Mostrando postagens com marcador repúdio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador repúdio. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de março de 2014

Nota do PSTU-PI diante de ataques à nossa sede e aos nossos militantes




Na noite do dia 7 de março, do corrente ano, a sede do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) em Teresina foi mais uma vez alvo de ataques. A agressão se deu durante no momento em que o partido estava realizando um evento em que rememorava o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, através de um debate sobre “Violência contra a mulher”, o que foi ainda mais revoltante para o conjunto da militância do PSTU, simpatizantes, ativistas e visitantes que participavam desta atividade.

No ano passado, a sede do PSTU no Piauí já havia sofrido ataques como pichações e até ações bem mais graves, como arrombamento e roubo de documentos e equipamentos, cujos autores ainda não foram identificados. Por isso, não descartamos a hipótese de tais agressões estarem correlacionadas com os fatos ocorridos na noite de 7 de março.

No dia 7 de março, Teresina teve três eventos relacionados ao Dia Internacional à Mulher. E em todas estes eventos, militantes do PSTU estiveram presentes. Pela manhã, participamos do ato contra a violência à mulher promovido pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm), Movimento Mulheres em Luta (MML), Assembleia Nacional de Estudantes Livre (ANEL), Central Sindical e Popular CSP-Conlutas e outras entidades, na Praça Pedro II, no centro da cidade. Na parte da tarde, aconteceu a atividade “batucada feminista”, no canteiro central da Av. Frei Serafim, no centro da cidade, também no centro de Teresina, em que estiveram presentes as entidades acima, assim como um grupo de punks, dentre outros. À noite, o PSTU realizou mais uma edição do projeto “Sexta Socialista”, com um debate na sede do partido, tendo como centro a temática do combate à violência à mulher e ao machismo, que recentemente vitimou uma de nossas militantes em Recife-PE, a companheira Sandra Fernandes, e seu filho de 10 anos, Icauã.

Pouco depois do início das exposições da mesa do debate no PSTU, cerca de 20 pessoas do grupo de punks que estava presente na atividade “batucada feminista” chegaram até a entrada da sede do nosso partido gritando ofensas contra nossa organização, dentre elas uma de cunho homofóbico: “PSTU vai tomar no C...!”. Tal grupo ainda jogou objetos contra a sede do partido e contra os participantes do debate. A intenção do grupo, pelo grau de agressividade que se viu, era de atacar a sede do PSTU e impedir a continuação do evento. A presença de um número representativo de militantes do partido, assim como de pessoas presentes ao evento, intimidou a ação do grupo agressor, que recuou da tentativa de mais agressões e até mesmo de uma possível invasão à sede.

O PSTU vem a público não só registrar tal fato lamentável e infame como repudiar às agressões dirigidas não somente ao nosso partido quanto, também, a todas as mulheres lutadoras que estavam em um evento que buscava justamente combater o machismo que fora demonstrado na ação desse grupo agressor. Ações dessa natureza devem ser extirpadas do nosso meio e, ao mesmo tempo, denunciadas por todos os movimentos sociais e entidades políticas. Da nossa parte, queremos deixar público que não iremos aceitar tais intimidações e realizaremos todas as ações cabíveis, inclusive o uso do direito à autodefesa, para que atos de natureza machista, intimidadora e antidemocrática de qualquer grupo não nos atinjam. Atos de covardia e machismo não passarão!

Por outro lado, mantemos nossa disposição para travar as discussões que forem necessárias com militantes honestos de organizações que divergem politicamente de nosso partido, pois acreditamos que diferenças políticas entre entidades organizadas que reivindicam a superação do capitalismo podem ser resolvidas com um debate franco, e não com agressões físicas e utilização do método da calúnia. Desta forma, mesmo com as divergências políticas entre organizações de esquerda, é possível atuar em unidade contra a direita (PSDB, DEM, PSB...) e contra os governos do PT, dentre outros, que buscam no momento criminalizar os movimentos sociais e retirar os poucos direitos democráticos que ainda dispomos. Unidade esta que já vem ocorrendo entre diversas organizações, em nível nacional, contra Projetos de Lei que tramitam no Congresso Nacional que tratam como “terroristas” os que participam de movimentos sociais.

Agora e na Copa, vai ter luta! Nossa luta será ainda mais forte se houver o devido respeito entre os lutadores de diferentes grupos políticos, sem que se abra mão de continuar os saudáveis e necessários embates ideológicos sobre as formas de emancipação da classe trabalhadora, da juventude e do povo pobre, contra a exploração capitalista.

Teresina, 11 de março de 2014

Direção do PSTU no Piauí

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Não à campanha de calúnia contra professores, estudantes e servidores de Parnaíba! Em defesa da democracia!



Os militantes do PSTU em Parnaíba e de todo o Piauí manifestam total apoio aos lutadores/as parnaibanos que reivindicam o marxismo e que estão sendo covardemente atacados po grupo reacionário e conservador de direita, pelo simples fato de exercerem o direito de livre expressão e livre organização.


Lamentavelmente, algumas correntes que se reivindicam de esquerda também se utilizam do método da calúnia e da mentira para atacar quem defende posições divergentes.

Seja oriundo da direita ou de correntes de esquerda, a prática da calúnia deve ser fortemente repudiada e combatida. (Para ler texto sobre "Em defesa da Moral Revolucionária Proletária -  Declaração frente às graves acusações contra o PSTU, a CSP-Conlutas e a LIT-QI", clique aqui.)

Transcrevemos abaixo a nota da Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP) contra a campanha caluniosa feita aos professores, servidores e estudantes que fazem parte do Grupo de Estudo Marxista (GEM - UESPI/UFPI).



......NOTA DA ADCESP 

Pelo livre e respeitoso debate na Universidade! Não à campanha de calúnia contra professores, servidores e estudantes em Parnaíba!


A diretoria da Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP) manifesta total repúdio à campanha de calúnia e difamação em curso contra estudantes, servidores e professores da UESPI e da UFPI que fazem parte do Grupo de Estudos Marxista (GEM) em Parnaíba.

Entendemos que a Universidade deve ser um espaço onde o livre debate de ideias e correntes de pensamento deve ser intransigentemente defendido, para que a democracia prevaleça.

A defesa da democracia nos obriga a denunciar e a repudiar a campanha que vem sendo desenvolvida por grupos nitidamente influenciados por doutrinas de extrema direita que - através da internet,  e covardemente escondidos por meio de uso de comentários "anônimos" e do uso de pseudônimos - atentam contra o elementar direito de livre expressão e organização, fazendo ataques pessoais e morais aos que participam do GEM.

A campanha difamatória contra estudantes, servidores e professores é feita em nome de um suposta defesa da "família", "moral", "ordem", "respeito", "decência", "justiça" e "ética"... São "coincidentemente" os mesmos argumentos usados pela extrema direita brasileira para justificar o golpe militar de 1964 e toda uma política fascista de perseguição, prisão, tortura e até eliminação física dos que se opunham ao regime ditatorial que ainda hoje deixa graves sequelas (e sem a devida reparação do Estado), e que lamentavelmente ainda atrai seguidores (Veja texto publicado em blog com comentários ofensivos aqui).

A ADCESP manifesta total apoio às pessoas, sejam elas defensoras do marxismo ou não, que sofrem opressão e agressões morais, simplesmente por exercerem o direito de livre manifestação do pensamento ou de livre organização em partidos, grupos de debates, sindicatos, associações. Dentre as pessoas constantemente atacadas por "anônimos", está um diretor da ADCESP, professor do campus UESPI de Parnaíba.

Ao mesmo tempo em que manifestamos nosso apoio político às pessoas agredidas, acionamos nossa Assessoria Jurídica para buscar a devida reparação no campo judicial contra os que difundem irresponsavelmente conteúdos preconceituosos e caluniosos. Chamamos a todas as entidades democráticas dos movimentos populares, estudantis, sindicais e partidos políticos a também repudiarem tal campanha caluniosa, em defesa da democracia.

Associação dos Docentes da UESPI - ADCESP
Seção Sindical do ANDES SN
Filiada à Central Sindical e Popular - CSP Conlutas

segunda-feira, 14 de maio de 2012

PCdoB: criminalização do movimento grevista e machismo

Depois de sugerir que o aumento da criminalidade no Piauí era culpa da greve dos professores da rede estadual de ensino, o deputado estadual Robert Rios (PCdoB) - que atualmente é Secretário Estadual de Segurança - foi aos meios de comunicação para fortalecer preconceitos e opressões, desta vez contra as mulheres.

Referindo-se a um deputado desafeto (cuja família disputa o mesmo reduto eleitoral), segundo o Portal AZ, Robert Rios disparou: "Ele bate como homem, mas na hora de apanhar, apanha como mulher. Vai na televisão se fazer de coitado”.

Não é de hoje que parlamentares do PCdoB fazem declarações que agridem às mulheres. Também no Piauí, em 2007, o então vereador de Teresina e humorista  João Cláudio, disse ao Portal 180 Graus que  "o Delta do Parnaíba é como uma menina de 15 anos. Linda, virgem e pronta para ser explorada. Aliás, 15 não, 13 anos".

Infelizmente, além de palavras ofensivas, o PCdoB se mostra conivente também com agressões físicas às mulheres, tendo como um de seus parlamentares o cantor Netinho (vereador de São Paulo), que agrediu fisicamente a ex-companheira.

Ao invés de aplicar sanções a militantes que cometem atos machistas, o PCdoB acaba estimulando candidaturas de artistas que não fazem qualquer defesa do socialismo, já que o que vale é simplesmente a possibilidade de obter votos na legenda, para eleger parlamentares, contando também com financiamento eleitoral de grandes empresas. No vale-tudo eleitoral que o PCdoB há tempos aderiu, o que conta são os números na urna.

Repudiamos todas as declarações machistas e preconceituosas do deputado Robert Rios, que em vez de defender a greve dos trabalhadores/as em Educação, utiliza os meios de comunicação para defender o governo burguês de Wilson Martins (PSB) e criminalizar a luta dos professores/as que estão há mais de 70 dias paralisados pelo cumprimento da Lei do Piso.

Lutar é direito, não é crime!

Todo apoio à greve na Educação Estadual!