piso calculado pelo MEC (R$ 1.451,00), com repasse do reajuste proporcional para os professores de todos os níveis e classes vem sendo apresentados pelos governos Estadual e municipal. O governo Wilson chegou a dizer que não era possível pagar o piso por que isso acabaria ferindo os limites de gastos com pessoal previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). É mais uma prova de que os governos estão mais preocupados em pagar a dívida pública e favorecer banqueiros, ao invés de garantir o investimento necessário nos setores sociais.

Embora o cumprimento da Lei do Piso seja a questão mais imediata a ser resolvida, os trabalhadores e trabalhadoras lutam contra as precárias condições de trabalho e contra o avançado processo de privatização da educação. No Piauí, o descaso dos gestores estadual e municipais para com a educação é uma regra. Escolas e creches públicas são fechadas e ou passam por vários problemas de estrutura por falta de investimento.

Utilizar o altíssimo número de professores substitutos (temporários, com contrato precário) e de bolsistas/estagiários (universitários) é uma das formas que os governos usam para aumentar a exploração dos professores, pagando o mínimo possível em salários. Em algumas escolas, os professores efetivos vêem-se pressionados ainda mais em um momento de mobilização quando bolsistas continuam em sala de aula.

No Piauí, onde o secretário estadual de Educação e o secretário municipal de Teresina são grandes empresários do ensino, os governos incentivam a expansão do ensino privado, comprando vagas em escolas particulares, dando subsídios e isentando impostos de instituições empresariais travestidas de "filantrópicas". É com a fórmula de precarizar o público e incentivar o privado que as escolas públicas piauienses aparecem no final do ranking das avaliações mercantilistas (Enade), ao mesmo tempo em que alguns colégios particulares de Teresina aparecem entre "os dez melhores" do país.

Com apoio do PT e PCdoB, governos atacam trabalhadores da Educação

Os governos Wilson e Elmano têm muito em comum. Além de terem na base de sustentação política partidos como o PT e PCdoB, tratam os trabalhadores em greve com intransigência. O prefeito Elmano Ferrer não negocia com a categoria e tenta criminalizar o movimento. Já o governo Wilson Martins, que enfrenta a greve desde 27 de fevereiro, quer aplicar um golpe na categoria.
Wilson diz que vai implantar o piso calculado pelo MEC, mas impondo o fim da regência, gratificação que está congelada desde o início do primeiro governo Wellington Dias (PT), em 2003. O petista fez escola e Wilson, que foi vice vice-governador no segundo governo de Dias, quer agora piorar ainda mais a situação do magistério, diminuindo direitos e propondo reajustes diferenciados e rebaixados entre a categoria.

Trabalhadores fazem atos unificados


As greves dos trabalhadores do Estado e de Teresina contam com ações unificadas, como o protesto realizado no dia 13 de março, no município de Campo Maior, durante solenidade em alusão à Batalha do Jenipapo, naquela região, entre nativos e tropas portuguesas, em 1823, fazendo parte do processo de Independência do país. A "festa" do governo Wilson foi desmontada pelo protesto.

As ações unitárias, dentre elas, assembleias e passeatas, foram defendidas por militantes da Oposição Sindical “Educação Com Lutas”, ligada à CSP-Conlutas, em assembleia geral convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Estadual (Sinte-PI) e pela direção do Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindiserm), dirigido entre outras correntes, por militantes da CSP-Conlutas. O Sinte-PI é dirigido por militantes ligados à CUT (PT) e CTB (PSB/PCdoB), sendo que a presidente da entidade é filiada ao PSB, do governador Wilson Martins.

Tais lideranças cutistas e cetebistas atuam pressionadas por suas bases e por isso, até o momento, não recuaram na greve, mas as assembleias gerais sempre são tensas, com tentativas de manobras de votações de encaminhamentos, por parte da direção. "Infelizmente, até o momento, a direção do sindicato não encaminha a aprovação de um comando de greve. Mesmo assim as assembleias são bem numerosas e o movimento grevista continua forte", afirma o professor Marcos Fernandes Lima, do grupo Educação com Lutas, de oposição à diretoria do Sinte-PI.

PMT sinaliza com abertura de negociação


Em Teresina, na última sexta-feira, os professores lotaram a Câmara Municipal em audiência pública sobre a greve, que completava 42 dias. O secretário de Educação não compareceu. O secretário de Administração, tendo em vista a força da greve, afirmou que o prefeito receberá a comissão de negociação.

“A prefeitura já tentou criminalizar nossa greve e chegou a pedir a ilegalidade do movimento, embora quem seja ilegal é a prefeitura, que não cumpre a Lei do Piso.
A greve segue firme, com grande participação da base nas assembleias e no comando de greve"”, disse Sinésio Soares (Délio), presidente do Sindserm e militante da CSP-Conlutas.


Ver mais sobre a luta nacional da Educação em:

http://www.pstu.org.br/movimento_materia.asp?id=14014&ida=0

Leia o Opinião Socialista especial sobre Educação em:
http://issuu.com/pstu/docs/os434
www.pstu.org.br

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Todo apoio à luta dos/as trabalhadores/as em Educação no Piauí! Greve em Teresina já começou!

Trabalhadores/as da Educação pública municipal de Teresina e da rede Estadual estão se mobilizando por melhores salários e condições de trabalho. Uma greve por tempo indeterminado foi deflagrada no último dia 6 na Educação Municipal de Teresina, devido a intransigência da prefeitura em não negociar com a categoria.
Os servidores da Educação Municipal reivindicam: Eleição para diretor/a de escola e creche; cumprimento da Lei do Piso e do Horário Pedagógico; nenhum fechamento de escola; substituição do Cartão Transporte (Credishop) por Auxílio Transporte; pagamento do retroativo da mudança de nível e pagamento do “profuncionário”.
O prefeito de Teresina, Elmano Ferrer (PTB), mais uma vez, mostra-se intransigente. Ao invés do diálogo, a Secretaria Municipal de Educação (Semec), dirigida por um grande empresário do ensino (dono de faculdade particular), quer fechar escolas (como a Eurípedes Aguiar), tenta aumentar o já estressante ritmo de trabalho dos/as professores e não concorda com eleições diretas e universais para diretor/a. Ou seja, em ano eleitoral, o prefeito quer cabos eleitorais como diretores em mais de 300 escolas e creches municipais.
O governo estadual de Wilson Martins (PSB), que também tem um grande tubarão do ensino privado como secretário de Educação, também não mostra disposição para o diálogo. Na sexta-feira, os trabalhadores/as em educação no Estado participarão de assembleia geral onde pode ser deflagrada greve por tempo indeterminado, pelo cumprimento da Lei do Piso e reajuste linear para toda a categoria.
Por abertura imediata de negociação!
Pelo atendimento integral das pautas dos/as trabalhadores/as da Educação!

domingo, 29 de janeiro de 2012

NOTA DO PSTU SOBRE O AUMENTO DE VERBAS PARA OS DEPUTADOS ESTADUAIS E DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

--------
DEPUTADOS PIAUIENSES RECEBEM PRÊMIOS EM DINHEIRO
APÓS DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO

Os deputados estaduais piauienses decidiram recentemente aumentar a verba de gabinete R$ 50 mil para R$ 80 mil. Cada parlamentar receberá o equivalente a 128 salários mínimos por mês. O aumento chega no mesmo instante em que voltam a surgir gravíssimas denúncias de desvios de recursos na Assembleia Legislativa, na ordem de R$ 50 milhões, segundo o Ministério Público Estadual.

Todo esse dinheiro desviado e gasto com privilégios de gabinete – auxílio-paletó, viagens, diárias em períodos de recesso, contratação demasiada de assessores, pagamento de cirurgias plásticas etc – deveria estar sendo investido na melhoria da Educação, Saúde, além do atendimento das demandas dos servidores públicos, como o caso dos fazendários, que estão em greve por valorização da carreira, e dos professores que começam a se mobilizar por um piso salarial decente.

Nenhum parlamentar estadual – nem mesmo daqueles partidos que antigamente se diziam “defensores da moralidade e da coisa pública” (PT e do PCdoB) ou da oposição de direita (PSDB) – repudiou publicamente e ou cobra uma rígida investigação sobre a denúncia de rombo de mais de R$ 50 milhões na Assembleia Legislativa do Piauí. Nenhum deles também questionou veementemente o aumento de verbas de gabinetes.

Qual a razão do silêncio dos deputados diante de tais fatos? Na Assembleia Legislativa do Piauí, o PT faz parte da mesa diretora, instância que decidiu pelo imoral aumento da tal verba de gabinete e que também é responsável pela execução dos gastos daquela Casa. A total adaptação do PT e do PCdoB à democracia burguesa – corrupta por natureza – faz com que seus parlamentares e dirigentes não apenas aceitem tais escândalos, como também façam parte deles. O uso do dinheiro público para pagamento de cirurgia plástica para fins estéticos de esposa de deputado do PCdoB é apenas uma mostra disso.

O PT e o PCdoB contam ainda com a participação de vários/as militantes de base honestos/as e que realmente defendem um outro tipo de sociedade, o socialismo. Felizmente, os mais conscientes estão buscando o caminho da ruptura com esses partidos. Outros acompanham, atônitos, tal processo de degeneração partidária, às vezes, sem perceberem que "seus sonhos foram todos vendidos", nas reuniões de gabinetes, por cargos no governo Wilson Martins (PSB) ou do prefeito de Teresina, Elmano Ferrer (PTB). Para tais governos, sempre há recursos para o pagamento de banqueiros (dívida pública) e para garantir a boa vida dos deputados e vereadores da base aliada.

Devido ao silêncio e ao escandaloso grau de comprometimento dos deputados estaduais com as irregularidades, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) não é garantia nenhuma de investigação séria. Seria a velha história de colocar a raposa cuidando do galinheiro. É preciso cobrar apuração pra valer do Ministério Público Estadual do Piauí, cujos trabalhos de apuração devem ser abertos para a participação de representantes de entidades sindicais, estudantis e populares que não sejam governistas.

Contra o aumento de verbas para os gabinetes dos parlamentares!

Investigação séria de todas as denúncias de corrupção!
Cadeia e confisco dos bens de corruptos e corruptores!
Fora todos/as os/as deputados corruptos/as!

Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU

Teresina, 27 de janeiro de 2012.