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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Governo Wellington acusado de corrupção na Seduc: Cadeia para os corruptos e corruptores!



Operação da PF na  Seduc. Crédito da foto: Piauí Hoje

Durante muitos anos, antes de chegar ao poder, o PT tinha como eixo a “ética na política”. Hoje, após 14 anos que passou à frente do poder federal e atrelado ao poder estadual do Piauí, nem cita mais esse tema. Depois dos escândalos do mensalão e da Lava-Jato, mesmo seus apoiadores sabem que o PT é igual aos partidos tradicionais de direita quanto à corrupção e em outros quesitos. E nesta semana, mais precisamente no dia 02 de agosto, a forte suspeita de corrupção e de desvio de dinheiro público marcaram presenças, mais uma vez, na história do Partido dos Trabalhadores, no estado do Piauí, sendo alvo de operação policial.

A Polícia Federal ocupou o prédio da Secretaria de Educação do Estado do Piauí (Seduc), que até recentemente era administrada pela deputada federal Rejane Dias, esposa do governador Wellington Dias, ambos do PT, com o fim de desarticular organização criminosa responsável por fraudar licitações e desviar recursos públicos destinados à prestação de serviços de transporte escolar ao Governo do Estado do Piauí, custeados por recursos federais. Segundo cálculo da PF, o rombo destas fraudes e corrupções, dentro da Seduc-PI, ultrapassa R$ 119  milhões.

Escândalos de corrupção em série

Ao chegar ao poder, federal e estadual, o PT adotou o mesmo clientelismo e relações promíscuas com os grandes partidos e com as empresas e bancos. O governo Wellington não fugiu à regra. É o que mostra os apoios que seu governo tem dos partidos como MDB de Michel Temer e o PP de Ciro Nogueira, figuras e organizações envolvidas em vários processos de corrupções. Os casos da Lava a Jato, envolvendo vários membros deste partido, e esse caso de fraudes e desvios de dinheiro público na Seduc, que envolve o governador e sua esposa, mostram o quanto o PT está adaptado às práticas de corrupção do Estado capitalista.

Corrupção e capitalismo andam de mãos dadas

A resposta para entender por que o governo do  PT está metido com casos de corrupções tanto quanto os governos do MDB e PSDB está na relação do partido com o Estado. O PT fez uma opção política: administrar o Estado capitalista e fazer parte de tudo que está aí. O resultado não poderia ser diferente.

O capitalismo ampliou e sofisticou a máquina burocrática do Estado. A alta burocracia é a representante direta do interesse geral dos patrões que usam todas as armas que dispõem para manter e ampliar seus negócios. Assim a corrupção do governante que administra os negócios do Estado é parte carnal do sistema. É o resultado de um sistema em que o contrato ganho por uma empresa significa o prejuízo de outra. As terceirizações, as tais Parcerias Público Privadas (PPPs), e outros processos de privatização de empresas públicas faz parte desta lógica de corrupção, assim como os “grandes projetos” financiados pelo Estado para infraestrutura do agronegócio, a partir do endividamento público. A política de endividamento do Estado feita principalmente por Wellington resultou no comprometimento do cofre estadual para a dívida pública (quase 4 bilhões de reais), favorecendo os banqueiros e impedindo investimentos nos serviços públicos. E a entrega das estatais (Agespisa, Ceasa) para os lucros dos grandes grupos empresariais, são a cópia do modelo entreguista de Temer, como o caso mais recente da privatização da Cepisa.

Ao longo de sua história, o PT dizia que acabaria com a corrupção. Bastaria votar no partido que o sistema mudaria. Quem mudou, porém, não foi o sistema, mas o PT. Seus dirigentes tomaram a frente dos mais altos cargos do Estado e mudaram de vida. Começaram a ter privilégios, ganhar altos salários e a se relacionar com grandes empresários, ávidos em abocanhar contratos com o Estado. Na prática, os dirigentes do partido estavam adotando o modo de vida típico dos patrões e dos altos funcionários do Estado capitalista. Daí para a corrupção, foi um pulo.

O vale-tudo das eleições

A política eleitoralista do PT também levou o partido à corrupção. A lógica de eleger e reeleger a cada eleição um maior número de parlamentares, prefeitos, governadores etc. fez com que o partido jogasse as regras do jogo.  Nas eleições, são as empresas privadas que financiam a campanha eleitoral dos grandes partidos. Na sequência, empresários, banqueiros e latifundiários cobram a fatura e exigem contratos com a administração pública em troca de novos financiamentos de campanha. É desse jeito que os direitos dos trabalhadores são negociados e leis em favor dos ricos são aprovadas. Essas são as regras do jogo da democracia burguesa, na verdade uma democracia para os ricos e corruptos e uma ditadura para os trabalhadores.

Um novo projeto é preciso

O descrédito nos políticos é imenso. As operações da Lava a Jato e a recente “Operação Topique”, na Seduc, desnudaram, inclusive, um lado que muitas vezes ficava escondido nos escândalos: o corruptor. Nas denúncias que têm vindo à tona no caso da Lava a Jato e, agora, da “Topique”, o papel dos grandes donos de empresas é escancarado. São empresários subornando políticos e funcionários do governo para obter licitações fraudulentas, desvio de dinheiro público e outras maracutaias. As denúncias trazidas à tona pela polícia federal na Seduc e que marcam o governo Wellington Dias (PT) mostram o verdadeiro balcão de negócios em que o Estado é transformado para favorecer grandes empresários, banqueiros e políticos corruptos.

Não existe nenhuma possibilidade de "transformar" o sistema capitalista e acabar com a corrupção, pois esse sistema se caracteriza pela exploração e opressão da maioria para garantir os lucros e privilégios de uma minoria de poderosos. Isso só vai ocorrer quando a classe operária se levantar contra os exploradores e tomar o poder e construir seu próprio Estado. Com suas formas de governo, conselhos operários, onde as decisões sejam tomadas democraticamente pelos trabalhadores.

Somente a mobilização e a rebelião da classe trabalhadora, os principais interessados no fim da corrupção, podem dar um basta nessa roubalheira e avançar em outras medidas que superem esse sistema capitalista corrupto.

O programa que defendemos para acabar com a corrupção

O PSTU defende a prisão de corruptos e corruptores, confisco de seus bens e afirma que a corrupção e o capitalismo "andam de mãos dadas". Os políticos devem receber um salário médio de um trabalhador comum e seus mandatos devem ser revogáveis, ou seja, que a população possa tirar a qualquer momento os que ocupam os cargos públicos. Quem não cumpre suas promessas e se envolve em escândalos de corrupção deve ser afastado. Quanto aos corruptos e corruptores, é preciso exigir prisão e confisco dos seus bens.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

FORA TEMER! FORA BOLSONARO! FORA TODOS ELES! RÉU POR INCITAR ESTUPRO, BOLSONARO VEIO AO PIAUÍ "NAMORAR" POLÍTICO CASSADO POR CORRUPÇÃO


Defensor de idéias machistas, racistas e lgbtfóbicas, Jair Bolsonaro (PSC) desembarcou em Teresina na tarde desta quarta-feira. O deputado federal, que atrai adeptos da direita com discursos como “bandido bom é bandido morto”, é réu no Supremo Tribunal Federal por incitar o crime de estupro a uma colega de parlamento. Bolsonaro, eleito deputado federal recebendo financiamento da JBS (Friboi, empresa envolvida na operação “Carne Fraca”), veio ao Piauí para ter como principal agenda política um encontro com Mão Santa (SD), ex-governador cassado por corrupção. "Gosto muito do Mão Santa. Hoje, do que depender de mim, começará sim um namoro como Mão Santa", afirmou Bolsonaro à imprensa local.


Além de ter admiração por políticos cassados por corrupção no processo eleitoral, Bolsonaro também é defensor de torturadores e assassinos da ditadura civil-militar instalada em 1964, cuja cúpula também era beneficiária de esquemas de propinas da Odebrecht e outras grandes empresas. Bolsonaro foi até bem pouco tempo da linha de frente dos apoiadores do odiado Eduardo Cunha (PMDB), condenado recentemente a 15 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. É por isso que para estes bandidos amigos de colarinho branco, Bolsonaro não fala em pena de morte. Na verdade, participa é de banquetes com eles.


Agressões machistas contra uma jornalista


Ontem, Bolsonaro ganhou destaque nos meios de comunicação por fazer mais uma de suas declarações repudiáveis. Em evento no clube Hebraica, no Rio de Janeiro, ele disse que “não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola", sob o aplauso de dezenas de racistas que o admiram. O discurso de Bolsonaro de colocar na mira as terras indígenas e de quilombolas atende aos interesses das grandes empresas mineradoras e também dos grandes criadores de gado, como a JBS, financiadora de campanha. E ao comparar pessoas negras a bois, cometeu mais um ato racista. Também por isso, ele deveria mesmo era receber cadeia.


Bolsonaro foi recebido por cerca de 100 pessoas no aeroporto de Teresina, capital do país onde mais de 70% da população se identifica como negra, e onde o racismo faz vítimas a cada dia. A chegada do deputado coincide com a decisão do governo Temer de fechar a única unidade da Fundação Nacional do Índio (Funai), um dos estados brasileiros onde os povos indígenas foram quase totalmente exterminados aos longos das políticas implementadas em favor principalmente dos grileiros e latifundiários. Segundo dados do IBGE, apenas três mil piauienses se reivindicam indígenas.


Ainda no aeroporto, uma parte dos seguidores de Bolsonaro xingou e hostilizou uma jornalista que tentava entrevistá-lo. A hostilidade, no entanto, foi um ato repudiável de machismo, numa aglomeração onde 99% das pessoas eram homens. A jornalista, como tantos outros membros da imprensa local que fazem a defesa dos governos estaduais de plantão, foi chamada de “vagabunda” e outras agressões verbais pelos admiradores do machista Bolsonaro, defensor de que “mulher tem que receber menos que homem porque engravida”. Outros, menos informados, chamaram a repórter de “comunista”, o que revela um grau assustador de desinformação política dos que ali estavam para receber o possível candidato a presidente pelo PSC, partido que também está envolvido nos escândalos da “Lava Jato”.


Não concordamos de forma alguma com as escolhas políticas da jornalista e nem defendemos o governo de Wellington Dias/PT, que longe de ser um governo de esquerda, tem como base de apoio o PP (partido pelo qual Bolsonaro foi eleito em 2014), PMDB, SD, e é aliado ao prefeito Firmino Filho/PSDB no processo de fechamento e privatização da Agespisa, mas repudiamos severamente os ataques machistas e preconceituosos dirigidos a ela.



Precisamos de uma greve geral


Parte dos que tem alguma simpatia por Jair Bolsonaro são pessoas desavisadas, que não sabem tal deputado já esteve muito perto do governo Lula e que defende os interesses dos grandes empresários. Também não conhece o histórico dele como incitador ao estupro, de discriminação às mulheres, e dos LGBTs.


Com o desgaste dos partidos ditos “grandes” como o PT, PSDB, figuras de direita que se apresentam como “polêmicas” e “discordantes” dos governos petistas e dos tucanos envolvidos em corrupção tentam ganhar espaço, diante da busca de alternativas feita hoje pela grande maioria do povo que não defendeu a permanência de Dilma (que atacou os trabalhadores, governando para os ricos), mas tampouco quer que Temer continue governando. Mas a imagem de Bolsonaro como combatente de “bandidos e corruptos” não sobrevive a uma simples análise dos financiamentos de campanha e das companhias de corruptos que ele tem como aliados no Congresso.


Neste momento, de profundos ataques aos direitos dos trabalhadores, é preciso construir a resistência da classe trabalhadora e do povo pobre. É necessário preparar a greve geral do dia 28 de abril, para derrotar as reformas da Previdência e Trabalhista e as terceirizações. É preciso desde já construir comitês de luta para que a greve geral seja vitoriosa, para barrar tais ataques aos trabalhadores e para derrubar o governo Temer e o Congresso corrupto.


Fora Temer! Fora Bolsonaro! Fora todos eles!


PSTU-PI

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Deputados do PT ao PSDB propõem controle das decisões do STF

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33, do deputado federal Nazareno Fonteles (PT-PI), tem sido vista como uma resposta desesperada contra a condenação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de dirigentes petistas no chamado processo do Mensalão (esquema de compra de votos no Congresso que resultou inclusive na fraudulenta e privatista Reforma da Previdência em 2003).
 
Mas não se trata de mero “revanchismo” de defensores de mensaleiros ou tentativa de “golpe de esquerda”, como apregoa a grande mídia de direita: o relator que deu parecer totalmente favorável à tramitação da PEC na CCJ é ninguém menos que o 1° vice-líder do PSDB na Câmara, o deputado João Campos, de Goiás.
 
O objetivo da PEC, na prática, é limitar poderes do Supremo, submetendo suas decisões ao corrupto e desgastado Congresso Nacional. Por se tratar de um momento em que não se efetivaram ainda as prisões de petistas condenados por formação de quadrilha e outros crimes no processo do mensalão, é justificável a preocupação de grande parte da população ao temer uma improvável anulação nas condenações dos mensaleiros. Além disso, há ainda a tramitação da PEC 37, que pretende diminuir poderes de investigação do Ministério Público, outro fator que atiça a desconfiança da população diante das intenções dos deputados e senadores no “controle” do STF.
 
Mas a PEC 33 também tem outro motivo de existir. A proposta tem tudo a ver com o aumento da influência dos setores mais conservadores do Congresso Nacional e como tais grupos melhor se articulam a partir de agora diante das decisões recentes do Supremo sobre não se considerar crime o aborto de anencéfalos (fetos sem cérebro), sobre a validade de união civil estável entre pessoas de mesmo sexo, sobre cotas para negros e outras polêmicas.
 
Por isso, o apoio incondicional à PEC 33 por parte de João Campos, presidente da Frente Parlamentar Evangélica e o maior defensor da permanência de Marco Feliciano (PSC) à frente da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. O tucano João Campos e o petista Nazareno Fonteles, que estavam juntos pedindo a anulação da decisão do STF sobre aborto de anencéfalos, argumentando que o Supremo tomou o poder de decisão no lugar do Congresso, estão sintonizados no combate aos fundamentos de um “Estado Laico” e na defesa de dogmas religiosos, contra os poucos avanços conquistados pela luta histórica dos movimentos sociais.
 
É justamente do tucano João Campos a PEC 99/11, que pretende incluir as entidades religiosas de âmbito nacional entre aquelas que podem propor Ação Direta de Inconstitucionalidade e Ação Declaratória de Constitucionalidade ao STF, com o objetivo claro de questionar qualquer lei que porventura possa ser aprovada em favor dos direitos das mulheres de decidir pelo próprio corpo (descriminalização total do aborto), e da luta contra a homofobia (PL 122), por exemplo.
 
Pelo proposto na PEC 33, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ser avalizadas pelo Congresso Nacional que, em caso de deliberação contrária à Corte, passariam pelo crivo de uma consulta popular.
 
Se o motivo fosse mesmo o de “democratizar as instituições” e o “Estado Democrático de Direito”, as bases da reforma política em tramitação no Congresso Nacional seriam no sentido contrário do que foi casuisticamente aprovado na Câmara de Deputados, com a recente aprovação de novas regras eleitorais que aprofundam as já graves discriminações a partidos políticos ideológicos como o PSTU e PCB, diminuindo o já restrito tempo de propaganda no rádio e na TV. E, além disso, precisaria-se minimamente de uma reforma do Judiciário que avançasse para a realização de eleições diretas na escolha de promotores, juízes e ministros do STF, com mandatos revogáveis e temporários. Afinal, do modelo atual de composição dos “Tribunais Superiores”, a “independência” dos poderes é mero conto de fadas.
 
Embora mascarada por uma suposta preocupação com a defesa de garantias constitucionais e pela participação popular direta em caso de divergências entre o Supremo e o Congresso, o objetivo dos setores mais conservadores (desde o PT ao PSDB) não é o da “democratização” das decisões políticas sobre os temas mais polêmicos. Pelo contrário. É por mais garantia de controle sobre temas que porventura não sejam julgados pelo STF de acordo com os interesses dos governos e grupos dominantes. Por isso mesmo, para manter o maior controle do que é decidido no país, garantias de participação direta já previstas na Constituição Federal (plebiscitos e referendos) são meras peças de decoração de nossa “democracia”.
 
Com ou sem a PEC 33, ao que parece, o deputado Nazareno Fonteles, por cultivar a imagem de homem religioso e de parlamentar de “moral ilibada”, foi o cardeal escolhido pela cúpula do PT para desenvolver a lamentável e inglória tarefa de defender petistas corruptos, ao mesmo tempo em que ataca, com toda força possível, as poucas conquistas arrancadas pelos movimentos sociais no STF. 
 
Não temos a menor ilusão de que o Supremo Tribunal Federal atenda aos interesses da classe trabalhadora e do povo pobre. Basta ver que o Supremo, até o momento, não se movimentou em um milímetro em anular a Reforma da Previdência, aprovada no Congresso com o dinheiro do mensalão. Mesmo assim, somos contrários a PEC 33 por representar ainda mais poderes ao Congresso governista e corrupto que temos.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Elmano, Firmino, Wellington e Beto Rego gastarão R$ 145 milhões na campanha eleitoral

Dinheiro virá de empresas, que cobrarão a conta depois da eleição

O Portal 180 Graus teve acesso a documentos do TRE relativos aos valores declarados das campanhas para prefeito de Teresina. De acordo com o 180 Graus, Elmano Ferrer (PTB/PMDB) pretende gastar R$ 130 milhões na campanha em que tenta reeleição para prefeito de Teresina. Outras candidaturas milionárias são de Firmino Filho (PSDB/PSD), que gastará R$ 10,5 milhões, Wellington Dias (PT) que investirá R$ 2,5 milhões, seguido de Beto Rego (PSB/PCdoB), com também R$ 2,5 milhões. Tudo isso daria R$ 145,5 milhões.

Tão logo saiu a publicação no portal 180 Graus, a assessoria da campanha do PTB enviou nota informando que houve um "erro de digitação" e que corrigirá o valor da campanha para R$ 10 milhões (ver em 180graus.com/politica/coligacao-de-elmano-ferrer-erra-e-declara-130-milhoes-na-campanha-541482.html). Mesmo se essa "correção" vier a se concretizar, os valores declarados dos candidatos do PTB, PSDB, PT e PSB chegam a impressionante cifra de R$ R$ 25,5 milhões. A assessoria do PSDB também diz que há erro na informação, confirmando que a campanha tucana é milionária, mas custará R$ 1,5 milhão.

"Essa dinheirama toda virá das grandes empresas, que financiam as campanhas dos candidatos das elites, para depois cobrar caro. A corrupção nos governos começa durante o financiamento das campanhas pelas empresas, que burlarão licitações, construirão obras e venderão produtos com preços superfaturados", afirma o candidato a prefeito de Teresina pelo PSTU, professor Daniel Solon.

Toda a campanha do PSTU está orçada em apenas R$ 35 mil, sendo R$ 25 mil para a candidatura a prefeito e R$ 10 mil para custear gastos com candidatos a vereador da sigla. É o menor valor declarado entre as sete candidaturas majoritárias registradas no TRE. "Nossa campanha será custeada com a colaboração dos trabalhadores, espontaneamente. Não temos e nem queremos dinheiro de empresas ou de governos. Na verdade, fizemos um desafio público aos demais candidatos para agirem dessa forma, e com a divisão igual de tempo na mídia. Os candidatos dos 'grandes' partidos não deram qualquer resposta até o momento. Afinal, de que forma eles poderão comprar votos?", indagou Daniel Solon.

AGENDA - Na manhã desta terça, acompanhado de Solimar Silva (bancária, candidata a vice-prefeita), Daniel Solon fez visita ao campus Poeta Torquato Neto (UESPI), onde os professores e servidores se mobilizam e podem deflagrar greve em agosto. O candidato do PSTU também visitou os servidores do INCRA, que estão em greve desde o dia 25 de junho. Ele prestou solidariedade aos grevistas de todo o funcionalismo federal, que sofrem ameaça de corte de salários por parte do Governo Dilma (PT). "O governo Dilma é intransigente e quer aumentar o arrocho salarial no funcionalismo. O governo tem que negociar!",afirmou. No final da manhã, concedeu entrevista ao jornal O Dia.


DECISÃO SOBRE LILIAN MARTINS – O candidato a prefeito pelo PSTU comemorou a decisão da Justiça Federal em suspender a nomeação da esposa do governador Wilson Martins (PSB), Lilian Martins, do cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE).  “A decisão é fruto do grande repúdio da população teresinense a mais esse gesto de nepotismo e autoritarismo do governo Wilson. Mas é preciso ficarmos atentos para que ela não volte ao cargo.  Queremos que a decisão seja definitiva. O ocupante de tal cargo, na verdade, deveria ser escolhido através de eleições diretas, com mandato revogável a qualquer momento, se a população assim o quiser. Para esse e outros cargos eletivos, não deve haver regalias, privilégios, ou super-salários”, afirmou Daniel Solon.


domingo, 29 de janeiro de 2012

NOTA DO PSTU SOBRE O AUMENTO DE VERBAS PARA OS DEPUTADOS ESTADUAIS E DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

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DEPUTADOS PIAUIENSES RECEBEM PRÊMIOS EM DINHEIRO
APÓS DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO

Os deputados estaduais piauienses decidiram recentemente aumentar a verba de gabinete R$ 50 mil para R$ 80 mil. Cada parlamentar receberá o equivalente a 128 salários mínimos por mês. O aumento chega no mesmo instante em que voltam a surgir gravíssimas denúncias de desvios de recursos na Assembleia Legislativa, na ordem de R$ 50 milhões, segundo o Ministério Público Estadual.

Todo esse dinheiro desviado e gasto com privilégios de gabinete – auxílio-paletó, viagens, diárias em períodos de recesso, contratação demasiada de assessores, pagamento de cirurgias plásticas etc – deveria estar sendo investido na melhoria da Educação, Saúde, além do atendimento das demandas dos servidores públicos, como o caso dos fazendários, que estão em greve por valorização da carreira, e dos professores que começam a se mobilizar por um piso salarial decente.

Nenhum parlamentar estadual – nem mesmo daqueles partidos que antigamente se diziam “defensores da moralidade e da coisa pública” (PT e do PCdoB) ou da oposição de direita (PSDB) – repudiou publicamente e ou cobra uma rígida investigação sobre a denúncia de rombo de mais de R$ 50 milhões na Assembleia Legislativa do Piauí. Nenhum deles também questionou veementemente o aumento de verbas de gabinetes.

Qual a razão do silêncio dos deputados diante de tais fatos? Na Assembleia Legislativa do Piauí, o PT faz parte da mesa diretora, instância que decidiu pelo imoral aumento da tal verba de gabinete e que também é responsável pela execução dos gastos daquela Casa. A total adaptação do PT e do PCdoB à democracia burguesa – corrupta por natureza – faz com que seus parlamentares e dirigentes não apenas aceitem tais escândalos, como também façam parte deles. O uso do dinheiro público para pagamento de cirurgia plástica para fins estéticos de esposa de deputado do PCdoB é apenas uma mostra disso.

O PT e o PCdoB contam ainda com a participação de vários/as militantes de base honestos/as e que realmente defendem um outro tipo de sociedade, o socialismo. Felizmente, os mais conscientes estão buscando o caminho da ruptura com esses partidos. Outros acompanham, atônitos, tal processo de degeneração partidária, às vezes, sem perceberem que "seus sonhos foram todos vendidos", nas reuniões de gabinetes, por cargos no governo Wilson Martins (PSB) ou do prefeito de Teresina, Elmano Ferrer (PTB). Para tais governos, sempre há recursos para o pagamento de banqueiros (dívida pública) e para garantir a boa vida dos deputados e vereadores da base aliada.

Devido ao silêncio e ao escandaloso grau de comprometimento dos deputados estaduais com as irregularidades, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) não é garantia nenhuma de investigação séria. Seria a velha história de colocar a raposa cuidando do galinheiro. É preciso cobrar apuração pra valer do Ministério Público Estadual do Piauí, cujos trabalhos de apuração devem ser abertos para a participação de representantes de entidades sindicais, estudantis e populares que não sejam governistas.

Contra o aumento de verbas para os gabinetes dos parlamentares!

Investigação séria de todas as denúncias de corrupção!
Cadeia e confisco dos bens de corruptos e corruptores!
Fora todos/as os/as deputados corruptos/as!

Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU

Teresina, 27 de janeiro de 2012.