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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Mais de 10 mil pessoas nas ruas de Teresina em defesa da Educação pública e contra a reforma da previdência

Ataques do governo Bolsonaro/PSL foram o motivo do protesto; manifestantes também denunciaram o governo Wellington/PT










A greve nacional da educação contou com forte adesão no Piauí. Estudantes, docentes e técnicos-administrativos de escolas públicas, do Instituto Federal do Piauí, da Universidade Federal do Piauí e da Universidade Estadual do Piauí tomaram as ruas de Teresina e de diversas cidades do interior e litoral do estado para protestar contra os cortes no orçamento da educação anunciado pelo governo Bolsonaro, que impactam as políticas públicas educacionais de conjunto, em todas as esferas: municipal, estadual e federal. A luta de milhares de pessoas que foram às ruas nesta quarta-feira também foi para dizer não à reforma da previdência que o governo federal quer aprovar no Congresso Nacional, que penaliza ainda mais os mais pobres e as mulheres, aumentando tempo de contribuição e também idade mínima para aposentadoria.

O ato foi um excelente ensaio, um “esquenta”, para a greve geral convocado pelas centrais sindicais, dentre elas a CSP Conlutas, para o dia 14 de junho, contra a reforma da previdência. Em nível nacional, também aconteceram atos massivos, que animam a classe trabalhadora, a juventude e o povo pobre a construírem, desde já, pela base, a greve do dia 14 de junho, agora com todas as categorias, para parar o país, em defesa do direito à aposentadoria, e contra a reforma da previdência que foi encomendada para garantir ainda mais dinheiro para os banqueiros.

No Piauí, em especial, um destaque foi a adesão de escolas públicas estaduais, municipais e da Universidade Estadual (Uespi) ao movimento. No caso da rede de ensino estadual, incluindo o de nível superior, é enorme o descontentamento de estudantes e trabalhadores/as da Educação com o governo Wellington Dias/PT. Tal governo implanta um processo de cortes de verbas precarizando escolas e a Uespi, a maior instituição de ensino superior do Piauí. Além disso, Wellington tem sido, dentre os governadores, o maior defensor de que se faça uma reforma da previdência para favorecer  banqueiros e prejudicar milhares de trabalhadores. Por isso, diante da insatisfação e revolta do funcionalismo estadual, até a representação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Piauí (Sinte), que tem forte peso de petistas em sua direção, foi às ruas para denunciar que a luta contra a reforma da previdência não é apenas contra o governo Bolsonaro. “Nossa luta também é contra o governo do Piauí, que inclusive já antecipou pontos da reforma”, afirmou Paulina Almeida, presidente do Sinte.

Para se ter ideia de quanto o governo do PT no Piauí tem aproximação com os ataques de Bolsonaro, no mesmo momento em que em torno de 10 mil pessoas marchavam no centro de Teresina contra a reforma da previdência nesta quarta-feira, representantes do governo confirmavam, em audiência pública na Assembleia Legislativa, que Wellington pediu permissão, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), para revisar 36 mil aposentadorias de servidores estaduais. Na prática, Wellington quer fazer com que muitos aposentados sejam desligados da previdência estadual e sejam considerados aposentados pelo INSS, o que vai resultar em diminuição de aposentadorias e pensões.

Para barrar os ataques de Bolsonaro, de Wellington Dias, e também das administrações municipais como a de Firmino Filho (PSDB/Teresina), é preciso continuar apostando na luta unitária da classe trabalhadora e juventude. Os atos públicos desta quarta-feira foram grandiosos em todo o país e comprova a disposição de luta dos trabalhadores e trabalhadoras e estudantes para defender direitos como a aposentadoria e a educação. Agora é hora de fortalecer a organização e luta para construir uma forte greve geral em 14 de junho.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Daniel Solon defende serviços públicos, mobilizações durante a Copa e denuncia intransigência de Firmino Filho (PSDB)


 
O pré-candidato ao governo do Piauí pelo PSTU, Daniel Solon, esteve hoje à tarde (05/06) na TV Cidade Verde, concedendo entrevista. Daniel Solon afirmou que as candidaturas do PSTU expressam as reivindicações das mobilizações sociais que eclodiram no país em junho de 2013 e que voltam às ruas neste momento, reivindicando melhorias na Saúde, Educação, Transporte, Moradia, melhores salários etc.


Imagem de matéria do Portal CidadeVerde.com, sobre a entrevista na TV
Daniel Solon denunciou as candidaturas que representam os interesses dos grandes empresários (Wellington Dias/PT, Zé Filho/PMDB, Sílvio Mendes/PSDB e Mão Santa/PSC), que estão ou já estiveram no poder e aplicaram a mesma política econômica, de sucateamento e privatização dos serviços públicos, e arrocho salarial dos servidores. Tais candidatos também recebem financiamento de empresas na campanha eleitoral, o que é combatido pelo PSTU. "Quem paga a banda escolhe a música. As empresas não investem em candidatos sem quererem algo em troca. Depois de eleitos, os candidatos financiados com recursos de empresas governarão para estas empresas", disse.


Ele também denunciou a intransigência do prefeito Firmino Filho (PSDB), que não negocia com os servidores municipais da Saúde, em greve. Ele manifestou apoio à greve e reivindica negociação da prefeitura com o funcionalismo municipal.


Sobre os gastos públicos com a Copa, Daniel Solon fez referência a uma reportagem exibida minutos antes na TV Cidade Verde, no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde trabalhadores da saúde estão em greve. "Pergunte a qualquer uma pessoa das 150 que estão sofrendo nos corredores do HUT o que elas preferem. Elas querem estádios para a Copa ou querem atendimento digno no hospital? É por que os governos não atenderam às reivindicações das ruas que dizemos que 'Na Copa Vai Ter Luta'", afirmou Daniel Solon, que terá como companheira de chapa a bancária Solimar Silva (vice-governadora).


O pré-candidato chamou ainda ativistas a participarem de plenária que acontece no sábado, às 16h, na sede do Sindserm para preparar atividades do espaço "Na Copa Vai Ter Luta" (que já marcou manifestação para o dia 12 de junho, às 9h30, na Frei Serafim) contra as injustiças da Copa e em defesa de direitos e de melhoria nos serviços públicos.


Ele convidou a todos a participarem da próxima "Sexta Socialista", do PSTU, cuja edição deste 06 de junho vai comemorar também os 20 anos de fundação do PSTU. O projeto é realizado na sede do PSTU em Teresina (cruzamento das ruas Desembargador Freitas e Area Leão, no centro).


Daniel Solon convidou ainda amigos, simpatizantes e ativistas a participarem da convenção do PSTU-PI que acontecerá no dia 23 de junho, no IFPI, às 9h, onde serão oficializadas as candidaturas do partido. O candidato ao senado pelo PSTU é o professor Geraldo Carvalho.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Categoria bancária se mobiliza e pode entrar em greve dia 19! Todo apoio à luta!

A campanha  salarial dos bancários está posta. O blog do PSTU-PI entrevistou  a ativista de base, bancária da CEF e integrante da CSP Conlutas, Solimar Silva, sobre o assunto.
Blog -  Solimar, a quantas anda a campanha salarial dos (s) bancários (as) 2013?
Solimar – As rodadas de negociação estão acontecendo, mas até o momento os banqueiros/governo não atenderam a nenhuma das reivindicações significativas da categoria. Sem perspectiva de avanço nós decidimos em nível nacional, no último dia 12, deflagrar uma greve por tempo indeterminado, a partir de zero hora do próximo dia 19.
Blog – Quais as reivindicações dos (as) bancários nessa campanha?
Solimar – Reivindicamos principalmente: a contratação de mais bancários (as), fim das metas /assédio moral,  mais investimento em saúde e segurança, estabilidade no emprego, 25% de PLR distribuída linearmente.  Quanto ao reajuste, a Contraf/Cut  reivindica 11,93% enquanto as oposições unificadas,  22%. Outra diferença entre as duas pautas é que a das oposições inclui a reposição das perdas salariais do plano Real e dá um destaque à ISONOMIA (igualdade de tratamento) entre os contratados  antes e depois de 1998, (os contratados após 1998 têm menos direitos),  enquanto a Contraf/Cut não pede a reposição das perdas nem destaca a luta pela ISONOMIA. Além disso, esse ano, a categoria, de conjunto, luta contra a aprovação do PL 4330, que amplia a terceirização em todas as empresas, não só do setor financeiro.
Blog – A propósito desse PL 4330, como você o analisa?
Solimar – Esse projeto de lei proposto pelo dep. Federal e empresário Sandro Mabel PMDB/GO  ameaça mortalmente nossos empregos e inclusive a organização dos trabalhadores (as), na medida em que escancara a terceirização nas empresas. Se aprovado, as empresas podem deixar de fazer concursos e contratar desrespeitando os direitos adquiridos até hoje, frutos de muita luta dos que nos antecederam. Além de acabar com a estabilidade, a garantia de férias remuneradas, pagamento do 13º salário dentre outros direitos.  É por essa razão que a classe trabalhadora, independentemente de central sindical, de partidos ou outras especificidades, deve se unir na luta pelo arquivamento desse PL.
Blog – Como você avalia a atuação da Contraf/Cut, como direção da categoria?
Solimar – Nós entendemos que, quanto mais mobilização, melhor para os (as) trabalhadores (as).  A juventude brasileira demonstrou isso recentemente. Nesse sentido discordamos da postura da Contraf/Cut, por exemplo, de não convocar nenhuma atividade de agitação/construção da greve, entre os dias 12 e  19. Para nós esse é um grande hiato que esfria o clima de greve. Por isso propusemos , uma passeata da categoria para o  dia 17/09, para “esquentar as turbinas” e fortalecer a construção da greve. A direção do sindicato argumentou que não havia mobilização e defendeu passeata apenas após o início da greve. A nós, restou divulgar a greve junto aos clientes e à população. É o que estamos fazendo.
Blog – Você teria algo a acrescentar a essa entrevista?
Solimar – Nós da CSP Conlutas reafirmamos que a base da categoria precisa assumir sua responsabilidade na luta por seus direitos. Conclamamos os (as) bancários (as) a participarem de todas as atividades dessa campanha nacional, pois quem deve decidir os rumos do movimento é a base, não a direção do movimento. A participação de todos (as) é fundamental para construirmos uma forte pressão aos banqueiros/governos para atenderem nossas reivindicações. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.  A luta é tarefa de todos (as).     

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Para termos transporte público de boa qualidade e salário digno para os rodoviários, é preciso atacar o lucro do Setut

Pela municipalização da frota de ônibus de Teresina, com a criação de empresa pública municipal!

Os trabalhadores rodoviários de Teresina estão em campanha salarial. Assim como a grande maioria da população teresinense, os motoristas e cobradores de ônibus sofrem no dia a dia para sobreviver com salários baixíssimos, que estão corroídos pela inflação gerada pela política econômica do governo Dilma (PT), ditada pelos países mais ricos do mundo. Mesmo com grande arrocho salarial, a categoria rodoviária reivindica apenas 15% de reajuste, mas os empresários, cada vez mais ricos, oferecem muito menos que isso: 8,5%. Devido a intransigência da patronal (ligada ao Setut), já há previsão de greve dos rodoviários para a próxima segunda-feira.


O prefeito Firmino Filho (PSDB) tem feito declarações a imprensa afirmando que o Setut tem interesse na greve dos rodoviários, para querer forçar novo reajuste da passagem de ônibus em Teresina, que é caríssima tendo em vista a péssima qualidade dos serviços e dos curtos trajetos das linhas municipais. Desta forma, o prefeito quer jogar a população contra a luta dos motoristas e trocadores de ônibus por melhores salários e condições de trabalho, ao mesmo tempo em que faz jogo de cena para parecer independente das empresas de ônibus que há duas décadas vem sendo beneficiadas pelos governos do PSDB.


Firmino, no entanto, está preparando a farra dos empresários, às custas do sufoco da população teresinense. Ele inclusive já anunciou que aumentará a tarifa assim que fizer o processo de licitação para concessão das empresas privadas para atuarem em Teresina. Ou seja, se no ano passado o ex-prefeito Elmano Ferrer (PTB) usou a desculpa de uma falsa integração para enganar o povo e aumentar a passagem, agora Firmino quer usar a desculpa da licitação para aumentar ainda mais os lucros dos empresários.


A licitação não resolverá o problema do caos do transporte público em Teresina. Na verdade, no máximo, vai tirar a concessão de uma empresa, para entregá-la a outra. É preciso, na verdade, atacar o lucro do Setut e garantir, de imediato, salário digno para os trabalhadores rodoviários, ao mesmo tempo em que se congela o preço da passagem. Mas é preciso ir além disso. É necessário que a prefeitura de Teresina rompa os contratos com o Setut e crie uma companhia municipal de transporte público. Desta forma, com a municipalização total da frota, será possível prestar serviço de melhor qualidade, com tarifa mais baixa, mesmo que o mísero reajuste de 15% nos salários dos trabalhadores rodoviários (tal qual a categoria reivindica) seja implementado.


O PSTU manifesta total apoio à luta da categoria rodoviária e conclama toda a população a ficar atenta contra qualquer tentativa de aumento da passagem de ônibus. Por isso, é importantíssima a rearticulação dos movimentos sociais em Teresina que fizeram a luta contra o aumento da passagem em 2011 e em 2012, para exigir a municipalização total da frota de ônibus, garantindo salários dignos aos rodoviários, melhores serviços à população, e passe-livre para estudantes e desempregados.


Teresina, 17 de maio de 2013

Direção Estadual do PSTU-PI

sábado, 13 de abril de 2013

Firmino (PSDB) aprofunda política de terceirização dos serviços públicos favorecendo empresas privadas com valores superfaturados


O prefeito Firmino Filho (PSDB), em apenas 100 dias de gestão, impõe uma forte política de precarização e privatização dos serviços públicos através da contratação de empresas terceirizadas, setor empresarial que teve grande participação no financiamento da campanha eleitoral tucana. Ao invés de valorizar os servidores municipais efetivos, garantir reajuste salarial à categoria que está em greve há mais de 50 dias e nomear  concursados, Firmino contrata terceirizadas com valores superfaturados, fato que está chamando atenção do Ministério Público Estadual.

O Ministério Público Estadual divulgou, por meio de documento enviado pela própria Prefeitura Municipal de Teresina, que a Fundação Municipal de Saúde (FMS) repassa mais de R$ 5 mil por mês à empresa terceirizada Servi-san pelo serviço de um agente de segurança. Já para o serviço de cada técnico de radiologia, são pagos R$ 3,3 mil (ver imagem). Os trabalhadores terceirizados, no entanto, amargam péssimos salários e ganham em média um salário-mínimo. O restante vai para o bolso dos donos da Servi-san. Os valores pagos à empresa são bem superiores ao que realmente recebem os servidores efetivos da Fundação Municipal de Saúde. Com os descontos de previdência e saúde, os vencimentos de técnicos e de agentes de portaria efetivos, por exemplo, ficam abaixo de um salário mínimo.

“Documento encaminhado pela FMS nos diz, exatamente, o valor repassado pela Prefeitura de Teresina à empresa que terceiriza a mão de obra de 257 servidores. São agentes de portaria, motoristas, recepcionistas, dentre outras categorias profissionais, que custam mais de R$ 600 mil aos cofres públicos mensalmente. Se há recursos para pagamento de terceirizado, há para o concursado, que aguarda sua nomeação o mais breve possível”, afirma o promotor Fernando Santos, por meio de sua assessoria. O repasse de R$ 623 mil em troca da força-de-trabalho de 257 terceirizados é parte apenas de um Aditivo de Contrato com a Servi-san feito pela atual administração. No entanto, o número real de terceirizados na FMS e na prefeitura como um todo é muito maior e o repasses mensais são milionários.

Na última quarta-feira (10), o promotor Fernando Santos expediu recomendação aos presidentes da Fundação Municipal de Saúde, Luiz Lobão, e Fundação Hospitalar de Teresina, Aderivaldo Andrade, a fim de que seja feita a imediata suspensão, e posterior revogação, do contrato em questão. Após a notificação, os dois gestores terão cinco dias para se pronunciarem junto à promotoria sobre o caso. 

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) exige que o prefeito Firmino Filho abra negociações com os servidores em greve, atenda as justas reivindicações por melhores salários e condições de trabalho, e faça a nomeação imediata dos classificados nos concursos públicos realizados pela prefeitura. O PSTU quer ainda que seja realizada uma profunda investigação sobre todos os contratos com as empresas terceirizadas, cancelamento de contratos e a efetivação de todos os trabalhadores, onde houver necessidade. 

O Partido também apoia a abertura de processo contra o prefeito Firmino Filho por improbidade administrativa. O processo está sendo preparado pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm) devido a contratação irregular de terceirizados, corte ilegal nos salários de grevistas e não cumprimento de determinações judiciais (respeito ao direito de Horário Pedagógico, mudança de nível, dentre outros). 


(Da redação do Blog do PSTU-PI, com informações gentilmente cedidas pelo jornalista Thiago Costa)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Todo apoio à greve dos servidores municipais de Teresina!


O prefeito Firmino Filho (PSDB) iniciou um novo mandato em janeiro, mas as práticas são bastante conhecidas pelos servidores municipais, que amargam arrocho salarial, retirada de direitos, retenção criminosa de salários e intransigência em não abrir canal efetivo de negociação com o Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm). 

A greve deflagrada pelo funcionalismo municipal no dia 18 de fevereiro foi a resposta encontrada pela categoria diante da intransigência do prefeito em discutir as pautas apresentadas pela categoria logo no início do ano de 2013.  Mostrando que não tem interesse em melhorar as sofridas condições de trabalho e péssimos salários dos servidores, Firmino fez vista grossa às reivindicações e tratou de priorizar a  aprovação de uma reforma administrativa que criou mil novos cargos comissionados na prefeitura, para atender aliados políticos e empresas privadas que financiaram a campanha eleitoral tucana.

A reforma administrativa para agraciar aliados, é claro, está sendo paga pela população de Teresina e já está custando muito caro aos servidores municipais, de diversas áreas. Cortes de gratificações, adicionais de insalubridade e periculosidade, e vantagens salariais foram retiradas dos servidores que – em alguns casos – chegaram a passar dificuldades para garantir alimentação da família. Tais ataques, no entanto, foram criados pelo prefeito, para tentar tirar o foco da campanha salarial dos servidores que amargam perdas de cerca de 47% nos últimos anos.

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), ao mesmo tempo em que manifesta total e irrestrito apoio à greve dos servidores municipais, exige que o prefeito devolva os salários e gratificações dos/as trabalhadores e atenda às justas reivindicações do funcionalismo, assim como revogue a reforma administrativa que “sanguessuga” recursos importantes que deveriam ser destinados à reforma de escolas, creches (CMEIs) e hospitais, cujas condições de funcionamento estão deploráveis.

Respeito e unidade para enfrentar os ataques da prefeitura! Chega de ofensas e calúnias!

A greve dos servidores municipais requer a mais ampla unidade da categoria para que a luta contra cortes de direitos e por melhoria salarial seja vitoriosa. Nós do PSTU apostamos na unidade das diversas correntes que fazem parte da direção do Sindicato, para que a categoria se sinta ao máximo segura no movimento grevista que acabou de ser deflagrado.

O chamado à unidade, no entanto, não quer dizer que devamos esquecer as profundas diferenças que nós do PSTU temos como outros agrupamentos políticos que fazem parte da diretoria do Sindserm (APS/PSOL, CSOL/PSOL e PCO).

O que queremos – e o que a categoria de servidores municipais espera – é que as evidentes divergências que temos sobre concepção de movimento sindical não descambem para os ataques pessoais, picuinhas e calúnias, desviando o foco das assembléias.



Caluniadores não apresentam provas

Acusar sem provas é uma das práticas mais desonestas e irresponsáveis que infelizmente ainda permeiam os movimentos sociais. Na primeira assembléia geral do ano, alguns diretores do sindicato (ligados ao PCO e PSOL) levantaram várias suspeitas sobre a postura de nossos militantes na direção do Sindserm. Disseram, dentre outras coisas, que a tesoureira do Sindicato havia sido destituída em reunião de diretoria da entidade, o que é uma grande mentira.

Diante das insistentes e irresponsáveis acusações sem provas levadas a público, propusemos, na assembléia, a realização de uma reunião de diretoria – de caráter aberto – para que denúncias fossem entregues formalmente à direção do Sindserm, para serem posteriormente apreciadas em assembléia geral específica. A proposta foi aprovada pela categoria mas, infelizmente, a reunião foi realizada no dia 16 de fevereiro sem que NENHUMA DENÚNCIA FORMAL fosse apresentada pelos acusadores.



O PSTU chama publicamente o PSOL e PCO para que seja encerrada a campanha caluniosa ora em curso e que só desgastam e enfraquecem as relações políticas entre as diversas correntes, e acabam por desviar o foco da importante luta que travamos. E fazemos novamente um desafio às correntes sindicais que covardemente nos caluniam: apresentem denúncias formalmente ao Sindicato para que a categoria, em assembléia geral específica, analise os documentos e aprove os devidos encaminhamentos! “Só a verdade é revolucionária!”

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Resultado da eleição: Teresina continua nas mãos de grandes grupos privados e da oligarquia


Por Daniel Solon,  ex-candidato a prefeito pelo PSTU


Firmino Filho (PSDB), um velho conhecido no cenário político teresinense pelo autoritarismo e práticas de perseguição, voltará à prefeitura municipal, para a alegria dos especuladores imobiliários e grandes empresários, incluindo os de transportes (SETUT), setor sempre beneficiado nas gestões tucanas.

O desgaste sofrido pelo prefeito Elmano Ferrer (PTB) – que enfrentou com truculência as manifestações estudantis (contra o aumento da passagem de ônibus) e a greve de 87 dias dos trabalhadores da Educação Municipal – teve muita importância na derrota eleitoral do candidato de situação.

O resultado das eleições municipais pode ser analisado como uma demonstração da vontade popular de derrotar às políticas implementadas pelo governo de Elmano Ferrer, que recebeu o apoio direto de Claudino/PTB, Wilson/PSB, Wellington/PT e Ciro Nogueira/PP, odiados por parcela importante da população, em especial pelo funcionalismo público, pela política de retirar direitos, arrochar salários e governar para o agronegócio e grandes empresas. Mas esse resultado está muito longe de ser uma vitória da classe trabalhadora, da juventude e do povo pobre de Teresina.  Na verdade, a eleição de Firmino agradou bastante aos grandes grupos econômicos e pode ser resumida na seguinte frase: "Alguma coisa muda, para que tudo permaneça como está". 

Durante o primeiro turno, denunciamos que havia uma falsa polarização entre Elmano e Firmino, justamente porque eles foram aliados durante muitos anos e defendem um mesmo projeto. Por isso, no segundo turno, nós do PSTU defendemos o voto nulo. Firmino foi prefeito por dois mandatos e representa o retorno da velha política do PSDB, que esteve a frente da prefeitura de Teresina por mais de duas décadas . Os tucanos, que assim como o PTB sempre governaram para os ricos e estavam juntos com oligarcas (Hugo Napoleão/PSD e Heráclito Fortes/DEM) e grandes empresários, seguirão com as mesmas políticas de ataque aos trabalhadores, reprimindo e criminalizando os movimentos sociais, mantendo uma “Teresina privatizada”, que está nas mãos de poucos e cada vez menos acessível à classe trabalhadora e à juventude.

Firmino aproveitou-se de muita propaganda enganosa para passar a ideia de que era contra “o blocão dos poderosos” que se formou no 2° turno, e capitalizou o sentimento de oposição aos governos em Teresina. Nada mais falso! Firmino Filho teve toda sua campanha financiada pelos grandes grupos empresariais dessa cidade, assim como o candidato da situação. Agora Firmino vai ter que acertar as contas com quem o financiou, vai tirar a fantasia de democrático que vestiu e fechará a “fantástica fábrica de promessas” que usou durante toda a campanha eleitoral.

Para favorecer os grandes grupos que financiaram a campanha do PSDB, Firmino continuará com a política de terceirizações, beneficiamento de empreiteiras e isenções fiscais. Para o setor de transporte, promete uma licitação (com cartas marcadas) e tentará passar a ideia de que o problema do setor estará resolvido, sem mexer na boa vida das empresas de ônibus. Ou pior, pode tentar de imediato subir o preço das passagens, caso a juventude e a classe trabalhadora não se mobilizem para barrar novos aumentos.

Índice de abstenção mostrou desgaste dos grupos políticos dominantes

O altíssimo índice de abstenção e de votos nulos/brancos no 2° turno das eleições para prefeito de Teresina mostra o grau de desgaste vivido pelos grupos políticos que dominam há décadas o cenário político local. Mais de 118 mil pessoas (cerca de 23% do eleitorado) não foram às urnas ou votaram nulo ou em branco, no último domingo. 

Muitos ataques virão dos governos Dilma (PT), Wilson e Firmino. Mas os trabalhadores e a juventude de Teresina já provaram que com muita mobilização são capazes de arrancar vitórias dos governos que aí estão.  Para isso é preciso reaglutinar todos os setores que se puseram em mobilização em Teresina, seja aqueles que lutaram contra o aumento das passagens, que participaram de greves recentes do funcionalismo público, dos trabalhadores da iniciativa privada, do movimento popular e daqueles constroem as lutas contra as opressões. 

Para barrar todos os ataques do PSDB e demais governos, o PSTU chama os militantes do PSOL, PCB e ativistas independentes a construir uma unidade em torno de uma Teresina e um Piauí para a classe trabalhadora.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

PSTU manifesta apoio às greves e mobilizações dos servidores públicos no Piauí

 
O candidato à prefeitura de Teresina pelo PSTU, Daniel Solon, deu seguimento à sua campanha visitando hoje pela manhã o ato unificado dos servidores federais que estão em greve no Piauí.

A manifestação aconteceu na praça João Luis Ferreira, centro de Teresina, e reuniu funcionários do Incra, IBGE, Funasa, Justiça Federal, além de professores e servidores da Universidade Federal do Piauí -UFPI e Instituto Federal do Piauí - IFPI . Entre as demandas comuns dos servidores estão o reajuste salarial e a criação de um plano para estruturação da carreira pública.

O candidato Daniel Solon defende a valorização desses servidores e que o governo apresente uma proposta que, de fato, contemple as reivindicações da categoria. “O Governo precisa tratar com seriedade o movimento desses trabalhadores, que é justo e legítimo. Teresina é uma cidade que tem como ponto forte a prestação de serviços, inclusive públicos. Por isso, os servidores precisam ser valorizados para prestarem um atendimento de qualidade a quem precisa”, afirmou Daniel Solon.

No município de Teresina, os servidores também são desvalorizados. “Oito mil servidores da prefeitura tiveram que entrar na justiça para ter o direito à mudança de nível. Na Educação, nem mesmo o horário pedagógico está sendo respeitado. O grau de terceirização dos servidores em todas as áreas também afeta a qualidade. Defendemos concursos públicos e valorização dos servidores municipais”, declarou.    

O candidato também manifestou apoio aos servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) que realizaram assembléia geral, nesta quarta-feira, para discutir a possibilidade de greve geral a partir de agosto. A principal reclamação é que o Governo do Estado não cumpriu a data base para reajuste dos salários. Além disso, a categoria ainda não possui um plano de cargos e salários. Os professores da UESPI também se mobilizam por melhores salários e condições de trabalho.  Daniel Solon também visitou ato público dos bancários do Banco do Nordeste contra a corrupção.









Agenda

Nesta quinta-feira (19.07) o candidato Daniel Solon estará:
9h – visita de apoio à greve dos servidores da Chesf
11h30 – visita ao Restaurante Universitário da Ufpi  
15h – Reunião com apoiadores da campanha, na sede do partido

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Daniel Solon visita grevistas e defende que Dilma abra diálogo com Servidores Federais


Ele também defende que a prefeitura realize qualificação dos servidores através de instituições de ensino públicas.

O candidato do PSTU a prefeito de Teresina, Daniel Solon, visitou os professores e servidores em greve do Instituto Federal do Piauí (IFPI) na manhã desta quarta-feira.  Ele manifestou apoio ao movimento que chega a 55 dias, assim como outras categorias em greve no funcionalismo federal.  Daniel Solon foi acompanhado por militantes do PSTU, pela candidata a vice-prefeita, a bancária Solimar Silva, e pelo candidato a vereador, professor Marcos Lima, da rede estadual de ensino.
“Na UFPI e IFPI, além de outros órgãos federais como o INCRA, Ibama, Funasa, Agricultura, Fazenda, Justiça os servidores se mobilizam em defesa de um serviço público de qualidade, melhores condições de trabalho e melhores salários. O atendimento das reivindicações dos servidores é de interesse de toda a cidade de Teresina. Isso possibilitará melhores serviços públicos para toda a população, além de reverter a situação de arrocho salarial dos servidores no Governo Dilma (PT), que ameaça cortar salários dos grevistas”, afirmou Daniel Solon. “Defendemos que o governo Dilma abra imediatamente o canal de diálogo com os servidores e que atenda suas justas reivindicações”, completou.
 De acordo com Daniel Solon, hoje a prefeitura de Teresina tem uma política de financiamento da expansão do ensino privado na cidade. “A secretaria de Educação faz concurso entre estudantes onde a premiação é vaga em escola particular. O programa de melhoria de qualificação dos servidores públicos é na mesma lógica, de comprar vagas em faculdades particulares. Precisamos valorizar o ensino público em todos os níveis, valorizando também a UFPI, IFPI e UESPI que podem ser as instituições que garantam melhor investimento na formação dos servidores municipais.  Nenhum dinheiro público deve ser investido na rede privada de Educação. Chega de incentivar a privatização da educação, e fechar escolas e creches públicas”, afirma Daniel Solon.
Durante o período da tarde, Daniel Solon participa de reunião com a direção do partido sobre agenda do candidato para os próximos dias e preparação dos programas eleitorais de rádio e TV.

AGENDA DE QUINTA, 12 de julho de 2012 – Pela manhã, o candidato participa de reunião de preparação do debate na TV Meio Norte. Ao meio-dia, concede entrevista no estúdio  da Teresina FM. À tarde, reunião na sede do partido. À noite, às 21h, participa do debate entre candidatos na TV Meio Norte.

domingo, 27 de maio de 2012

Basta de perseguições aos professores que participaram do movimento grevista! Lotação nas escolas de origem, já!




De: Romildo Araújo, militante do PSTU/PI

Foram cerca de 80 dias de resistência na luta pela implantação do piso salarial profissional no Piauí. Conforme o MEC, o reajuste deveria ser de 22,22%, retroativo a janeiro. Além do piso, a categoria luta também por 1/3 de horário pedagógico conforme a Lei nº 11.738, entre outros pontos da pauta de reivindicações. Segundo o professor Hallysson Ferreira, um dos líderes do comando de greve, “a greve alcançou uma adesão de cerca de 90% da categoria na capital e no interior. Cidades como Campo Maior, Miguel Alves e Demerval Lobão participaram em massa do início ao fim do movimento.

Essa paralisação teve um diferencial: foi marcada por um amplo processo de mobilização e participação da base da categoria. Nesse processo, as escolas de tempo integral foram a vanguarda do movimento, pois o peso de sua organização e empenho de suas lideranças possibilitou a coesão necessária para manutenção do movimento”.

Pelo nível de combatividade da mobilização dos professores, tentando impor o recuo ao movimento, o governo de Wilson Martins (PSB), e o secretário de educação Átila Lira desencadearam um processo de repressão brutal contra os educadores. “Mesmo com balas de borracha, gás de pimenta, e toda truculência do RONE, não nos intimidamos”, afirma o dirigente.

Era a disposição de lutar da categoria que encurralava o governo e colocava as possibilidades concretas da vitória. O governo se viu acuado e modificou sua proposta por duas vezes. Tais fatos demonstram que o movimento tinha força para fazê-lo conceder o reajuste de 22,22%, de uma só vez, com os retroativos e implantação do 1/3 de HP, além de manter a regência de classe.

Contudo, a traição vergonhosa da direção do SINTE-PI/CUT prejudicou enormemente a organização da greve e provocou um recuo em massa da categoria. A não aceitação da decisão da maioria dos trabalhadores de continuar a greve na Assembleia Geral do dia 15/05, comprovou que o atrelamento da direção do SINTE-/CUT ao governo de Wilson Martins, não só joga a independência de classe na lata do lixo como também impede os trabalhadores de serem vitoriosos nas suas lutas.

Todos os presentes naquela assembleia geral puderam perceber que a direção do SINTE-PI/CUT atuou em conjunto com a SEDUC e programou o fim da greve conscientemente. Apesar da heroica resistência, durante alguns dias depois que a direção do SINTE-PI/CUT abandonou o movimento, a categoria vinha sofrendo todo tipo de ameaças via imprensa, e estar decepcionada com a traição histórica. Por consequência, a categoria começava retornar em massa ao trabalho. Uma oportunidade histórica de impor uma derrota ao governo foi jogada fora.

Após o retorno ao trabalho, os professores das escolas de tempo integral foram surpreendidos com as represálias.  Através de um ofício circular, o secretário de educação Átila Lira declara que não irá receber nenhum dos professores dessas escolas em suas lotações de origem. Somente no CETI Gov. Freitas Neto foram 11 professores impedidos de assumirem seus postos de trabalho.

Em outras escolas, como CEMTI João Henrique, dois professores foram devolvidos para uma nova lotação. No CETI Pequena Rubim, cerca de 20 professores estiveram em greve e, dia 23/05, dois desses já haviam sido devolvidos para a 4ª DRE. Supervisores da SEDUC andam nas escolas anotando faltas relacionadas à greve e bisbilhotando diários de classe e a vida funcional daqueles professores que estiveram mais ativos na luta.

O governo agora ameaça cortar o ponto dos grevistas que continuaram parados contra a decisão da direção do SINTE-PI numa clara tentativa de intimidação. A direção do sindicato até o momento não se moveu contra as perseguições. O que estão esperando?

De acordo com o professor Marcos Fernandes, “nós da CSP-Conlutas, nos solidarizamos como os professores que estão sendo perseguidos, removidos e sofrendo coação moral e intimidações. Denunciamos o caráter ditatorial e coronelista do governo de Wilson Martins (PSB-PT) e chamamos a todos os movimentos sociais a repudiarem as perseguições desse governo contra os professores que participaram da heroica greve e que estiveram acampados ao lado do Palácio do Karnak. Estamos ao lado desses professores unindo esforços para que sejam suspensas todas as retaliações”.

O PSTU manifesta total apoio aos professores perseguidos pelo autoritário governo Wilson Martins (PSB), governo esse que criminaliza greves e sucateia a Educação Pública com o apoio do PT e do PCdoB e partidos de direita no Piauí. 


Abaixo as perseguições aos professores!

Não à criminalização das greves!

Lotação dos professores da greve nas suas escolas de origem já!

Nenhum desconto dos dias parados!

Fora Wilson Martins! Basta de repressão!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

PCdoB: criminalização do movimento grevista e machismo

Depois de sugerir que o aumento da criminalidade no Piauí era culpa da greve dos professores da rede estadual de ensino, o deputado estadual Robert Rios (PCdoB) - que atualmente é Secretário Estadual de Segurança - foi aos meios de comunicação para fortalecer preconceitos e opressões, desta vez contra as mulheres.

Referindo-se a um deputado desafeto (cuja família disputa o mesmo reduto eleitoral), segundo o Portal AZ, Robert Rios disparou: "Ele bate como homem, mas na hora de apanhar, apanha como mulher. Vai na televisão se fazer de coitado”.

Não é de hoje que parlamentares do PCdoB fazem declarações que agridem às mulheres. Também no Piauí, em 2007, o então vereador de Teresina e humorista  João Cláudio, disse ao Portal 180 Graus que  "o Delta do Parnaíba é como uma menina de 15 anos. Linda, virgem e pronta para ser explorada. Aliás, 15 não, 13 anos".

Infelizmente, além de palavras ofensivas, o PCdoB se mostra conivente também com agressões físicas às mulheres, tendo como um de seus parlamentares o cantor Netinho (vereador de São Paulo), que agrediu fisicamente a ex-companheira.

Ao invés de aplicar sanções a militantes que cometem atos machistas, o PCdoB acaba estimulando candidaturas de artistas que não fazem qualquer defesa do socialismo, já que o que vale é simplesmente a possibilidade de obter votos na legenda, para eleger parlamentares, contando também com financiamento eleitoral de grandes empresas. No vale-tudo eleitoral que o PCdoB há tempos aderiu, o que conta são os números na urna.

Repudiamos todas as declarações machistas e preconceituosas do deputado Robert Rios, que em vez de defender a greve dos trabalhadores/as em Educação, utiliza os meios de comunicação para defender o governo burguês de Wilson Martins (PSB) e criminalizar a luta dos professores/as que estão há mais de 70 dias paralisados pelo cumprimento da Lei do Piso.

Lutar é direito, não é crime!

Todo apoio à greve na Educação Estadual!


quarta-feira, 9 de maio de 2012

NOTA DE APOIO DO PSTU À LUTA DAS/OS TRABALHADORAS/ES EM EDUCAÇÃO DO ESTADO PIAUÍ

O desmando na educação pública piauiense não é novidade pra ninguém. Porém, diferentemente do que afirmam o governo e a grande imprensa, esse cenário não é de responsabilidade dos/as trabalhadores/as em educação. 

Nos últimos anos, sob os governos do PT e do PSB de Wellington Dias e Wilson Martins, respectivamente, a educação pública estadual sofreu duros ataques. As pautas dos/as trabalhadores em educação e as principais demandas do ensino público foram negligenciadas. E o pior: em 2003, com o apoio da diretoria do SINTE (ligada ao PT e PSB), alguns direitos chegaram a ser retirados dos professores/as. 

É impossível garantir a qualidade do ensino sem a valorização dos profissionais em educação. No entanto, nem mesmo o pagamento do rebaixado Piso do Magistério (R$ 1.451,00) estabelecido pelo MEC é cumprido pelo governo Wilson Martins. Em Teresina, o prefeito Elmano Ferrer (PTB) só recuou da intransigência e implantou o piso, após 87 dias da vitoriosa greve dos professores municipais. 

A greve na Educação Estadual bate de frente contra a política de arrocho salarial do governo e também de precarização cada vez maior do ensino. Terceirizações, contratos temporários, fechamento de escolas e aumento da carga de trabalho dos profissionais são as medidas implementadas por Wilson Martins e pelo secretário-empresário Átila Lira (que é dono de faculdades particulares e tem todo interesse em continuar sucateando a UESPI e as escolas públicas). É a mesma lógica neoliberal imposta pelo Governo Dilma (PT) de precarização e privatização dos serviços públicos. 

Os FORA DA LEI querem criminalizar nossos movimentos 

Além da precarização, o governo Wilson impõe retirada de direitos, como a regência, tudo com o apoio incondicional do PT, PCdoB e outros partidos. O PCdoB, aliás, não só votou a favor do projeto que retirou a regência, como foi a público, através do deputado Robert Rios, para culpar a greve dos professores pelo aumento dos índices de violência no Piauí. 

Crime mesmo é não cumprir a Lei do Piso do Magistério. Repudiamos toda e qualquer forma de criminalizar o movimento dos trabalhadores em educação. A greve dos profissionais em educação, além de legítima, é muito justa. Por isso, chamamos sindicatos, partidos de esquerda não governistas, movimentos estudantil e popular a manifestar apoio à luta dos trabalhadores em Educação e repudiar qualquer tentativa de criminalização da greve. 

Todo apoio à greve das/dos trabalhadoras/es da Educação!
Pelo cumprimento imediato da Lei Nacional do Piso, rumo ao Piso do DIEESE! 

Pelo retorno da regência dos profissionais da educação, sem congelamento! 

Em defesa da educação pública, de qualidade e gratuita! 

10% do PIB para a educação pública já!

Wilson Martins e o PT nunca mais!

Por um governo socialista dos trabalhadores!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Prefeito de Teresina descumpre Lei do Piso e ainda pede prisão de dirigentes sindicais

Os movimentos sociais no Piauí estão sendo sistematicamente atacados e criminalizados nos últimos meses. No início do ano, mais de 20 manifestantes foram covardemente agredidos e presos, resultando em diversos processos criminais aos que participaram da luta contra o aumento das passagens de ônibus em Teresina. Ainda hoje há uma campanha no Piauí pelo arquivamento dos processos dos manifestantes. Agora, mais uma luta está sendo criminalizada na capital piauiense: a greve dos trabalhadores da rede municipal de Educação, que já passa de 70 dias.

Elmano Férrer (PTB), prefeito de Teresina - o mesmo que pediu a repressão da PM de Wilson Martins (PSB)aos manifestantes da luta contra o aumento da passagem e que descumpre a Lei do Piso do Magistério - tenta intimidar o movimento grevista, ingressando na Justiça com pedido de prisão de toda a diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm) por “crime de desobediência”, além de querer aplicação de multa diária de R$ 10 mil ao presidente da entidade, caso a greve seja mantida.

Em um grave atentado ao direito de manifestação e livre organização dos trabalhadores, o desembargador Sebastião Ribeiro Martins, do Tribunal de Justiça do Piauí, já havia "determinado", há duas semanas, a "suspensão" da greve, aplicando multa altíssima de R$ 10 mil por dia ao Sindicato, caso a categoria decidisse pela manutenção da greve.

Contra o autoritarismo e ilegalidade do prefeito Elmano Férrer (que está prestes a selar chapa majoritária com o PT para a próxima eleição municipal) e em repúdio à decisão política do desembargador, os grevistas, em assembleia geral, decidiram continuar o movimento pela valorização do magistério e em defesa de direitos. O pedido de prisão aos dirigentes sindicais, segundo a petição da prefeitura, é para punir o “crime de desobediência” em se manter a greve, como se a decisão de manutenção desse justo movimento fosse crime e dependesse de decisão da direção do Sindicato.

O desembargador Sebastião Martins é conhecido do movimento sindical local por julgar ilegais as últimas grandes greves de servidores públicos no Piauí. A greve da rede estadual de Educação, que dura quase 50 dias, também foi considerada ilegal pelo desembargador que “coincidentemente” vem ganhando todos os sorteios de recebimento de processos no TJ que tratam de mobilizações dos servidores públicos.

Os movimentos sociais no Piauí precisam se manifestar contra mais essa agressão ao direito de livre organização e manifestação dos trabalhadores. É necessário repudiar veementemente qualquer decisão da Justiça que continue criminalizando os movimentos sociais, em favor dos governos e empresários. Não podemos deixar o desembargador à vontade para continuar fazendo a “Justiça” que interessa aos poderosos, e acate o pedido de prisão dos sindicalistas, estipule multa ao presidente do Sindserm , e determine o bloqueio de contas e seqüestro de bens (veículos e computadores) da entidade.

Ilegal é o prefeito, que não paga nem mesmo o miserável piso de R$ 1.451,00 estipulado pelo MEC. Prisão, só se for para Elmano Férrer e para o secretário municipal de Educação, que é dono faculdade particular - assim como o secretário estadual de Educação - e tem todo o interesse em aprofundar o sucateamento do ensino público no Piauí.

Todo apoio à greve dos trabalhadores e trabalhadoras da rede pública de Educação!
Não à criminalização dos movimentos sociais!
Todos em defesa dos dirigentes sindicais do Sindserm!

Quem desrespeita a Educação não merece reeleição!
Fora Wilson e Elmano!


Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados – PSTU/PI

domingo, 18 de março de 2012

Greves denunciam descaso dos governos Wilson e Elmano e a privatização da Educação no Piauí


Ato unificado dos trabalhadores em Educação, em Campo Maior (foto:Jailson Soares)


A luta dos trabalhadores em educação pública tomam o país. Nas redes estadual do Piauí e municipal (Teresina), os trabalhadores estão em greve por melhores salários e condições de trabalho mais dignas. Tanto o governo estadual (Wilson Martins, do PSB) como o municipal (Elmano Ferrer, do PTB) se negam a cumprir a Lei do Piso, estimado em R$ 1.937,26 pelos movimentos sociais.

Nem mesmo o pagamento do rebaixado piso calculado pelo MEC (R$ 1.451,00), com repasse do reajuste proporcional para os professores de todos os níveis e classes vem sendo apresentados pelos governos Estadual e municipal. O governo Wilson chegou a dizer que não era possível pagar o piso por que isso acabaria ferindo os limites de gastos com pessoal previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). É mais uma prova de que os governos estão mais preocupados em pagar a dívida pública e favorecer banqueiros, ao invés de garantir o investimento necessário nos setores sociais.

Embora o cumprimento da Lei do Piso seja a questão mais imediata a ser resolvida, os trabalhadores e trabalhadoras lutam contra as precárias condições de trabalho e contra o avançado processo de privatização da educação. No Piauí, o descaso dos gestores estadual e municipais para com a educação é uma regra. Escolas e creches públicas são fechadas e ou passam por vários problemas de estrutura por falta de investimento.

Utilizar o altíssimo número de professores substitutos (temporários, com contrato precário) e de bolsistas/estagiários (universitários) é uma das formas que os governos usam para aumentar a exploração dos professores, pagando o mínimo possível em salários. Em algumas escolas, os professores efetivos vêem-se pressionados ainda mais em um momento de mobilização quando bolsistas continuam em sala de aula.

No Piauí, onde o secretário estadual de Educação e o secretário municipal de Teresina são grandes empresários do ensino, os governos incentivam a expansão do ensino privado, comprando vagas em escolas particulares, dando subsídios e isentando impostos de instituições empresariais travestidas de "filantrópicas". É com a fórmula de precarizar o público e incentivar o privado que as escolas públicas piauienses aparecem no final do ranking das avaliações mercantilistas (Enade), ao mesmo tempo em que alguns colégios particulares de Teresina aparecem entre "os dez melhores" do país.

Com apoio do PT e PCdoB, governos atacam trabalhadores da Educação

Os governos Wilson e Elmano têm muito em comum. Além de terem na base de sustentação política partidos como o PT e PCdoB, tratam os trabalhadores em greve com intransigência. O prefeito Elmano Ferrer não negocia com a categoria e tenta criminalizar o movimento. Já o governo Wilson Martins, que enfrenta a greve desde 27 de fevereiro, quer aplicar um golpe na categoria.
Wilson diz que vai implantar o piso calculado pelo MEC, mas impondo o fim da regência, gratificação que está congelada desde o início do primeiro governo Wellington Dias (PT), em 2003. O petista fez escola e Wilson, que foi vice vice-governador no segundo governo de Dias, quer agora piorar ainda mais a situação do magistério, diminuindo direitos e propondo reajustes diferenciados e rebaixados entre a categoria.

Trabalhadores fazem atos unificados


As greves dos trabalhadores do Estado e de Teresina contam com ações unificadas, como o protesto realizado no dia 13 de março, no município de Campo Maior, durante solenidade em alusão à Batalha do Jenipapo, naquela região, entre nativos e tropas portuguesas, em 1823, fazendo parte do processo de Independência do país. A "festa" do governo Wilson foi desmontada pelo protesto.

As ações unitárias, dentre elas, assembleias e passeatas, foram defendidas por militantes da Oposição Sindical “Educação Com Lutas”, ligada à CSP-Conlutas, em assembleia geral convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Estadual (Sinte-PI) e pela direção do Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindiserm), dirigido entre outras correntes, por militantes da CSP-Conlutas. O Sinte-PI é dirigido por militantes ligados à CUT (PT) e CTB (PSB/PCdoB), sendo que a presidente da entidade é filiada ao PSB, do governador Wilson Martins.

Tais lideranças cutistas e cetebistas atuam pressionadas por suas bases e por isso, até o momento, não recuaram na greve, mas as assembleias gerais sempre são tensas, com tentativas de manobras de votações de encaminhamentos, por parte da direção. "Infelizmente, até o momento, a direção do sindicato não encaminha a aprovação de um comando de greve. Mesmo assim as assembleias são bem numerosas e o movimento grevista continua forte", afirma o professor Marcos Fernandes Lima, do grupo Educação com Lutas, de oposição à diretoria do Sinte-PI.

PMT sinaliza com abertura de negociação


Em Teresina, na última sexta-feira, os professores lotaram a Câmara Municipal em audiência pública sobre a greve, que completava 42 dias. O secretário de Educação não compareceu. O secretário de Administração, tendo em vista a força da greve, afirmou que o prefeito receberá a comissão de negociação.

“A prefeitura já tentou criminalizar nossa greve e chegou a pedir a ilegalidade do movimento, embora quem seja ilegal é a prefeitura, que não cumpre a Lei do Piso.
A greve segue firme, com grande participação da base nas assembleias e no comando de greve"”, disse Sinésio Soares (Délio), presidente do Sindserm e militante da CSP-Conlutas.


Ver mais sobre a luta nacional da Educação em:

http://www.pstu.org.br/movimento_materia.asp?id=14014&ida=0

Leia o Opinião Socialista especial sobre Educação em:
http://issuu.com/pstu/docs/os434
www.pstu.org.br

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Todo apoio à luta dos/as trabalhadores/as em Educação no Piauí! Greve em Teresina já começou!

Trabalhadores/as da Educação pública municipal de Teresina e da rede Estadual estão se mobilizando por melhores salários e condições de trabalho. Uma greve por tempo indeterminado foi deflagrada no último dia 6 na Educação Municipal de Teresina, devido a intransigência da prefeitura em não negociar com a categoria.
Os servidores da Educação Municipal reivindicam: Eleição para diretor/a de escola e creche; cumprimento da Lei do Piso e do Horário Pedagógico; nenhum fechamento de escola; substituição do Cartão Transporte (Credishop) por Auxílio Transporte; pagamento do retroativo da mudança de nível e pagamento do “profuncionário”.
O prefeito de Teresina, Elmano Ferrer (PTB), mais uma vez, mostra-se intransigente. Ao invés do diálogo, a Secretaria Municipal de Educação (Semec), dirigida por um grande empresário do ensino (dono de faculdade particular), quer fechar escolas (como a Eurípedes Aguiar), tenta aumentar o já estressante ritmo de trabalho dos/as professores e não concorda com eleições diretas e universais para diretor/a. Ou seja, em ano eleitoral, o prefeito quer cabos eleitorais como diretores em mais de 300 escolas e creches municipais.
O governo estadual de Wilson Martins (PSB), que também tem um grande tubarão do ensino privado como secretário de Educação, também não mostra disposição para o diálogo. Na sexta-feira, os trabalhadores/as em educação no Estado participarão de assembleia geral onde pode ser deflagrada greve por tempo indeterminado, pelo cumprimento da Lei do Piso e reajuste linear para toda a categoria.
Por abertura imediata de negociação!
Pelo atendimento integral das pautas dos/as trabalhadores/as da Educação!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

NOTA DE APOIO ÀS GREVES DA CATEGORIA BANCÁRIA E DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS!

Teresina, 5 de outubro de 2011

Os bancos nunca lucraram tanto. Os Correios também lucram de forma impressionante. Mas o que a categoria bancária e os trabalhadores dos Correios têm em comum? São trabalhadores/as que contribuíram decisivamente para a altíssima lucratividade das empresas e que agora estão em greve justamente para reverter a degradante situação salarial e de precarização do trabalho em que se encontram. Mas de que lado está o governo Dilma?
A maioria dos trabalhadores acredita que Dilma é um governo dos trabalhadores e se sente representada por ela. Infelizmente, isso não é verdade. As categorias em greve estão fazendo experiências importantes com o governo. São greves justas, em luta por aumentos salariais. Uma parte importante desses trabalhadores tem como adversário o próprio governo, como no caso dos Correios ou dos trabalhadores dos bancos estatais, Banco do Brasil e Caixa Econômica.
Se fosse de verdade um governo dos trabalhadores, de que forma Dilma deveria encarar as greves? Logicamente deveria apoiá-las, certo? Mas ela não apoiou. Então, pelo menos não deveria reprimi-las para manter a coerência da origem do PT e da CUT, certo? Mas não é isso que está acontecendo.
Ao contrário, o governo orientou o corte do ponto nos grevistas dos Correios e entrou na justiça contra a greve. Os bancários têm que enfrentar o “interdito proibitório”, uma manobra jurídica do governo e dos banqueiros para impedir e reprimir os piquetes. A dureza do governo se enfrenta com a radicalização dos trabalhadores, que querem reajustes salariais e melhores condições de trabalho.
Dilma tem essa postura agressiva para salvaguardar os interesses dos banqueiros, como parte da atitude da burguesia, preocupada com a evolução da crise econômica internacional. Querem negar aumentos reais para defende os lucros ainda maiores para as empresas, na preparação para prováveis efeitos da crise no Brasil.
Não é por acaso que Dilma tem essa posição. Em cada passo de sua administração vemos laços fortíssimos do governo com as grandes empresas. Já vimos como o governo apoiou a privatização do Correios, para formar a “Correios S.A.”. Já vimos como Lula e Dilma ampliaram a manutenção das mais altas taxas de juros do mundo, beneficiando os banqueiros.
Por isso, conclamamos a solidariedade do conjunto do movimento sindical e popular em apoio aos trabalhadores/as bancários e dos Correios em greve e exigimos de Dilma a anulação da privatização dos Correios e a estatização do sistema financeiro.