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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Eleições 2014: Nota do PSTU sobre o esforço para a construção de uma frente de esquerda para as eleições de outubro


Zé Maria, presidente nacional do PSTU
 

Foi realizada recentemente uma reunião entre dirigentes do PSTU e do PSOL para debater a proposta de constituição de uma Frente de Esquerda envolvendo estes dois partidos e o PCB. Na reunião, iniciamos o debate acerca do programa e perfil político da frente, dos critérios sobre arco de alianças e financiamento da campanha e sobre o espaço dos partidos na chapa presidencial e em estados como o Rio de Janeiro onde há, até agora, um veto do PSOL à coligação com o PSTU na eleição proporcional.

No debate feito foram identificadas visões distintas acerca do programa e do perfil político que a frente apresentaria nas eleições. Os companheiros do PSOL defenderam um programa e perfil político da campanha que tivesse como centro a busca de uma identidade com o senso comum da população, para facilitar a disputa do voto. O PSTU defendeu que a campanha da frente buscasse sim, fazer a disputa dos votos da melhor forma possível, mas sem abdicar da defesa das mudanças, profundas e radicais, que precisamos fazer no Brasil para que o povo possa ter uma vida digna.

Esta diferença se materializou, por exemplo, numa visão distinta de como apresentar um programa que garanta o atendimento de uma demanda muito presente nas mobilizações de junho passado, a Tarifa Zero no transporte coletivo para garantir o direito ao transporte a toda população. O PSOL defende uma proposta que mantém o sistema privado de transporte, onde a Tarifa Zero seria financiada com o aumento de impostos. O PSTU defende a suspensão imediata do pagamento dos juros aos banqueiros para financiar o sistema, mas também a estatização dos serviços de transportes para acabar com as máfias que controlam o setor e roubam o povo cotidianamente. Esta mesma diferença de enfoque se translada ao resto do debate programático e à definição do perfil político da campanha da frente.

Ficamos de dar continuidade a este debate, para vermos a possibilidade de chegarmos a um patamar que pudesse ser comum aos dois partidos, em uma próxima reunião marcada para a primeira quinzena de março. Por outro lado, os representantes do PSTU deixaram claro aos dirigentes do PSOL que o anúncio realizado na véspera, de que o candidato à presidente da chapa seria do PSOL, assim como o candidato à vice, não sinalizava a constituição de uma Frente de Esquerda. Criava um quadro de adesão dos demais partidos à candidatura do PSOL, denotava desrespeito para com os demais partidos que, por óbvio, era inaceitável. Também sobre este assunto ficamos de voltar a conversar na próxima reunião agendada para março.

Passada a reunião, o PSOL agendou e realizou o lançamento, neste 24 de fevereiro , de sua pré-candidatura à presidência e vice-presidência em ato político na cidade de São Paulo.
O PSTU pensa que, em política, o que se fala é importante. Ainda mais importante é o que se faz, pois indica objetivamente a escolha que se fez. O PSTU tem defendido e segue defendendo a Frente de Esquerda, respeitado o acordo de programa, critério sobre arco de alianças e financiamento da campanha e respeito ao espaço de cada um dos partidos. O PSOL também tem falado em defesa da Frente de Esquerda. Mas o que está fazendo indica claramente outra escolha.

Ao fechar completamente as condições para que se possa construir uma Frente que respeite o espaço de cada partido, o PSOL atua para inviabilizar a Frente. Indica que não quer ou não acredita na discussão para buscar um acordo de programa que possa ser expressão das lutas sociais que ocorrem em nosso país. Um programa para mudar tudo isso que aí está, como reclamavam as manifestações de junho e julho passado. Que possa ser a expressão de um projeto socialista para o Brasil. Só isso explicaria a atitude concreta de fechar a chapa presidencial sem nenhum respeito pelos demais partidos com quem diz querer fazer a Frente.

O PSTU irá à próxima reunião marcada com o PSOL, ainda imbuído da defesa da Frente de Esquerda. Mas alertamos para a necessidade de reversão desse quadro, para que haja uma possibilidade real de esta frente vir a se constituir.

São Paulo, 25 de fevereiro de 2014
Direção Nacional do PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Em Teresina, ato contra as 1,5 mil demissões na GM será sexta-feira

Mesmo com altíssimo lucro e sendo beneficiada por políticas de redução de IPI e outros incentivos fiscais, a GM quer demitir mais de 1.500 trabalhadores/as em São José dos Campos (SP). 

Imagine o desastre social que será para mais de 1.500 famílias! Até agora, nada da presidente Dilma se manifestar em apoio aos trabalhadores, manifestando-se contrária às demissões e cobrando o recuo da GM. 

Em diversos países e em todo o Brasil, acontecem atos contra as demissões na GM. Em Teresina, convidamos ativistas dos diversos movimentos sociais, militantes ou não de partidos de esquerda, a participar de um ato, sexta-feira, às 10h, em frente ao Ministério do Trabalho (DRT, na Frei Serafim, ao lado da Fetag) denunciando a GM e exigindo que Dilma proíba as demissões. 

Já confirmamos a participação de dirigentes do PSTU, PSOL e PCB no ato, além de representantes de várias entidades sindicais, estudantis e movimentos populares.

Ajude a divulgar! Compartilhe e participe!

Para saber mais da luta contra as demissões na GM, clique aqui. 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

PSTU marca convenção para o dia 28 de junho e ainda aposta na frente de esquerda em Teresina



O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) fará convenção eleitoral no dia 28 de junho, às 19h, no auditório do Instituto Federal do Piauí (IFPI, ex-CEFET-PI) para discussão e escolha de candidatos a prefeito e vereador de Teresina. O PSTU, que lançou Daniel Solon como pré-candidato a prefeito, ainda luta para que seja conformada uma frente de esquerda socialista em Teresina, envolvendo o PCB e PSOL.

"Sabemos que o PSOL já definiu por candidatura própria a prefeito, sem frente de esquerda, mas ainda há tempo de buscarmos a unidade, e de se rediscutir tal decisão. Unir o PSTU, PSOL e PCB é uma necessidade para fortalecer a esquerda socialista que não se rendeu aos governos e que está nas lutas por Educação e Saúde públicas, moradia, saneamento, por redução do preço das passagens de ônibus, enfim, para fortalecer a luta por uma Teresina para os trabalhadores e para a juventude", disse Daniel Solon, que é professor da UESPI e jornalista.

Nesta sexta-feira pela manhã, dirigentes do PSTU contactaram pessoalmente lideranças do PSOL e PCB na tentativa de construir uma reunião nos próximos dias, com o objetivo de amadurecer o debate em torno de uma frente de esquerda. "Estamos desde o ano passado buscando o debate com o PSOL e PCB, em torno de um programa socialista para Teresina, e para fazermos uma aliança, sem financiamento eleitoral de empresas ou empresários. Mas caso não consigamos formar a frente de esquerda, o PSTU formalizará candidaturas que têm o objetivo de fortalecer a as lutas do povo e da classe trabalhadora, pelo direito à cidade", completou Daniel Solon.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

TERESINA PRECISA DE UMA FRENTE DE ESQUERDA CLASSISTA E SOCIALISTA NAS ELEIÇÕES

Contra os governos e patrões: unir PSTU, PSOL e PCB para defender direitos à moradia, saúde, educação e transporte público de boa qualidade!

A vida está cada vez mais difícil para os trabalhadores, juventude e o povo pobre de Teresina. Por isso, precisamos de uma alternativa nas lutas e nas eleições de 2012. O PSTU propõe aos companheiros/as do PSOL e do PCB a construção de uma frente de esquerda, com um programa classista e socialista, em oposição aos governos Dilma (PT, PC do B, PMDB...), Wilson Martins (PSB), Elmano Ferrer (PTB/JVC) e contra a oposição burguesa (PSDB, PV, PSD...). Uma frente que organize a classe trabalhadora, a juventude e o povo pobre para lutar contra os desmandos dos governos de plantão, todos eles subordinados aos grandes empresários e latifundiários.
Para o PSTU, essa frente não pode ter a presença de nenhum representante de partidos burgueses (os partidos dos ricos e poderosos) ou que façam parte dos governos federal, estadual ou municipais. Devemos ter uma posição firme contra a política privatista de Dilma, Wilson e Elmano, que atacam também os direitos dos servidores públicos federais, estaduais e municipais. Também é muito importante que a frente de esquerda seja financiada voluntariamente pela classe trabalhadora e juventude, sem nenhum tostão de empresas ou empresários.
Precisamos unir os que lutam nas ruas juntos com os operários, professores, estudantes, profissionais da saúde e o povo pobre contra os ricos e poderosos, em torno de um programa classista e socialista, que defenda, dentre outros pontos:
- A estatização do transporte urbano de Teresina (fim do contrato com o Setut; criação de empresa municipal de transporte coletivo, com diminuição e congelamento da passagem de ônibus; passe-livre para estudantes e desempregados)
- Programa de construção de moradias populares, sem a participação de empreiteiras e construtoras privadas; fim da especulação imobiliária (expropriação de grandes terrenos ociosos, legalização das ocupações dos sem-teto); diminuição e isenção de IPTU aos mais pobres.
- Aumento de impostos aos ricos (IPTU e ITBI progressivos), fim de isenções de ISS para as grandes empresas.
- Saúde pública, gratuita e de boa qualidade: estatização das grandes clínicas e hospitais particulares; cobertura de rede de água e tratamento de esgoto em 100% do município; distribuição gratuita de remédios
- Educação pública, gratuita e de qualidade: mais verbas para a rede pública; estatização da rede de ensino particular.
- Reposição imediata das perdas salariais históricas dos servidores municipais de Teresina. Fim das terceirizações, sem demissões.
- Mais verbas para a cultura; fim da privatização do setor.
- Defesa intransigente do meio-ambiente;
- Combate ao machismo, racismo e homofobia.
- Não ao pagamento da dívida pública!
A frente de esquerda classista e socialista deve ser construída de forma democrática, com participação dos ativistas, respeitando o peso social dos partidos e organizações envolvidas neste processo. Neste sentido, chamamos toda a militância dos movimentos sociais e ativistas socialistas a se somarem a este processo, com o aprofundamento das discussões em torno de um programa classista e socialista para Teresina, assim como a discussão a respeito de composição de candidaturas.
Por um governo socialista, da classe trabalhadora!
Teresina, novembro de 2011.