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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Categoria bancária se mobiliza e pode entrar em greve dia 19! Todo apoio à luta!

A campanha  salarial dos bancários está posta. O blog do PSTU-PI entrevistou  a ativista de base, bancária da CEF e integrante da CSP Conlutas, Solimar Silva, sobre o assunto.
Blog -  Solimar, a quantas anda a campanha salarial dos (s) bancários (as) 2013?
Solimar – As rodadas de negociação estão acontecendo, mas até o momento os banqueiros/governo não atenderam a nenhuma das reivindicações significativas da categoria. Sem perspectiva de avanço nós decidimos em nível nacional, no último dia 12, deflagrar uma greve por tempo indeterminado, a partir de zero hora do próximo dia 19.
Blog – Quais as reivindicações dos (as) bancários nessa campanha?
Solimar – Reivindicamos principalmente: a contratação de mais bancários (as), fim das metas /assédio moral,  mais investimento em saúde e segurança, estabilidade no emprego, 25% de PLR distribuída linearmente.  Quanto ao reajuste, a Contraf/Cut  reivindica 11,93% enquanto as oposições unificadas,  22%. Outra diferença entre as duas pautas é que a das oposições inclui a reposição das perdas salariais do plano Real e dá um destaque à ISONOMIA (igualdade de tratamento) entre os contratados  antes e depois de 1998, (os contratados após 1998 têm menos direitos),  enquanto a Contraf/Cut não pede a reposição das perdas nem destaca a luta pela ISONOMIA. Além disso, esse ano, a categoria, de conjunto, luta contra a aprovação do PL 4330, que amplia a terceirização em todas as empresas, não só do setor financeiro.
Blog – A propósito desse PL 4330, como você o analisa?
Solimar – Esse projeto de lei proposto pelo dep. Federal e empresário Sandro Mabel PMDB/GO  ameaça mortalmente nossos empregos e inclusive a organização dos trabalhadores (as), na medida em que escancara a terceirização nas empresas. Se aprovado, as empresas podem deixar de fazer concursos e contratar desrespeitando os direitos adquiridos até hoje, frutos de muita luta dos que nos antecederam. Além de acabar com a estabilidade, a garantia de férias remuneradas, pagamento do 13º salário dentre outros direitos.  É por essa razão que a classe trabalhadora, independentemente de central sindical, de partidos ou outras especificidades, deve se unir na luta pelo arquivamento desse PL.
Blog – Como você avalia a atuação da Contraf/Cut, como direção da categoria?
Solimar – Nós entendemos que, quanto mais mobilização, melhor para os (as) trabalhadores (as).  A juventude brasileira demonstrou isso recentemente. Nesse sentido discordamos da postura da Contraf/Cut, por exemplo, de não convocar nenhuma atividade de agitação/construção da greve, entre os dias 12 e  19. Para nós esse é um grande hiato que esfria o clima de greve. Por isso propusemos , uma passeata da categoria para o  dia 17/09, para “esquentar as turbinas” e fortalecer a construção da greve. A direção do sindicato argumentou que não havia mobilização e defendeu passeata apenas após o início da greve. A nós, restou divulgar a greve junto aos clientes e à população. É o que estamos fazendo.
Blog – Você teria algo a acrescentar a essa entrevista?
Solimar – Nós da CSP Conlutas reafirmamos que a base da categoria precisa assumir sua responsabilidade na luta por seus direitos. Conclamamos os (as) bancários (as) a participarem de todas as atividades dessa campanha nacional, pois quem deve decidir os rumos do movimento é a base, não a direção do movimento. A participação de todos (as) é fundamental para construirmos uma forte pressão aos banqueiros/governos para atenderem nossas reivindicações. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.  A luta é tarefa de todos (as).     

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

NOTA DE APOIO ÀS GREVES DA CATEGORIA BANCÁRIA E DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS!

Teresina, 5 de outubro de 2011

Os bancos nunca lucraram tanto. Os Correios também lucram de forma impressionante. Mas o que a categoria bancária e os trabalhadores dos Correios têm em comum? São trabalhadores/as que contribuíram decisivamente para a altíssima lucratividade das empresas e que agora estão em greve justamente para reverter a degradante situação salarial e de precarização do trabalho em que se encontram. Mas de que lado está o governo Dilma?
A maioria dos trabalhadores acredita que Dilma é um governo dos trabalhadores e se sente representada por ela. Infelizmente, isso não é verdade. As categorias em greve estão fazendo experiências importantes com o governo. São greves justas, em luta por aumentos salariais. Uma parte importante desses trabalhadores tem como adversário o próprio governo, como no caso dos Correios ou dos trabalhadores dos bancos estatais, Banco do Brasil e Caixa Econômica.
Se fosse de verdade um governo dos trabalhadores, de que forma Dilma deveria encarar as greves? Logicamente deveria apoiá-las, certo? Mas ela não apoiou. Então, pelo menos não deveria reprimi-las para manter a coerência da origem do PT e da CUT, certo? Mas não é isso que está acontecendo.
Ao contrário, o governo orientou o corte do ponto nos grevistas dos Correios e entrou na justiça contra a greve. Os bancários têm que enfrentar o “interdito proibitório”, uma manobra jurídica do governo e dos banqueiros para impedir e reprimir os piquetes. A dureza do governo se enfrenta com a radicalização dos trabalhadores, que querem reajustes salariais e melhores condições de trabalho.
Dilma tem essa postura agressiva para salvaguardar os interesses dos banqueiros, como parte da atitude da burguesia, preocupada com a evolução da crise econômica internacional. Querem negar aumentos reais para defende os lucros ainda maiores para as empresas, na preparação para prováveis efeitos da crise no Brasil.
Não é por acaso que Dilma tem essa posição. Em cada passo de sua administração vemos laços fortíssimos do governo com as grandes empresas. Já vimos como o governo apoiou a privatização do Correios, para formar a “Correios S.A.”. Já vimos como Lula e Dilma ampliaram a manutenção das mais altas taxas de juros do mundo, beneficiando os banqueiros.
Por isso, conclamamos a solidariedade do conjunto do movimento sindical e popular em apoio aos trabalhadores/as bancários e dos Correios em greve e exigimos de Dilma a anulação da privatização dos Correios e a estatização do sistema financeiro.