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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

PSTU mantém desafio ao governo Zé Filho e repudia ataques pessoais

Foto tirada na tarde desta sexta, após debate, denuncia descaso no HUT e na saúde pública

Em debate na TV Antena 10, o candidato ao governo do Piauí pelo PSTU, Daniel Solon, desafiou o governador Zé Filho (PMDB) a visitar o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e os hospitais regionais, para mostrar a realidade da falta de leitos de UTI e a precariedade no atendimento a população. O governador perdeu a compostura afirmando que Daniel Solon é “mal-amado” e “revoltado”, esquivando-se do debate político e preferindo ataques pessoais. Ao final do debate, Daniel Solon lamentou o desequilíbrio emocional de Zé Filho, considerando “machista” as declarações do governador.

“O desafio está mantido. A sociedade quer saber se existe ou não falta de leitos de UTI no HUT. Várias entidades médicas denunciaram que morrem cerca de cinco pessoas por dia em Teresina, por falta de leitos de UTI. Nenhuma maquiagem que o governo Zé Filho, juntamente com o prefeito Firmino Filho (PSDB) consegue esconder esta triste realidade. Também mantemos o desafio para visitar os hospitais regionais, para saber se a população está satisfeita com o sucateamento e a falta de resolutividade nas cidades onde vivem”, disse Daniel Solon.

“Tenho andado de madrugada nos hospitais públicos de Teresina, e a realidade é triste. São pessoas dormindo em frente aos hospitais, buscando uma consulta. Essa realidade de sofrimento da população acontece em todo o Piauí. Além de consultas, as pessoas sofrem com dificuldade de realização de exames. Isso é fruto da privatização da saúde. Precisamos defender o SUS e a saúde pública no Estado investindo pelo menos 30% do orçamento na saúde pública, impedindo qualquer sangria de verba para favorecimento de hospitais privados, como acontece hoje”, afirma Daniel Solon.

De acordo com Daniel Solon, ao não responder se pretende fazer a contratação terceirizada de mão-de-obra da saúde nos hospitais, como o prefeito Firmino Filho almeja (projeto de lei tramita neste sentido na Câmara Municipal), “Zé Filho dá indicativos de que pretende defender esta proposta que acaba com os serviços públicos, e privatiza a saúde”. Com relação a superlotação dos corredores do HUT, o candidato Daniel Solon comemora o fato de o debate ter provocado uma ação da prefeitura e do Estado no sentido de resolver o problema. “Pena que não existe debate todo dia entre os candidatos. Talvez, assim, enquanto durar o período eleitoral, toda vez que denunciarmos a situação caótica de algum hospital, o governador e o prefeito se empenhassem, pelo menos temporariamente, em melhorar a situação sofrível dos que não conseguem um leito”, ironizou.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Daniel Solon defende fortalecimento da Fapepi e gratuidade nas especializações da UESPI



 O candidato a governador pelo PSTU, Daniel Solon, defende o incentivo à pesquisa científica para fortalecer ações de desenvolvimento sócio-cultural no Piauí. “Para isso, é necessário reestruturar a Fundação de Amparo à Pesquisa do Piauí (Fapepi), que tem pouquíssimos recursos e não está dando o suporte necessário para que a Universidade Estadual do Piauí (UESPI) também se desenvolva como deveria”, afirma Daniel Solon, que é professor da UESPI e conhece bem a realidade destas instituições. Ele também defende o fim das mensalidades nos cursos de pós-graduação (especialização) realizados pela UESPI. Recentemente, uma decisão da Justiça Federal (TRF 1ª Região) considerou ilegítima a cobrança de mensalidades em universidades públicas.

“A cobrança de mensalidades em universidades públicas não deve acontecer, em nenhum curso, seja ele de graduação ou pós-graduação. Hoje há uma demanda social muito forte por cursos de especialização, e a oferta deste tipo de pós-graduação nas maiores universidades públicas do Piauí, como a Uespi e a Ufpi, é feita em sua grande maioria através de cobrança de mensalidades dos estudantes. Educação é um direito. Não deve ser tratada como mercadoria. Por isso, o Estado deve garantir recursos suficientes para a UESPI ofertar todos os cursos de especialização de forma gratuita, e com boa qualidade”, opina Daniel Solon.

“Os professores da UESPI se esforçam cotidianamente para garantir uma boa oferta do ensino de graduação e também de pós-graduação, através das especializações. Com o estímulo do Estado, através de financiamento adequado, e contratação de mais professores efetivos com mestrado e doutorado, será possível a UESPI ofertar cursos de especializações gratuitas, e sem que os docentes sejam sobrecarregados com maior jornada de trabalho. Melhorar os salários dos professores e servidores da Uespi também faz parte deste processo”, continua Daniel Solon.

O candidato do PSTU afirma que a maior parte dos problemas hoje enfrentados pela UESPI são conseqüência do problema do financiamento da Instituição, assim como acontece na Fapepi. “As verbas para a Fapepi são irrisórias e praticamente não há estímulo à pesquisa. A Fapepi  precisa atuar em conjunto com a UESPI para criação de cursos de pós-graduação em nível de mestrados e doutorados, em diversas áreas, e também gratuitos. Investir na pesquisa, ampliando o número de bolsas e melhorando os valores, é um ponto de apoio importantíssimo para melhoria da Educação, da Saúde e do desenvolvimento social no Piauí ”, afirma.


O governo estadual é obrigado, pela Constituição do Piauí, a investir 30% dos recursos na Educação. “Acontece que nenhum governador obedece a Lei Maior do estado e investe no máximo 25%, sendo que parte dos recursos vai para a iniciativa privada. É preciso, no mínimo, atender à Constituição Estadual, e garantir que todos os investimentos aconteçam somente na Educação Pública. Além disso, é preciso criar uma Lei que garanta maiores repasses para a UESPI e que garanta autonomia financeira e administrativa para a Universidade”, completou Daniel Solon.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Daniel Solon denuncia improviso da Escola de Tempo Integral e defende piso de R$ 2,8 mil para professor de 20h

Da esquerda para direita: Yara Ferry, Daniel Solon e Renato Rodrigues, estudante e militante do PSTU
O candidato a governador do Estado pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Daniel Solon, visitou hoje (17) o colégio estadual Zacarias de Góis, o Liceu Piauiense, principal escola do Estado. Na visita, Daniel Solon conversou com professores, alunos e servidores da instituição sobre a atual situação do Liceu, que vive um constante descaso por parte do Governo. Ele também defendeu mudanças na Escola de Tempo Integral e aumento do piso do magistério. Daniel Solon denunciou ainda o sucateamento das escolas públicas estaduais.

“É uma situação de abandono na escola mais antiga e conhecida do Piauí. Se a realidade é cruel no Liceu Piauiense, é fácil imaginar como está sucateada o restante da rede estadual de ensino”, denunciou Daniel Solon. “O regime de Tempo Integral deve ser totalmente revisto. O que vemos hoje é muito improviso. O Tempo Integral foi implantado sem que as escolas tivessem estrutura mínima para os alunos. Alunos que passam o dia todo dentro de uma escola devem ter condições mínimas para que possam de fato aprender”, defendeu.

Segundo Daniel Solon, faltam laboratórios, espaço para descanso e não há estrutura para o banho dos alunos. Não há armários individuais para que os estudantes organizem e armazenem o material escolar e objetos pessoais. “Defendemos passe-livre para estudantes e desempregados no transporte público. Sabemos que grande parte dos nossos alunos têm extrema dificuldade em se deslocar de casa para escola e da escola para casa, exatamente pelo fato do preço da passagem ser abusivo”, disse Daniel.

VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO – “Uma escola que é dita de referência no Piauí, não pode ser tratada com tal descaso, total abandono por parte do governo, que não tem a Educação Pública como uma verdadeira prioridade. É com muito esforço de professores e alunos que o Liceu tem funcionado. Precisamos garantir estrutura digna, melhores salários para os trabalhadores em Educação, e ampliação do Horário Pedagógico (HP). Defendemos que o tempo do professor em sala de aula deve ser de 50% da carga horária. O horário restante deve ser utilizado pelos professores para atividades de planejamento de aula e outras tarefas”, afirmou Daniel Solon. “Os professores não têm a valorização salarial devida, e estão sobrecarregados, com excesso de trabalho em sala de aula”, continuou o candidato do PSTU.

No que se refere à política salarial, o PSTU defende que o piso salarial dos professores deve ter como referência o salário mínimo calculado pelo Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Socioeconômicos (Dieese), para a carga horária de 20h. O salário mínimo do Dieese para 2013 é de R$ 2.873,56 para 20h, enquanto o piso nacional do magistério pago hoje pelo governo do estado para professor com carga horária de 40h é de apenas R$ 1.697,00. Sem falar que o plano de carreira dos trabalhadores da educação está defasado e não garante direitos básicos, sendo o pior plano de carreira do Brasil.

“Defendemos ainda o retorno de todos os direitos que foram atacados ainda no governo Wellington Dias, que congelou a gratificação de regência, por exemplo”, disse a professora do Liceu Piauiense e candidata a Deputada Estadual pelo PSTU, Yara Ferry, que acompanhou a visita e foi abraçada por estudantes, funcionários e professores da escola. “A situação será mudará quando de fato for investido no que a população realmente precisa, por isso defendemos aumento do orçamento estadual para a Educação Pública para pelo menos 30%, conforme prevê a Constituição Estadual. Os sucessivos governos estaduais só chegam a investir 25% e dividem esses recursos com a rede privada”, completou Yara.


terça-feira, 15 de julho de 2014

Daniel Solon (PSTU) defende autonomia financeira para a Uespi

Assembleia Geral docente

O candidato ao Governo do Piauí pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU-PI), Daniel Solon, defende uma mudança na Constituição Estadual para que a Universidade Estadual do Piauí (Uespi) tenha mais verbas e autonomia financeira. “A universidade vive uma crise, falta o básico para alunos e trabalhadores possam desenvolver as atividades dentro e fora do campus. A falta de vontade política do governo afeta a contratação de professores efetivos, técnicos e não garante assistência estudantil adequada para a permanência dos alunos. Tudo isso tem a ver com a falta de verbas e autonomia financeira dentro da universidade”, disse Daniel Solon, que visitou nesta terça-feira pela manhã o campus Poeta Torquato Neto.

Na visita, Daniel Solon que é professor da instituição, compareceu a Assembleia Geral da categoria realizada pela Associação dos Docentes da Uespi (ADCESP), onde foram discutidos diversos problemas dos professores e da universidade, dentre eles a falta de professores efetivos que vem comprometendo o funcionamento da universidade e prejudicando a qualidade da formação dos alunos. “É necessário que sejam nomeados todos os professores e técnicos classificados no último concurso. Defendemos também que novos concursos sejam realizados para suprir totalmente a falta de professores efetivos e técnicos”, afirma o candidato Daniel Solon.

Existem vários ofícios emitidos pela administração superior da universidade para o governo do estado pedindo a contratação imediata de todos os profissionais selecionados no último concurso público, porém a resposta que é dada a universidade é de que os recursos disponíveis não possibilitam estas nomeações. “É visto que o governo estadual não se cansa de emitir incentivos fiscais para os grandes empresários de nosso estado, enquanto para educação e saúde, as respostas sempre se dão de forma negativa, alegando, por exemplo, a Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou Solon.

A visita a Uespi foi acompanhada pelos candidatos ao senado, Geraldo Carvalho, e os candidatos e candidatas aos cargos de deputado estadual (Raimundo Brito e Yara Ferry) e federal (Jullyanne Teixeira e Verônica Viana). "A situação dos estudantes é de completo abandono por parte do governo. Os bolsistas estão há meses sem receber, e não há políticas de assistência estudantil de verdade", denuncia Verônica Viana, que é estudante do curso de História da Uespi.

Para o candidato do PSTU, é inadmissível que a Assembleia Legislativa do Piauí tenha um orçamento duas vezes maior que o da UESPI. “Como 30 deputados podem sair duas vezes mais caro que o investimento em mais de 23 mil pessoas, entre estudantes e trabalhadores, espalhados por todo o Estado do Piauí. As regalias dos deputados têm que acabar”, defende Daniel Solon.
Daniel Solon e Verônica Viana



domingo, 6 de julho de 2014

PSTU inicia campanha com caminhada no mercado do Dirceu




Os candidatos do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU, deram o pontapé inicial da campanha, neste domingo (06/07), pela manhã, no mercado do bairro Dirceu Arcoverde, zona sudeste de Teresina.

O candidato a governador Daniel Solon estava acompanhado da vice Solimar Silva, do candidato ao senado Geraldo Carvalho, dos candidatos proporcionais e de dezenas de militantes.


Além de iniciar a campanha no estado divulgando a candidatura de Zé Maria para presidente com panfletagem, o PSTU escolheu o mercado do Dirceu por entender que a sua campanha é voltada unicamente para a classe trabalhadora, do povo pobre e juventude. Lá, os candidatos do PSTU ouviram diversas reclamações de quem frequenta o local, seja pela situação dos serviços públicos, como a Saúde, seja pela própria situação da feira. 

De acordo com Daniel Solon, as precárias condições de trabalho dos feirantes, a falta de saneamento do local e a ausência de espaço para os camelôs, foram as principais reclamações de quem trabalha no local. Essas condições revelam a necessidade que o Piauí tem de ter um governo voltado para o povo trabalhador, afirmou o candidato. 

 

O candidato lamentou também o fato de que a maioria dos produtos vendidos na feira, como frutas e verduras, é importada de outros Estados, quando poderiam ser produzidos no próprio Piauí, chegando com preços mais baratos aos consumidores, caso se investisse em reforma agrária e na agricultura familiar.

AGENDA CAMPANHA SEGUNDA-FEIRA – 07/07
8 horas – Reunião de coordenação da campanha
13 horas – Panfletagem em uma gráfica da cidade

Mais informações:
Jader Barrozo
Assessoria de Comunicação
(86) 9472-6336

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Candidata a vice-presidente da República participa de convenção eleitoral do PSTU no Piauí nesta terça


Zé Maria, candidato a presidente, à esquerda, Daniel Solon (centro) e Cláudia Durans

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) foi o primeiro partido a requerer junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registro de candidatura à Presidência da República. O candidato a presidente pelo PSTU é o operário José Maria de Almeida, o Zé Maria. A candidata a vice-presidente é Cláudia Durans, que participa da convenção eleitoral da legenda no Piauí, nesta terça-feira, às 19h, no auditório do Instituto Federal do Piauí (IFIP / ex-Cefet), no centro de Teresina.

A convenção eleitoral do PSTU no Piauí é aberta ao público e vai oficializar as candidaturas do professor Daniel Solon e da bancária Solimar Silva, a governador e vice-governadora. Também será oficializada a candidatura do professor Geraldo Carvalho ao senado, além de candidaturas a deputados e deputadas estaduais e federais.

“As candidaturas do PSTU têm um perfil em comum. São trabalhadores, trabalhadoras e jovens que estão nas ruas, nas lutas sociais, defendendo mudanças concretas e radicais de nossa sociedade. Queremos um Piauí para a classe trabalhadora, para o povo pobre, para a juventude”, afirma o pré-candidato Daniel Solon. “Vamos apresentar um programa de governo afinado com as principais reivindicações expressas nas manifestações desde junho de 2013, em defesa da Saúde e Educação Públicas, do transporte público, e contra o machismo, o racismo e a homofobia”, completa.

Solimar Silva
“As candidaturas dos grandes partidos, desde o PT às legendas da direita, representam um mesmo projeto, de continuar governando o Piauí para os grandes empresários e para os latifundiários. Por isso, o PSTU se apresenta como alternativa, para defender os interesses da classe trabalhadora. Nas eleições, atuaremos com total independência frente aos governos e empresários, sem um centavo sequer de financiamento de empresas em nossa campanha”, afirma o pré-candidato a Senado pelo PSTU, Geraldo Carvalho.

Geraldo Carvalho

PERFIS DOS CANDIDATOS MAJORITÁRIOS  

Zé Maria é metalúrgico e foi um dos fundadores do PT e da CUT, no início dos anos 80 . Participou ativamente da luta contra a ditadura militar e da reorganização do movimento sindical brasileiro. Foi expulso do PT em 1992, por criticar os caminhos que aquele partido vinha tomando – cada vez mais de conciliação com as forças políticas da direita – para chegar ao governo. Ajudou ativamente na criação do PSTU, que este ano completou 20 anos e atualmente milita na construção da Central Sindical e Popular (CSP Conlutas), em alternativa à CUT, que se tornou um braço sindical dos governos, depois da primeira eleição de Lula.

A candidata a vice-presidente da República, Cláudia Durans, é ativista dos movimentos contra o racismo e contra o machismo, e também é militante do movimento sindical na Universidade Federal do Maranhão, onde é professora do curso de Serviço Social. Foi diretora do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes).

Daniel Solon, atuou no movimento estudantil na Ufpi e é atualmente presidente (licenciado) da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí (Adcesp). Foi candidato a prefeito de Teresina em 2012. Da mesma forma que agora, teve como vice a bancária Solimar Silva, que participa da coordenação da Central Sindical e Popular (CSP Conlutas) e é membro da Oposição Bancária (à direção do Sindicato dos Bancários do Piauí). Geraldo Carvalho é presidente do Diretório Municipal do PSTU em Teresina e já foi candidato ao governo do Estado em 2010. E diretor regional da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (Adufpi), em Floriano, onde é professor.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Convite para a Convenção do PSTU no Piauí


A Convenção Estadual do PSTU no Piauí acontecerá na próxima terça-feira (24 de junho), às 19h, no auditório do IFPI (antigo Cefet), no centro de Teresina.
 

Vamos oficializar as candidaturas do PSTU, para defendermos nas ruas, e agora também nas urnas, um Piauí para a classe trabalhadora, para a juventude e povo pobre.

A chapa majoritária está definida. Para governador e vice, respectivamente, Daniel Solon e Solimar Silva. Para o senado, Geraldo Carvalho.


Participe da convenção e convide também seus contatos!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Daniel Solon defende serviços públicos, mobilizações durante a Copa e denuncia intransigência de Firmino Filho (PSDB)


 
O pré-candidato ao governo do Piauí pelo PSTU, Daniel Solon, esteve hoje à tarde (05/06) na TV Cidade Verde, concedendo entrevista. Daniel Solon afirmou que as candidaturas do PSTU expressam as reivindicações das mobilizações sociais que eclodiram no país em junho de 2013 e que voltam às ruas neste momento, reivindicando melhorias na Saúde, Educação, Transporte, Moradia, melhores salários etc.


Imagem de matéria do Portal CidadeVerde.com, sobre a entrevista na TV
Daniel Solon denunciou as candidaturas que representam os interesses dos grandes empresários (Wellington Dias/PT, Zé Filho/PMDB, Sílvio Mendes/PSDB e Mão Santa/PSC), que estão ou já estiveram no poder e aplicaram a mesma política econômica, de sucateamento e privatização dos serviços públicos, e arrocho salarial dos servidores. Tais candidatos também recebem financiamento de empresas na campanha eleitoral, o que é combatido pelo PSTU. "Quem paga a banda escolhe a música. As empresas não investem em candidatos sem quererem algo em troca. Depois de eleitos, os candidatos financiados com recursos de empresas governarão para estas empresas", disse.


Ele também denunciou a intransigência do prefeito Firmino Filho (PSDB), que não negocia com os servidores municipais da Saúde, em greve. Ele manifestou apoio à greve e reivindica negociação da prefeitura com o funcionalismo municipal.


Sobre os gastos públicos com a Copa, Daniel Solon fez referência a uma reportagem exibida minutos antes na TV Cidade Verde, no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde trabalhadores da saúde estão em greve. "Pergunte a qualquer uma pessoa das 150 que estão sofrendo nos corredores do HUT o que elas preferem. Elas querem estádios para a Copa ou querem atendimento digno no hospital? É por que os governos não atenderam às reivindicações das ruas que dizemos que 'Na Copa Vai Ter Luta'", afirmou Daniel Solon, que terá como companheira de chapa a bancária Solimar Silva (vice-governadora).


O pré-candidato chamou ainda ativistas a participarem de plenária que acontece no sábado, às 16h, na sede do Sindserm para preparar atividades do espaço "Na Copa Vai Ter Luta" (que já marcou manifestação para o dia 12 de junho, às 9h30, na Frei Serafim) contra as injustiças da Copa e em defesa de direitos e de melhoria nos serviços públicos.


Ele convidou a todos a participarem da próxima "Sexta Socialista", do PSTU, cuja edição deste 06 de junho vai comemorar também os 20 anos de fundação do PSTU. O projeto é realizado na sede do PSTU em Teresina (cruzamento das ruas Desembargador Freitas e Area Leão, no centro).


Daniel Solon convidou ainda amigos, simpatizantes e ativistas a participarem da convenção do PSTU-PI que acontecerá no dia 23 de junho, no IFPI, às 9h, onde serão oficializadas as candidaturas do partido. O candidato ao senado pelo PSTU é o professor Geraldo Carvalho.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

PSTU-PI define chapa de governador, vice-governadora e senador


Chapa majoritária definida no PSTU-PI para as eleições 2014. Em plenária, a militância do partido escolheu o professor Daniel Solon e a bancária Solimar Silva como pré-candidatos, respectivamente, a governador e a vice-governadora do Estado. Para senador, o pré-candidato é o professor Geraldo Carvalho. A convenção para oficialização das candidaturas majoritárias e proporcionais do PSTU-PI acontecerá na manhã do dia 23 de junho, no auditório do IFPI (centro de Teresina). Para presidente da república, o PSTU lançou como pré-candidato o operário Zé Maria, e a professora Claudia Durans, como vice.
Daniel Solon
 


Serão candidaturas classistas e socialistas, defendendo um programa que atende às demandas (da classe trabalhadora, juventude e do povo pobre) expressas nas lutas que tomam o país e o Piauí desde junho do ano passado.
Solimar Silva


Será mais uma vez uma campanha sem financiamento da campanha eleitoral por empresas e empresários, contando apenas com a contribuição voluntária de trabalhadores(as), amigos e juventude. Convidamos militantes, simpatizantes e amigos para a convenção do dia 23!
Geraldo Carvalho
 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Daniel Solon apresenta propostas do PSTU ao Conselho Estadual de Cultura

O candidato a prefeito de Teresina pelo PSTU, Daniel Solon, foi à reunião do Conselho Estadual de Cultura, na manhã desta quinta-feira, onde apresentou as propostas do partido para a área cultural da cidade. Como foi ressaltado pelos conselheiros, Daniel Solon foi o único candidato de Teresina a atender ao convite do Conselho Estadual de Cultura. Ele iniciou a exposição do programa de governo do PSTU afirmando que "Teresina está privatizada em vários aspectos: na saúde, na educação, no transporte, e infelizmente, também na área cultural. É preciso reverter tudo isso". A candidata a vereadora pelo PSTU, Letícia Campos, e a candidata a vice-prefeita pelo PSTU, Solimar Silva, também apresentaram propostas para a área.

Segundo ele, "sem a garantia de investimento de recursos próprios da prefeitura para incentivo à produção cultural, são as grandes empresas que acabam tendo o papel de definir quais espetáculos entram em cartaz, quem lança CDs, que exposições são lançadas, quais livros são editados. Os artistas, as pessoas que produzem cultura, acabam ficando na mão dos empresários, a partir das leis de incentivos como a A. Tito Filho, que garante isenção de impostos para as empresas".

Daniel Solon defendeu a criação de um fundo específico para financiamento e estímulo à produção cultural, e o fim de isenções de impostos para empresas privadas. "Os editais da Fundação Municipal Monsenhor Chaves não atendem às necessidades. Os autores de projetos contemplados sofrem muito tempo para receber as verbas, que são bem reduzidas. É um constante desrespeito para com os artistas. Nesse ano, por exemplo, a prefeitura não repassou nem mesmo o pouco que se comprometeu para a realização do Salão do Humor. E os organizadores do evento acabam sendo vistos como os responsáveis por não pagarem o que devem."

O candidato do PSTU defendeu ainda a defesa do patrimônio arquitetônico da cidade, com o tombamento de vários prédios e punição severa para proprietários que descaracterizarem o patrimônio tombado. Para ele, é necessário que se faça a municipalização/estatização do prédio do Cine Rex, "que deve ser totalmente tombado revitalizado não apenas como cinema de rua, mas também como espaço de oficinas, de produção do audiovisual". Ele defendeu ainda o fim do tráfego de veículos automotores, inclusive de ônibus, nas imediações do Museu do Piauí, cujo conjunto do patrimônio e acervo está ameaçado pela fuligem e pela trepidação no solo. "Dessa forma, se valoriza aquele espaço do centro, dando mais espaço também para o pedestre se locomover", afirma. 

Ele ressalta que já uma movimentação nas mídias sociais (facebook, twitter, e http://cinerexthe.blogspot.com.br/) e até mesmo uma petição pública criada por jovens artistas e pessoas preocupadas com a defesa do patrimônio artístico-cultural em Teresina, que reivindica, segundo o documento, a "apropriação pública e o tombamento integral do espaço cultural CINE REX e a revitalização do mesmo com fins exclusivamente culturais, por reconhecermos a importância cultural e urbanística do CINE REX para a cidade de Teresina; e entendermos que esse espaço deve fazer efetivamente parte do complexo cultural PRAÇA PEDRO II e da cultura tão carente do nosso Estado, Piauí, servindo-nos como ferramenta fomentadora da nossa identidade, memória e produção cultural". 

Daniel Solon concordou com várias sugestões dos conselheiros, dentre elas a da necessidade de se criar um Arquivo Público Municipal, e criar uma Secretaria Municipal de Cultura, com dotação orçamentária suficiente para funcionar. "Mas é preciso não só garantir orçamento digno. É preciso que o Conselho Municipal de Cultura, a Fundação Municipal Monsenhor Chaves ou a Secretaria de Cultura sejam composto exclusivamente por quem faz a cultura no município, com direções escolhidas por eleições entre os artistas", disse. 

Fotos da reunião do Conselho

Reunião do Conselho: ao fundo, Daniel Solon, M. Paulo Nunes (presid. do Conselho) e Letícia Campos






Veja a íntegra do documento apresentado pelo PSTU ao Conselho Estadual de Cultura:




PROGRAMA DE GOVERNO PARA CULTURA
PSTU 16 – TERESINA PARA OS TRABALHADORES

Na atualidade cultura é entendida como coisa supérflua, adorno e entretenimento. Genericamente é produto (mercadoria) como livros, filmes, programas de televisão, ou então serviços comprados como espetáculo (show) de música, teatro, dança. Nesses casos cultura de massa ou de entretenimento. Mas tem outra ideia de cultura que ainda hoje é muito difusa que entende como cultura aquelas pessoas com educação, bons modos e etiquetas. Nesse caso cultura como “alta cultura”, cultura superior. É a chamada cultura da distinção.
Cultura é palavra antiga, muito antiga, antes mesmo do surgimento dos dicionários. Ela vem do latim antigo (colo, colore) e por muito tempo significou lavrar a terra: fazer brotar da terra o fruto. Por isso ainda hoje os termos agri-cultura, flori-cultura e outros ligam-se à terra e à atividade humana de cultivo do solo. Antes de tudo, portanto, cultura é a ação humana de cultivar algo, fazer brotar, criar, produzir. A palavra Cultura  está associada diretamente à atividade do trabalho. Isso envolve energia e conhecimento humano acumulado em gerações (o saber fazer) que se desenvolve na prática cotidiana de gerações anteriores. Um saber fazer que se enrosca na matéria-prima com a vontade de que dali germine uma  produção. É luta e sacrifício, queda de braço. Pela necessidade premente da sobrevivência, dar forma e vida ao que antes não existia.
 O termo cultura se transformou um pouco, passou a significar também   puericultura, o cultivo das crianças. Educação realizada sobre as crianças para que elas se tornassem adultos e cidadãos. Transmissão do que foi acumulado coletivamente pela experiência, sacrifício e dedicação de gerações anteriores. É a metáfora da criação material; agora como criação espiritual, isto é, transmissão de valores morais e conhecimentos para as novas gerações.  Sem essa experiência repassada das conquistas da humanidade não existe sociedade. Por essa razão, desde muito cedo o que designamos como cultura esteve associada à ideia de memória (lembrança), linguagem (comunicação e pensamento), educação (transmissão de valores e conhecimentos) eidentidade (sentimento de pertencimento grupal).
Somente mais tarde, do século XVIII em diante, essa palavra passou a designar principalmente arte, filosofia, ciência e literatura. Neste sentido a ideia de cultura associou-se às esferas da produção humana que possibilitariam a formação intelectual, filosófica e estética dos indivíduos. Embora limitada à perspectiva liberal e burguesa da época, essa visão combatia os dogmas e a irracionalidade de crenças e crendices que limitavam a ação transformadora humana.  Ela também foi associada ao belo e ao sublime. Passou a servir como distinção social para as pessoas que eram “cultas” e “tinham” cultura. Tinham cultura porque obtinham “educação superior” e desenvolviam “bons modos” e etiquetas finas.
O conceito cultura, portanto, foi separado da atividade humana e do produto que somente através do trabalho é possível gerar. Constituiu-se como marca de distinção social. Passou a significar que existiam  indivíduos, grupos e classes sociais (aristocracia e burguesia) que tinham cultura e os outros, classe trabalhadora, que não tinham. Decorrem dessa distinção grandes preconceitos e discriminações de classe  muito acentuados até hoje.
O capitalismo engendrou como cultura um modo de vida e existência que pauta e regula as nossas vidas cotidianas, as formas de organizarmos nossos tempos, a maneira de trabalharmos, a maneira de comermos e dormirmos, os ritmos do nosso dia-a-dia. Tanto no trabalho operário nas indústrias, na construção civil; como também no trabalho do bancário nos bancos, do funcionário nos escritórios e dos professores nas escolas. O trabalhador perde de vista aquilo que produziu; desconhece então que tudo construído na história é da sua conta porque é a sua classe a produtora. Passou a ver em seu parceiro de produção seu concorrente e até inimigo. A cultura do capitalismo gera então o individualismo, a competição, a divisão dentro da mesma classe! É esse modo e maneira de ser que é reproduzido na maioria dos programas televisivos – telenovelas, filmes e publicidade -, como também nas relações de trabalho onde vale para o patrão (o capitalista) o trabalhador “obediente” e “produtivo” que “não é encrenqueiro”.
O trabalho que gera a riqueza humana gera também a alienação econômica, ou seja, a riqueza concentrada nas mãos de poucos. Essa alienação econômica é acompanhada da concentração da cultura intelectual e estética de alta qualidade, isto é, as criações humanas que permitem o desenvolvimento de nossas sensibilidades críticas, no plano estético e filosófico. As criações científicas e artísticas de qualidade aparecem na sociedade capitalista como possíveis para todos. No entanto, somente uma pequena parte da sociedade tem o tempo necessário e a possibilidade econômica para ter acesso às significativas produções culturais produzidas no passado e no presente pela humanidade. O acesso sistemático e metódico aos conhecimentos científicos, artísticos e filosóficos é que possibilita inclusive superar criticamente  o já existente. Para a classe trabalhadora e grande parcela da juventude resta-lhe na sociedade capitalista a chamada “cultura massificada”.
Na atualidade, cultura é entendida como mercadorias culturais e serviços culturais especialmente voltados para o entretenimento. Algo raso para desencanar e remediar que não nos eleva em nossas sensibilidades, criticidade diante do mundo ou um olhar diferente sobre os problemas da humanidade. Passou a significar a novela das 9, o filme   alugado na locadora, o CD de tal músico. Virou muito o que se chama de cultura massificada para fazer rir ou chorar.  Especialmente essa indústria da cultura, que muitos chamam da “economia da cultura” (ou do entretenimento), que movimenta somas substanciais de dinheiro e é negócio lucrativo. Cultura enquanto produção artística orientada centralmente para o lucro e o consumo que rebaixa o caráter de inovação, da experimentação de novas formas poéticas, como também reitera a mesmice, o preconceito, a homofobia, o machismo, a xenofobia. No circuito comercial demarcado nas relações sociais capitalistas, essa é a tendência majoritária.
Cultura não é coisa que se encontra na prateleira de um supermercado ou na estante de uma livraria, ou na tela de cinema, ou no espetáculo de teatro ou de dança. Isso é somente o resultado final que se apresenta como produto cultural. Na sociedade capitalista, para os empresários cultura é mercadoria!
É necessário afirmar e repetir que cultura é modo de vida como também são as expressões artísticas, científicas e filosóficas. Não se limita a meros objetos/mercadorias; são principalmente expressões de caráter simbólico, subjetivo, valorativo porque envolvem noções difusas do certo e errado, bonito e feito, justo e injusto, bom e mal etc. que  orientam nossas relações sociais, comportamentos e modos de vida. Por isso envolvem memória e identidade social porque de maneira constante nos remetem à tradição de valores, modos de pensar e de fazer. Mas essas expressões simbólicas difusas não se limitam a reproduzir somente o passado. Envolvem-se também na criação e transformação. Por essa razão são produzidas e reproduzidas, mas também inventadas e reinventadas, criadas e transformadas. Faz parte da vida da classe trabalhadora, ou seja, encontra-se no seu cotidiano, no seu dia-a-dia, como também das outras classes sociais.
Cultura não é pão e circo! Não é a visão empresarial que considera Cultura como negócio e/ou mercadoria! Porque Cultura é modo de existência, invenção e criação, mais do que isso é vontade de mudar. Existência que se inventa/reinventa/resiste à massificação cotidiana imposta pela reprodução capitalista, pela alienação do trabalho, pela ideologia do vencedor. A cultura se apresenta nas expressões que marcam os acordes da viola, as estrofes do cordel, a rima pesada do rap, o verso fino do poeta. Está na mais íntima expressão das cores nas artes plásticas, nas galerias e museus, como também nos viadutos com o grafite. Registra-se em todo Sarau quando reinventa a poética da Cidade. Está presente nos sons apurados da Orquestra Sinfônica, na métrica construída na plasticidade do Corpo de Ballet Clássico, na invenção mágica das imagens do cineasta. Atividade humana, trabalho apurado na matéria prima da sensibilidade, no domínio técnico de uma linguagem. São expressões que saem da vida, de modos de vida e de trabalhos, e somente existem em razão da atividade de milhões e milhões. É o que se cria enquanto se resiste à lógica perversa do Capital, no bom deboche e escracho, na gíria, no riso sarcástico na sofrida melodia do ônibus lotado, do Metrô empilhado, do salário apertado e com o xingamento do patrão.
Cultura e políticas públicas culturais: por que e para quem?
 A dimensão da cultura que nos interessa situa-se no âmbito da construção coletiva e inovadora nas relações sociais e políticas e que nos põem em contato com novas possibilidades e formas de fazermos e criarmos o mundo. Perspectivas que nos apontam modos de vida e existência que não simplesmente reiteram o já dado, a mesmice alienadora. A cultura e a produção cultural que aqui nos importam são aquelas que nos indagam, nos questionam, nos projetam para continuamente repensarmos nossos valores, referências, mesquinharias e individualismos que nos são impostos como “verdades” desde nossas infâncias por meio da família, escola, igreja, e meios de comunicação. Questionam aquelas “verdades verdadeiras” que nunca na vida paramos para questionar e que sempre orientaram nossos comportamentos diante dos outros. Essas “verdades” são aqueles velhos preconceitos e discriminações que nem sabemos de onde vem: “homem não chora”, “mulher minha não trabalha”, “você sabe com quem está falando?”, “que fazer, deus quis assim...”, “nóis é nóis e o resto é merda...”!!! Velhos preconceitos e discriminações que nos dividem enquanto trabalhadores, nos separam por valores e ideologias que não são os nossos.
As políticas públicas de cultura devem voltar-se centralmente para a constituição de uma perspectiva crítica e ativa dos indivíduos no processo social, político e cultural enquanto protagonistas de transformações políticas, sociais e culturais. Precisam se articular com as políticas públicas municipais de várias áreas (Educação, Planejamento Urbano, Esporte, Patrimônio Histórico), como também se apoiar exclusivamente nos recursos públicos, de âmbito municipal, estadual e federal. Como premissas principais presentes em seus objetivos encontram-se: (a) constituição de sensibilidades e consciência social orientada por valores de solidariedade contrapondo-se à degradação social e cultural decorrentes da mercantilização da vida humana e da cultura da concorrência e do individualismo presentes massivamente nos meios de comunicação e cotidianamente incentivadas pela ideologia liberal e capitalista; (b) questionar e contrapor-se às múltiplas expressões do autoritarismo presentes na Cidade, ao exemplo das relações e valores orientados pelo machismo, homofobismo, discriminações e preconceitos contra os grupos regionais, étnicos e  a classe trabalhadora; (c) estimular as sensibilidades em torno das transformações na vida social como decorrentes da atividade humana coletiva dos trabalhadores e da juventude; (d) possibilitar aos grupos e áreas artísticas e culturais e aos grupos emergentes de áreas artísticas o seu pleno desenvolvimento.
O Estado não é o produtor de cultura. São os trabalhadores e a juventude  protagonistas centrais dos processos culturais na sociedade, que preservam e recriam continuadamente suas identidades sociais, reinventam  modos de vida e existência, como também suas expressões artístico-culturais. De acordo com suas forças e conjunturas políticas resistem coletivamente com suas memórias e tradições de classe à massificação cultural imposta pela indústria cultural e o lixo dos meios de comunicação de massa.  Mas cabe  ao Estado, no caso à Prefeitura Municipal, ao governo estadual e federal,  possibilitar a dinâmica cultural, por meio do estímulo à criação, acesso e fruição às múltiplas expressões da cultura, por meio de recursos orçamentários, funcionários públicos concursados e capacitados na área e equipamentos culturais. A possibilidade de produção, experimentação, acesso e fruição das múltiplas produções culturais (artística e científica) deve garantir aos trabalhadores e juventude amplo acesso gratuito à produção cultural de ponta existente não somente na Cidade, como também no país e internacional, clássica e contemporânea.
As prioridades culturais da Cidade devem ser desenvolvidas com infra-estrutura, recursos humanos e orçamentários públicos (estatais) e orientadas por ampla e permanente discussão popular nas várias regiões do município através de Conselhos Locais de Cultura que possibilitem amplos debates, mapeamento das condições locais, e definições dos eixos prioritários na região, e que deságüem periodicamente em Congresso Municipal de Cultura constituído por representantes escolhidos democraticamente em Assembléias dos Conselhos Locais de Cultura. Do Congresso Municipal de Cultura serão elaboradas as Diretrizes de um Programa Municipal de Cultura.

O lugar que a Cultura ocupa no país e na cidade de Teresina

A Constituição Brasileira de 1988, em seu art. 215, afirma que “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”, no entanto esse artigo, no Brasil e no município de Teresina, é letra morta. Basta examinar o quadro do Orçamento Geral da União nos últimos anos, para verificar o descaso com a cultura e suas consequências para a população. Enquanto o governo federal reservou, em 2011, 45,05% do orçamento para pagamento de juros e amortizações da dívida, coube minguados 0,04% à Cultura. Examinando os dados, vemos que o valor reservado para a Cultura vem diminuindo enquanto o destinado ao pagamento de juros e amortizações da dívida vem crescendo progressivamente. Não precisa ser nenhum especialista, para perceber que os recursos para o pagamento da dívida estão sendo retirados das áreas sociais e, especialmente, da Cultura.
Relação recursos federais para Cultura e pagamento da dívida pública[1]
Ano
Porcentagem reservada ao
pagamento de juros e
amortizações da dívida
Porcentagem reservada à
Cultura
2008
30,57%
0,06%
2009
35,57%
0,06%
2010
44,93%
0,06%
2011
45,05%
0,04%
Fonte: Auditoria Cidadã da Dívida
A reduzida verba é responsável pela desastrosa situação da Cultura no país, conforme dados fornecidos pelo IBGE em pesquisa sobre o tema publicada em 2007 e realizada em 5.564 municípios brasileiros:

Situação dos equipamentos culturais no país[2]
Porcentagem
Situação dos municípios no Brasil
10%
não têm uma biblioteca pública
76%
não têm nem um centro cultural
79%
não têm nem um teatro ou sala de espetáculos
92%
não têm uma única sala de cinema
42%
declararam não ter uma política cultural definida e apenas 5,6% dos municípios
têm uma legislação própria de incentivo à Cultura.
Fonte: IBGE.
Em contrapartida, a TV aberta cobre 95,2% dos municípios brasileiros.  A falta de espaços culturais deixa os trabalhadores reféns dos programas da TV aberta, cuja programação se restringe a novelas que veiculam valores, modelos e costumes típicos da sociedade de consumo; os jogos de futebol e seus desdobramentos, cuja função esgota-se no entretenimento; a programas humorísticos, cuja tônica é o preconceito; a programas como Silvio Santos, Big Brother, etc. que procuram alimentar a ilusão de ascensão social por intermédio da sorte; a programas sensacionalistas, em que os apresentadores se comportam como defensores da população quer na esfera da segurança, como Ratinho, quer na esfera do consumo, como Russomano; mas que, na verdade, funcionam como verdadeiras plataformas eleitorais; em síntese, uma programação voltada para o cultivo de valores, preconceitos e ilusões que constituem o processo de alienação.
Essa situação tende a se agravar, pois a população sofrendo com problemas crônicos de emprego, saúde, educação, transporte, habitação, entre outros, mal consegue se organizar para reivindicar os bens culturais a que tem direito. A única resistência vem de alguns heroicos setores artísticos que, ano após ano, denuncia a falta de verbas para a área.”
As leis de incentivo – um capítulo à parte
Se, por um lado, o pagamento da dívida é o grande responsável pela irrisória verba destinada à Cultura; por outro, as leis de incentivos fiscais excluem os trabalhadores do acesso à produção cultural da cidade.
 Iniciadas no governo Sarney, as leis de incentivo fiscal foram introduzidas à medida que diminuía a aplicação de recursos públicos diretos na área. Elas permitem que, no âmbito federal, estadual e municipal, empresas ou pessoas físicas abatam integralmente ou parcialmente, no imposto de renda, valores destinados a apoiar projetos culturais. Os recursos financeiros oriundos de renúncias de receitas fiscais, na esfera federal, são: Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991), Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/1993), Medida Provisória nº 2.228-1/2001.
A Lei Rouanet e os demais dispositivos legais nas mãos das grandes multinacionais e das indústrias nacionais significam isenção de impostos para aplicação em propaganda, ou seja, os contribuintes – pessoas jurídicas – podem “abater no imposto de renda até 30% ou 40% de valores alocados em projetos culturais sob a forma de patrocínio ou doação”. As empresas deixam de pagar impostos e o utilizam na divulgação de sua marca. Além disso, é prerrogativa das empresas escolher os projetos que serão patrocinados, o que introduz um elemento perverso no meio artístico: os agentes culturais devem se dobrar aos critérios dos patrocinadores. Em outras palavras, o setor privado define o perfil dos projetos culturais. Não é preciso dizer que, como resultado dessa prática, temos inúmeros projetos vinculados à indústria cultural de massa e ínfimos projetos consequentes.
As chamadas “leis de incentivo” são, pois, suporte da privatização indireta da Cultura. São mecanismos sofisticados de transferência do dinheiro público para as empresas privadas, que passam assim a gerenciar os “negócios da arte”. As empresas privadas “investem” na arte – organizam megaeventos, sobretudo – e abatem do montante envolvido parte dos impostos. Não é raro o superfaturamento nessas transações milionárias, sem contar o retorno de mídia para essas empresas, que passam a se intitular, com o apoio do governo, de “empresa amiga da cultura”. A classe trabalhadora, por sua vez, é a grande prejudicada, porque a arrecadação de impostos que poderiam ser aplicados em áreas sociais diminui e, ela não pode usufruir dos produtos culturais oferecidos dado o preço dos ingressos.

A cultura pela cidade de Teresina
A situação cultural no município segue caminho semelhante ao que esboçamos sobre o país. Na capital teresinense certamente concentram-se as principais instituições culturais privadas do país, como também é um município privilegiado em recursos e incentivos culturais estatais (federal, estadual e municipal) por meio da “renúncia fiscal”, que comentamos anteriormente. A Prefeitura orienta-se especialmente na concepção da cidade como polo turístico; essa concepção articula os recursos orçamentários e as políticas culturais principalmente para a perspectiva de serviços. Como verificaremos tal concepção acentua sérias distorções estruturais na área Cultural.  E desta forma não é garantida situação privilegiada para políticas culturais voltadas para os trabalhadores e seus familiares que demograficamente concentram-se nas regiões periféricas do município. Ao contrário, examinando os valores reservados para a área, vemos que eles diminuem ano a ano.
As formas de resistência cultural ampliam-se na Cidade

Movimentos culturais que questionam a cultura de mercado e questionam também esse mundo desumanizado pela alienação gerada. Por que ingressos tão caros? Por que as atividades artístico-culturais são tão concentradas nas áreas consideradas “nobres” da Cidade? Por que são privilegiados com verbas da prefeitura apenas grupos e espetáculos que estão voltados para as “elites teresinenses”? Por que as verbas e equipamentos culturais não são descentralizados para atender as regiões periféricas?
Há anos, registram-se formas de resistência no centro da cidade e na periferia. O centro recebe sistematicamente artistas de rua que apresentam para o público suas performances. São estátuas vivas, palhaços, saxofonistas, guitarristas e malabaristas. Na periferia, espalham-se os saraus, núcleos de resistência inicialmente ligados à cultura do hip-hop e atualmente congregando artistas populares, que apontam novos caminhos, de arte experimental ou mesmo alternativa.
Nossas propostas na área cultural

ü  Desenvolver políticas culturais que priorizem os trabalhadores e a juventude com o objetivo de torná-los protagonistas de ações culturais no espaço da cidade por meio da constituição de polos culturais nas regiões periféricas do município, como também através da manutenção e ampliação dos equipamentos culturais existentes nas áreas centrais.
ü  A área da Cultura deve ter uma ampliação substancial e fixada no orçamento do município de Teresina, possibilitando desta maneira a execução de políticas culturais mais amplas voltadas para a classe trabalhadora e a juventude.
ü  Exigir do governo estadual e federal recursos para área cultural compatíveis com as dimensões demográficas e recursos extraídos dos impostos da população.
ü  Fim imediato da política de “renúncia fiscal” realizada pela Prefeitura Municipal de Teresina e que isenta empresas e o setor privado por meio de abatimento. Esses recursos orçamentários são recursos que se originam dos trabalhadores, por meio de inúmeros impostos, e que devem retornar a eles através também da cultura. Chega de recursos orçamentários serem desviados para o enriquecimento de “empresários da cultura” e para o “merchandising” das empresas e instituições financeiras.
ü  Fomento à produção cultural no município, tendo como eixo central o aporte financeiro público com a definição de leis de fomento setoriais para Cinema, Teatro, Dança e expressões culturais emergentes.
ü  Criação e manutenção das Escolas de Arte Municipais, no centro histórico como também ampliação para as diversas regiões da Cidade, que possibilitem  formação e capacitação sistemática, metódica e técnica em distintas áreas artísticas já consagradas como também em áreas artísticas emergentes.
ü  Consolidar um calendário de eventos culturais de âmbito local, regional, nacional e internacional.
ü  Desenvolver as manifestações artísticas nas vilas, bairros e comunidades rurais, promovendo a preservação da cultura local e revitalizando os grupos folclóricos, organizando festivais e festejos tradicionais.
ü  Realizar inventário do patrimônio histórico e cultural para fins de preservação.
ü  Recuperar e revitalizar bibliotecas e criar pontos de leitura para estimular a prática de leitura e a formação de novos leitores.
ü  Incentivar a produção cultural a partir da aplicação da conhecida Lei Municipal A. Tito Filho (sem isenção fiscal para empresas) e do Fundo de Cultura.
ü  Implantar um centro cultural, para a pesquisa, formação e difusão das artes plásticas, artes gráficas e desenho de humor.
ü  Implantar um parque com complexo turístico cultural, museu de arte contemporânea, Memorial Conselheiro Saraiva, centro de convenções e espaço para feiras e exposições.
ü   Revitalizar os prédios da estação ferroviária e áreas próximas.
ü  Implantar legislação específica relativa à preservação do patrimônio cultural, no centro da cidade. - providenciar o tombamento de áreas de praças da Bandeira do centro histórico e edificações históricas do entorno.
ü  Promover na educação ambiental a integração do patrimônio histórico e cultural como parte do ambiente a ser preservado. Tornar o prédio do Cine Rex patrimônio artístico municipal, com tombamento total, e revitalizá-lo como cinema de rua e com projetos de incentivo à produção áudio-visual.