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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Resultado da eleição: Teresina continua nas mãos de grandes grupos privados e da oligarquia


Por Daniel Solon,  ex-candidato a prefeito pelo PSTU


Firmino Filho (PSDB), um velho conhecido no cenário político teresinense pelo autoritarismo e práticas de perseguição, voltará à prefeitura municipal, para a alegria dos especuladores imobiliários e grandes empresários, incluindo os de transportes (SETUT), setor sempre beneficiado nas gestões tucanas.

O desgaste sofrido pelo prefeito Elmano Ferrer (PTB) – que enfrentou com truculência as manifestações estudantis (contra o aumento da passagem de ônibus) e a greve de 87 dias dos trabalhadores da Educação Municipal – teve muita importância na derrota eleitoral do candidato de situação.

O resultado das eleições municipais pode ser analisado como uma demonstração da vontade popular de derrotar às políticas implementadas pelo governo de Elmano Ferrer, que recebeu o apoio direto de Claudino/PTB, Wilson/PSB, Wellington/PT e Ciro Nogueira/PP, odiados por parcela importante da população, em especial pelo funcionalismo público, pela política de retirar direitos, arrochar salários e governar para o agronegócio e grandes empresas. Mas esse resultado está muito longe de ser uma vitória da classe trabalhadora, da juventude e do povo pobre de Teresina.  Na verdade, a eleição de Firmino agradou bastante aos grandes grupos econômicos e pode ser resumida na seguinte frase: "Alguma coisa muda, para que tudo permaneça como está". 

Durante o primeiro turno, denunciamos que havia uma falsa polarização entre Elmano e Firmino, justamente porque eles foram aliados durante muitos anos e defendem um mesmo projeto. Por isso, no segundo turno, nós do PSTU defendemos o voto nulo. Firmino foi prefeito por dois mandatos e representa o retorno da velha política do PSDB, que esteve a frente da prefeitura de Teresina por mais de duas décadas . Os tucanos, que assim como o PTB sempre governaram para os ricos e estavam juntos com oligarcas (Hugo Napoleão/PSD e Heráclito Fortes/DEM) e grandes empresários, seguirão com as mesmas políticas de ataque aos trabalhadores, reprimindo e criminalizando os movimentos sociais, mantendo uma “Teresina privatizada”, que está nas mãos de poucos e cada vez menos acessível à classe trabalhadora e à juventude.

Firmino aproveitou-se de muita propaganda enganosa para passar a ideia de que era contra “o blocão dos poderosos” que se formou no 2° turno, e capitalizou o sentimento de oposição aos governos em Teresina. Nada mais falso! Firmino Filho teve toda sua campanha financiada pelos grandes grupos empresariais dessa cidade, assim como o candidato da situação. Agora Firmino vai ter que acertar as contas com quem o financiou, vai tirar a fantasia de democrático que vestiu e fechará a “fantástica fábrica de promessas” que usou durante toda a campanha eleitoral.

Para favorecer os grandes grupos que financiaram a campanha do PSDB, Firmino continuará com a política de terceirizações, beneficiamento de empreiteiras e isenções fiscais. Para o setor de transporte, promete uma licitação (com cartas marcadas) e tentará passar a ideia de que o problema do setor estará resolvido, sem mexer na boa vida das empresas de ônibus. Ou pior, pode tentar de imediato subir o preço das passagens, caso a juventude e a classe trabalhadora não se mobilizem para barrar novos aumentos.

Índice de abstenção mostrou desgaste dos grupos políticos dominantes

O altíssimo índice de abstenção e de votos nulos/brancos no 2° turno das eleições para prefeito de Teresina mostra o grau de desgaste vivido pelos grupos políticos que dominam há décadas o cenário político local. Mais de 118 mil pessoas (cerca de 23% do eleitorado) não foram às urnas ou votaram nulo ou em branco, no último domingo. 

Muitos ataques virão dos governos Dilma (PT), Wilson e Firmino. Mas os trabalhadores e a juventude de Teresina já provaram que com muita mobilização são capazes de arrancar vitórias dos governos que aí estão.  Para isso é preciso reaglutinar todos os setores que se puseram em mobilização em Teresina, seja aqueles que lutaram contra o aumento das passagens, que participaram de greves recentes do funcionalismo público, dos trabalhadores da iniciativa privada, do movimento popular e daqueles constroem as lutas contra as opressões. 

Para barrar todos os ataques do PSDB e demais governos, o PSTU chama os militantes do PSOL, PCB e ativistas independentes a construir uma unidade em torno de uma Teresina e um Piauí para a classe trabalhadora.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A educação cansou de tanto descaso!


Entra e sai governo, e a educação continua sem ser prioridade. O caos vivenciado pela educação pública é sentido pela grande maioria da população, sobretudo entre os trabalhadores mais pobres. Em 2012 milhares de jovens em todo mundo se enfrentaram com os projetos de privatização e sucateamento da educação pública. No Brasil, estamos vivendo a maior greve dos últimos 10 anos e que disse não ao REUNI e todo o projeto privatista do PT de Lula e Dilma.
Infelizmente, a realidade da educação de Teresina não é diferente. Atualmente são destinados 18% do orçamento municipal da capital para a educação. A educação pública encontra-se em total abandono, estruturas precarizadas, professores mal remunerados, e uma lógica de ensino estritamente mercadológica. 
 É preciso investir mais na educação pública municipal.  São mais de 93 mil jovens matriculados nas escolas de educação infantil, fundamental e de jovens e adultos, sendo que, apenas 47,3% dos jovens entre 15 e 29 anos frequentam regularmente a escola.  Por outro lado, o ensino privado registra altos índices de lucros e matrículas. São mais de 350 estabelecimentos de ensino privado em Teresina. Enquanto isso, nos últimos quatro anos  foram fechadas  mais  de  20  escolas  públicas no  município.  
Esse quadro revela um total descaso com a educação pública em Teresina, em benefício de um mercado altamente lucrativo, que explora a população carente de serviços públicos de qualidade. Não é a toa que a secretaria de educação é administrada pelo Paulo Machado, um dos maiores empresários dono de escolas particulares.





É preciso dar um basta nesse descaso com a educação pública!

Nós da juventude do PSTU defendemos uma educação realmente pública, gratuita e de qualidade. Por isso exigimos mais investimento na educação pública. É preciso destinar 10% do PIB para educação pública já! 30% do orçamento municipal para a educação pública. A educação não pode mais esperar. Defendemos também  total democracia no interior das escolas, faculdades e universidades; a irrestrita liberdade de cátedra; a mais ampla liberdade de ensinar para os professores e a total liberdade de aprender para os jovens; conselhos deliberativos e paritários formados por professores, alunos e pais (no caso da educação básica); eleições diretas para todos os cargos diretivos; fim dos organismos de controle governamental ou inspeção escolar.
Sabemos que não é possível haver de fato uma educação pública de qualidade, enquanto existir uma sociedade baseada na exploração de milhares de trabalhadores por uma minoria privilegiada. Mas enquanto não superamos esse modelo de sociedade capitalista, podemos avançar em conquistas de melhorias que contribuam com o processo de emancipação da consciência da classe trabalhadora.
Nestas eleições, a juventude que luta e que sonha tem uma alternativa socialista. Com a ousadia de mudar o mundo, vamos juntos construir uma Teresina para os trabalhadores e uma sociedade melhor. Vote Léo Maia 16123.

Venha conosco debater sobre a perspectiva de uma educação pública, gratuita e de qualidade. Nesta quarta-feira (12/09) na sede do PSTU, rua Desembargador Freitas 1849, esquina com Área Leão, Centro/Norte. Vamos construir um programa socialista para educação pública!


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Daniel Solon defende municipalização do hospital São Marcos e mais poderes para o Conselho Municipal de Saúde



Elmano, Wellington e Beto fugiram do debate, com medo das críticas pelo sucateamento e privatização da saúde nos governos do PTB, PT e PSB.

O candidato a prefeito pelo PSTU, Daniel Solon, em sabatina no Conselho Municipal de Saúde na manhã desta terça-feira, propôs medidas emergenciais para atacar a grave crise de falta de leitos em hospitais públicos.  “É desumano ver pessoas morrendo sem atendimento nos hospitais públicos, ou sofrendo nos corredores, enquanto hospitais privados estão praticando uma verdadeira especulação com leitos vagos. Propomos reverter o atual processo de privatização da saúde, aumentando investimentos no setor público e até mesmo municipalizando hospitais ditos filantrópicos, como o Hospital São Marcos”, afirmou Daniel Solon.

Daniel Solon criticou o avançado processo de privatização da saúde em Teresina, que se consolidou nas gestões de tucanos e petebistas. "Os dados do IBGE mostram que nos últimos anos houve a diminuição de postos e hospitais públicos e um assustador crescimento de hospitais privados em Teresina. Esse processo de privatização se acelerou nos últimos anos, com a participação direta de Firmino Filho enquanto prefeito e como presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Tal política continuou vigorando na gestão Elmano Férrer (PTB). Segundo o IBGE, 79,5% dos postos e hospitais em Teresina são particulares, onde o objetivo principal é o lucro, inclusive em hospitais que se autodenominam ‘filantrópicos’”. Ele também criticou a ausência dos candidatos do PTB, PT e PSB cujas políticas implementadas em seus governos resultaram em mais precarização e privatização da saúde pública.

Para Daniel Solon, é preciso dobrar os investimentos em saúde pública no país (6% do PIB nacionalmente e no mínimo 15% do orçamento municipal exclusivamente na saúde pública) e investir em prevenção, dotando a cidade de tratamento de esgoto e correta coleta do lixo domiciliar.

 “83% do esgoto em Teresina não recebe qualquer tratamento. Sabemos que para cada real investido em saneamento básico, podem ser economizados três reais em tratamento de doenças. Doenças como a dengue se alastram também por falta de saneamento e por falta de bom serviço de coleta de lixo”, completou.

Daniel Solon defende melhor remuneração dos trabalhadores da saúde, com a diminuição da jornada de trabalho, sem redução de salários, para enfermeiros e outras categorias. Defende ainda a melhoria da rede pública de postos e hospitais.

“Hoje, postos de saúde não são capazes de fazer procedimentos simples como um curativo. Para se conseguir uma consulta com um especialista e para se receber o resultado de exames, é um exercício de grande paciência. É um verdadeiro desrespeito inclusive para com idosos, que enfrentam filas para atendimento, ainda pela madrugada”, afirmou. “Estão brincando com a vida das pessoas, em nome do lucro de hospitais privados, que faturam mais ainda com o sucateamento da saúde pública”, disse.


Ele defendeu mais poderes ao Conselho Municipal de Saúde e participação popular na escolha de diretores de hospitais, postos e centros de saúde. “O Conselho, atualmente, tem um caráter fortemente consultivo e os gestores raramente atendem ao que os conselheiros definem. Defendemos que o Conselho é que defina efetivamente as políticas de saúde pública e que não tenha participação de empresas privadas. Os diretores de hospitais, postos e centros de saúde devem ser eleitos pelos trabalhadores da saúde e pela comunidade de usuários. O critério da escolha de dirigente pelo bilhete político é prejudicial para a saúde", completou.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Daniel Solon visita grevistas e defende que Dilma abra diálogo com Servidores Federais


Ele também defende que a prefeitura realize qualificação dos servidores através de instituições de ensino públicas.

O candidato do PSTU a prefeito de Teresina, Daniel Solon, visitou os professores e servidores em greve do Instituto Federal do Piauí (IFPI) na manhã desta quarta-feira.  Ele manifestou apoio ao movimento que chega a 55 dias, assim como outras categorias em greve no funcionalismo federal.  Daniel Solon foi acompanhado por militantes do PSTU, pela candidata a vice-prefeita, a bancária Solimar Silva, e pelo candidato a vereador, professor Marcos Lima, da rede estadual de ensino.
“Na UFPI e IFPI, além de outros órgãos federais como o INCRA, Ibama, Funasa, Agricultura, Fazenda, Justiça os servidores se mobilizam em defesa de um serviço público de qualidade, melhores condições de trabalho e melhores salários. O atendimento das reivindicações dos servidores é de interesse de toda a cidade de Teresina. Isso possibilitará melhores serviços públicos para toda a população, além de reverter a situação de arrocho salarial dos servidores no Governo Dilma (PT), que ameaça cortar salários dos grevistas”, afirmou Daniel Solon. “Defendemos que o governo Dilma abra imediatamente o canal de diálogo com os servidores e que atenda suas justas reivindicações”, completou.
 De acordo com Daniel Solon, hoje a prefeitura de Teresina tem uma política de financiamento da expansão do ensino privado na cidade. “A secretaria de Educação faz concurso entre estudantes onde a premiação é vaga em escola particular. O programa de melhoria de qualificação dos servidores públicos é na mesma lógica, de comprar vagas em faculdades particulares. Precisamos valorizar o ensino público em todos os níveis, valorizando também a UFPI, IFPI e UESPI que podem ser as instituições que garantam melhor investimento na formação dos servidores municipais.  Nenhum dinheiro público deve ser investido na rede privada de Educação. Chega de incentivar a privatização da educação, e fechar escolas e creches públicas”, afirma Daniel Solon.
Durante o período da tarde, Daniel Solon participa de reunião com a direção do partido sobre agenda do candidato para os próximos dias e preparação dos programas eleitorais de rádio e TV.

AGENDA DE QUINTA, 12 de julho de 2012 – Pela manhã, o candidato participa de reunião de preparação do debate na TV Meio Norte. Ao meio-dia, concede entrevista no estúdio  da Teresina FM. À tarde, reunião na sede do partido. À noite, às 21h, participa do debate entre candidatos na TV Meio Norte.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Daniel Solon concede entrevista na TV Meio Norte

Confira matéria que saiu no portal meionorte.com

05-07-2012

Queremos mostrar novas propostas para a sociedade, diz Daniel Solon

O candidato à Prefeitura de Teresina afirmou que traz propostas para uma nova Teresina

Candidato à Prefeitura de Teresina, Daniel Solon (PSTU) Candidato à Prefeitura de Teresina, Daniel Solon (PSTU) (Foto Waldelúcio Barbosa) 
 
No 4° dia da série “Conversando com o Candidato” do Programa Agora, Daniel Solon candidato do PSTU à Prefeitura de Teresina, apresentou suas propostas socialistas e diferenciadas para uma nova Teresina. O PSTU é um partido de esquerda que está envolvido com as lutas sociais. Daniel Solon é jornalista e professor da Universidade Estadual do Piauí (UESPI).

Segundo o candidato, o principal motivo para colocar seu nome a disputa da prefeitura municipal foi na intenção de tentar mostrar novas propostas para a sociedade teresinense, “A gente acompanhou as decisões das candidaturas e constatamos que todos os candidatos têm as mesmas idéias, mesmos projetos, nós defendemos as inovações, temos propostas diferenciadas por uma Teresina mais socialista”, afirmou Solon.

Na mobilidade urbana, ele pretende criar uma empresa de ônibus pública municipal para baratear o valor da passagem.“Temos propostas de investir em um transporte público de massa, criando uma empresa pública municipal, acabando com o contrato das empresas privadas com o SETUT e assim conseguiremos baratear a passagem para R$ 1,00 real e dar livre passagem para estudantes”, ressaltou o candidato que defende que o serviço público deve ser de qualidade. De acordo com o professor, Teresina tem duas faces quando o assunto é saúde e educação, “Uma funciona muito bem para aqueles que podem pagar e a outra face que é a da maioria da população são aqueles que não pode pagar”, pontuou o candidato.


Em seu plano de governo está a duplicação de investimentos para a saúde pública, assim como para a educação, investindo 10% do PIB e aumentando o piso salarial dos professores para R$ 2.300 reais. A segurança pública é outra preocupação do candidato, mas segundo ele o aumento do efetivo policial nas ruas não é a única solução, “Temos que aumentar o número de empregos, lazer, cultura, esporte e educação e assim diminuir os índices de violência”, concluiu.



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Daniel Solon (PSTU) é convidado para debate entre candidatos na TV Meio Norte



O candidato a prefeito pelo PSTU, Daniel Solon, recebeu convite da TV Meio Norte para participar do debate na emissora, com demais candidaturas de Teresina, no dia 12 de julho. Para Daniel Solon, todas as TVs que realizarem debates eleitorais devem garantir a presença de todos os candidatos a prefeito. Sem essa garantia, fere-se totalmente a democracia. "Confirmamos a participação no debate da TV Meio Norte e confirmaremos em todos os outros debates para os quais formos convidados", disse Daniel Solon.

"É preciso que todas as TVs,  emissoras de rádio e portais de notícias garantam espaço igual para todos os candidatos. Dessa forma, os teresinenses poderão comparar as diferentes propostas apresentadas para solucionar os problemas da cidade. Sem o tratamento igual, de tempo e espaço nos jornais, rádios, TVs e portais, pode-se pensar que há favorecimento para uma ou outra candidatura, o que não é democrático", disse Daniel Solon.

Segundo ele, qualquer tentativa dos meios de comunicação de impedir que as candidaturas do PSTU participem de debates eleitorais serão combatidas política e juridicamente, por se tratarem de tentativa de censura e boicote ao partido.

"As TVs e rádios estão livres para chamar todos os candidatos. Queremos a garantia democrática de que todos os meios de comunicação agirão no sentido de garantir nossa participação nos debates", afirmou Daniel Solon, que é professor do curso de Comunicação Social da UESPI, e lutador pela democratização da comunicação social.



sexta-feira, 22 de junho de 2012

PSTU marca convenção para o dia 28 de junho e ainda aposta na frente de esquerda em Teresina



O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) fará convenção eleitoral no dia 28 de junho, às 19h, no auditório do Instituto Federal do Piauí (IFPI, ex-CEFET-PI) para discussão e escolha de candidatos a prefeito e vereador de Teresina. O PSTU, que lançou Daniel Solon como pré-candidato a prefeito, ainda luta para que seja conformada uma frente de esquerda socialista em Teresina, envolvendo o PCB e PSOL.

"Sabemos que o PSOL já definiu por candidatura própria a prefeito, sem frente de esquerda, mas ainda há tempo de buscarmos a unidade, e de se rediscutir tal decisão. Unir o PSTU, PSOL e PCB é uma necessidade para fortalecer a esquerda socialista que não se rendeu aos governos e que está nas lutas por Educação e Saúde públicas, moradia, saneamento, por redução do preço das passagens de ônibus, enfim, para fortalecer a luta por uma Teresina para os trabalhadores e para a juventude", disse Daniel Solon, que é professor da UESPI e jornalista.

Nesta sexta-feira pela manhã, dirigentes do PSTU contactaram pessoalmente lideranças do PSOL e PCB na tentativa de construir uma reunião nos próximos dias, com o objetivo de amadurecer o debate em torno de uma frente de esquerda. "Estamos desde o ano passado buscando o debate com o PSOL e PCB, em torno de um programa socialista para Teresina, e para fazermos uma aliança, sem financiamento eleitoral de empresas ou empresários. Mas caso não consigamos formar a frente de esquerda, o PSTU formalizará candidaturas que têm o objetivo de fortalecer a as lutas do povo e da classe trabalhadora, pelo direito à cidade", completou Daniel Solon.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

TERESINA PRECISA DE UMA FRENTE DE ESQUERDA CLASSISTA E SOCIALISTA NAS ELEIÇÕES

Contra os governos e patrões: unir PSTU, PSOL e PCB para defender direitos à moradia, saúde, educação e transporte público de boa qualidade!

A vida está cada vez mais difícil para os trabalhadores, juventude e o povo pobre de Teresina. Por isso, precisamos de uma alternativa nas lutas e nas eleições de 2012. O PSTU propõe aos companheiros/as do PSOL e do PCB a construção de uma frente de esquerda, com um programa classista e socialista, em oposição aos governos Dilma (PT, PC do B, PMDB...), Wilson Martins (PSB), Elmano Ferrer (PTB/JVC) e contra a oposição burguesa (PSDB, PV, PSD...). Uma frente que organize a classe trabalhadora, a juventude e o povo pobre para lutar contra os desmandos dos governos de plantão, todos eles subordinados aos grandes empresários e latifundiários.
Para o PSTU, essa frente não pode ter a presença de nenhum representante de partidos burgueses (os partidos dos ricos e poderosos) ou que façam parte dos governos federal, estadual ou municipais. Devemos ter uma posição firme contra a política privatista de Dilma, Wilson e Elmano, que atacam também os direitos dos servidores públicos federais, estaduais e municipais. Também é muito importante que a frente de esquerda seja financiada voluntariamente pela classe trabalhadora e juventude, sem nenhum tostão de empresas ou empresários.
Precisamos unir os que lutam nas ruas juntos com os operários, professores, estudantes, profissionais da saúde e o povo pobre contra os ricos e poderosos, em torno de um programa classista e socialista, que defenda, dentre outros pontos:
- A estatização do transporte urbano de Teresina (fim do contrato com o Setut; criação de empresa municipal de transporte coletivo, com diminuição e congelamento da passagem de ônibus; passe-livre para estudantes e desempregados)
- Programa de construção de moradias populares, sem a participação de empreiteiras e construtoras privadas; fim da especulação imobiliária (expropriação de grandes terrenos ociosos, legalização das ocupações dos sem-teto); diminuição e isenção de IPTU aos mais pobres.
- Aumento de impostos aos ricos (IPTU e ITBI progressivos), fim de isenções de ISS para as grandes empresas.
- Saúde pública, gratuita e de boa qualidade: estatização das grandes clínicas e hospitais particulares; cobertura de rede de água e tratamento de esgoto em 100% do município; distribuição gratuita de remédios
- Educação pública, gratuita e de qualidade: mais verbas para a rede pública; estatização da rede de ensino particular.
- Reposição imediata das perdas salariais históricas dos servidores municipais de Teresina. Fim das terceirizações, sem demissões.
- Mais verbas para a cultura; fim da privatização do setor.
- Defesa intransigente do meio-ambiente;
- Combate ao machismo, racismo e homofobia.
- Não ao pagamento da dívida pública!
A frente de esquerda classista e socialista deve ser construída de forma democrática, com participação dos ativistas, respeitando o peso social dos partidos e organizações envolvidas neste processo. Neste sentido, chamamos toda a militância dos movimentos sociais e ativistas socialistas a se somarem a este processo, com o aprofundamento das discussões em torno de um programa classista e socialista para Teresina, assim como a discussão a respeito de composição de candidaturas.
Por um governo socialista, da classe trabalhadora!
Teresina, novembro de 2011.