quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Geraldo Carvalho em entrevista ao Jornal Cidadeverde
Geraldo quer reforma agrária radical e condena barragens no rio Parnaíba
Candidato a governador do Piauí pelo PSTU participou do Jornal Cidade Verde nesta terça-feira.

O candidato a governador do Piauí pelo PSTU, Geraldo Carvalho, defendeu reforma agrária radical e combate à expansão do agronegócio no Estado. As propostas foram apresentadas durante entrevista para Virgínia Fabris no Jornal Cidade Verde desta terça-feira (10). Além disso, ele se posicionou contrário à construção de novas cinco barragens no rio Parnaíba.

"Nessa campanha nós estamos enfatizando bastante a necessidade de fazer uma reforma agrária radical no Estado do Piauí e investir maciçamente na agricultura familiar", destacou Carvalho, que criticou a expansão do agronegócio no Piauí, algo que ele pretende combater.

O candidato defendeu que até a reforma agrária pode atenuar o problema da segurança, que considerou uma questão social, econômica e política, e não de aumento de efetivo policial.

Sobre as barragens, Geraldo Carvalho disse ter participado do Fórum Piauiense de Convivência do Semi-árido e obtido dados importantes para lutar contra as novas hidrelétricas, obras prioritárias para os gestores atuais.


Política
Geraldo Carvalho criticou o PT, e disse que as candidaturas do partido não são de esquerda. "O que define uma candidatura, um partido, se é de esquerda ou de direita, é o seu programa. E o programa do Partido dos Trabalhadores é de direita", afirmou, ao defender uma solução para o Piauí com a construção de uma sociedade socialista.

Um telespectador perguntou se Geraldo está 30 anos atrasado por acreditar no socialismo. "Tivemos 10 anos de propaganda ideológica do capitalismo, de que o socialismo é coisa do passado. A última década mostra o contrário", respondeu o candidato, falando em "retomada da luta pelo socialismo".

Outro telespectador questionou o motivo que o leva a ser candidato, se ele não teria chances de vencer. "Você que está dizendo que não temos condições. Quem vota é a população do Piauí, e nós estamos fazendo uma discussão com programa sério, não vendendo ilusão como os outros candidatos", concluiu.


Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

Leia entrevista do candidato ao governo do Piauí pelo PSTU, Geraldo Carvalho, ao Jornal Meio Norte
POR UM GOVERNO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES
ELISABETH SÁ
DE POLÍTICA E JUSTIÇA

Esta é a terceira vez que ele disputa a principal cadeira do Palácio de Karnak. Geraldo Carvalho, 52 anos, professor da Universidade Federal do Piauí, casado, pai de cinco filhos, é filiado ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados, o PSTU, e diz que sua candidatura representa um projeto de transformação social do Estado e do país, na construção de uma sociedade socialista. Filiado ao Partido dos Trabalhadores, durante 13 anos, chegando a se destacar como militante do PT, ele se desligou da sigla por entender que esta mudou seu programa, sua ideologia.
Não por menos tem como slogan de campanha “Por um Governo Socialista dos Trabalhadores”. Nesta entrevista, a quinta da série de candidatos ao Governo do Piauí, Geraldo Carvalho faz críticas ao modelo implantado na atual administração, fala abertamente, compara, e, até, explica a diferença entre suas propostas e a dos demais candidatos.

Meio Norte - A Educação é base de todo e qualquer Governo que pretende promover o desenvolvimento. O Piauí avançou modestamente neste segmento e os números do Ideb mostram isso. O que o senhor planeja na área para os próximos anos, caso seja eleito.
Geraldo Carvalho - Os números do IDEB mostram exatamente o contrário, a educação pública no Piauí é a pior do país. Para reverter esse quadro é preciso, em primeiro lugar, criar a Conta Específica da Educação, coisa que nem os Governos anteriores nem o atual, do PT/PSB, fizeram, exatamente para burlarem a legislação e não cumprirem a Constituição estadual, que prever a aplicação de, no mínimo, 30% da receita líquida do Estado na Educação. Em segundo lugar, é preciso aumentar o orçamento da Educação, assim, teremos condições de promover um aumento geral nos salários dos profissionais da Educação. Vamos ampliar o número de vagas no Ensino Médio, contratarem mais professores/as e técnicos e aumentar salas de aulas. Vamos dar autonomia à UESPI, com orçamento digno para montar laboratórios e bibliotecas para que ela possa oferecer ensino, pesquisa e extensão com qualidade.

MN – Além da Educação, a Saúde e a Segurança Pública são gargalos na administração pública. Tem como avançar nestas três áreas, paralelamente, para encarar problemas como drogas e violência?
GC – Assim como a Educação, a Saúde sofre um intenso processo de privatização. De um lado o sucateamento da Saúde Pública e, de outro, o desvio dos recursos do orçamento da Saúde para as empresas privadas de saúde. O desmonte do IAPEP não é por acaso, para obrigar os servidores a migrarem forçadamente para os planos de saúde privados. É necessário fortalecer o SUS, dobrar as verbas para a saúde pública e, de imediato, cortar as transferências dos recursos públicos para as empresas privadas de saúde. No quesito Segurança, devemos começar por dissolver as Polícias Militar e Civil e organizar uma Polícia Civil solidária, sob controle da comunidade. Combater o tráfico de drogas e descriminalizar o consumo. Punir exemplarmente corruptos e corruptores no serviço público.
Tudo isso acompanhado de políticas de geração de emprego, como a reforma agrária, a redução da jornada de trabalho e a implantação de um plano de obras públicas.

MN – No Piauí, quando não se fala em cheias, se fala em seca. Um ciclo vicioso que atravessa gerações. Acabamos de ver tragédias como em Alagoas e Pernambuco, com uma cheia devastadora. Na área do meio ambiente, é comum ouvir a expressão “desenvolvimento sustent
ável”, mas não se fala em preservação, por exemplo, dos nossos mananciais, da recuperação de rios, dois pontos que nos remetem à sobrevivência das cidades.

GC - Desenvolvimento sustentável não combina com a atual política dos Governos Lula e Wilson Martins e Wellington Dias. Expansão do agronegócio, carvoarias, instalação de cinco hidrelétricas ao longo do rio Parnaíba. Que tipo de água iremos beber, caso a Suzano Celulose seja instalada em Palmeirais, às margens do rio Parnaíba? Essa política resulta na destruição da mata atlântica, dos cerrados e da caatinga, além da morte do rio Parnaíba.

MN – O Piauí depende, quase que exclusivamente, dos repasses federais. Falta dinheiro, mas também iniciativa no tocante ao empreendedorismo que tem como resultado a geração de emprego e renda. Com relação à promoção do desenvolvimento, a opção do seu Governo seria por grandes empresas ou pequenos negócios?
GC – Investiremos prioritariamente em projetos comunitários, solidários e de cooperação. No campo, por exemplo, temos que incentivar a agricultura familiar, porque é essa atividade que leva alimento para a mesa da população. Para termos a noção do quanto a agricultura familiar é importante para o país, hoje essa atividade produz nada menos que 80% dos alimentos (arroz, feijão, leite, frutas e verduras e outros) que chegam às nossas casas. A falta de incentivo à agricultura familiar é o que causa a alta dos preços dos alimentos. A prioridade de investimentos será no desenvolvimento da criação de pequenos animais, como a caprinocultura e a ovinocultura, além de aves.

MN – O senhor acha que partidos e governantes podem influir para promover grandes reformas que o país necessita como a Reforma Tributária, Política? Ou esse é um problema só do Legislativo?
GC – Esse é um problema dos partidos, dos governos e da sociedade como um todo. Mas, antes de qualquer coisa é necessário perguntar que Reforma Tributária? Que desonere as empresas para aumentar seus lucros ou que desonere os produtos de consumo básico, alimentação, vestuário, material escolar, etc, para que a população trabalhadora possa ter a satisfação de suas
necessidades atendidas? Que Reforma Política? Que concentre mais ainda o poder nas mãos dos banqueiros, grandes empresários e latifundiários como acontece hoje, ou uma reforma que contribua para uma partilha do poder, com uma participação efetivada população na resolução dos seus problemas?

MN – O senhor tem como slogan de campanha “Por um Governo Socialista dos Trabalhadores”. Gostaria que o senhor explicasse.
GC - Um Governo Socialista dos trabalhadores significa colocar em primeiro plano as pessoas e suas necessidades e não as coisas, o lucro e as empresas. Significa investir na agricultura familiar e na reforma agrária e não no agronegócio. Significa investir em saúde e educação públicas para que todos tenham acesso e as mesmas oportunidades e não apenas quem pode pagar. Significa eliminar o déficit habitacional, erradicar a miséria, o analfabetismo e a desigualdade social. Significa a construção de uma sociedade mais justa, solidária e igualitária.

MN - O senhor se candidata pela terceira vez ao Governo do Estado. A sua candidatura seria de oposição, independente, de posição ou radical? Como o senhor define a campanha do PSTU?
GC - O PSTU participa destas eleições para apresentar à classe trabalhadora e à juventude uma alternativa classista e socialista. Temos como princípio a independência de classe. O que significa não aceitar financiamento de empresas e nem alianças com partidos atrelados ao Governo e aos empresários que defendem interesses dos ricos. Fazemos uma campanha dirigida ao povo explorado e oprimido, portanto, somos oposição de esquerda. Estamos construindo um terceiro campo, distinto das candidaturas governistas de Wilson Martins/PSB/
PT/PMDB e JVC/PTB e da oposição de direita Sílvio Mendes/PSDB/DEM.

MN - O senhor já pertenceu ao PT, foi militante da sigla e, hoje, integra o PSTU, que também é uma dissidência do Partido dos Trabalhadores. Como o senhor avalia as candidaturas do governador Wilson Martins, que é aliado do PT, do senador João Vicente Claudino, que foi aliado do PT, e do ex-prefeito Sílvio Mendes que se apresenta como oposição nesta campanha? Pergunto sobre os três porque, segundo pesquisas, são os mais lembrados pelos eleitores.
GC - Não existe diferença essencial entre os três candidatos que você se refere. Pois eles representam o mesmo projeto, a defesa dos interesses dos ricos, em primeiro lugar. A expansão do agronegócio, a privatização dos serviços públicos de Saúde, Educação... Qualquer um dos três que seja eleito vai significar a continuidade da situação atual: desemprego crescente, baixos
salários, desmonte dos serviços públicos, flexibilização dos direitos trabalhistas (terceirizações, precarizações etc). Wilson representa o agronegócio, o Sílvio protege o setor de transporte e da especulação imobiliária de Teresina e o terceiro defende seu próprio Armazém, que tem 30 anos de isenção fiscal e explora a população piauiense em suas empresas.

MN - O senhor considera que tem um adversário de maior peso nestas eleições?
GC – O adversário de maior peso que enfrentamos nesta eleição é o abuso do poder econômico utilizado pelos três candidatos que representam os ricos e poderosos do Estado. De onde vem o dinheiro que eles vão gastar em suas campanhas milionárias? Das empresas, dos bancos e do agronegócio. Por essa razão é que, quando eleitos, governam segundo os interesses dos que financiaram suas campanhas. Aos trabalhadores eles concedem apenas migalhas, como o Bolsa Família e outros programas clientelistas, que contribuem para a perpetuação da miséria em nosso Estado.

MN - Por que o senhor quer ser governador do Piauí?
GC – Não se trata de um projeto pessoal. Nossas candidaturas representam um projeto de transformação social do Estado e do país, na construção de uma sociedade socialista. É portanto, um empreendimento social, coletivo. Nossa campanha está a serviço das lutas da classe trabalhadora, da juventude e dos movimentos sociais urbanos e rurais, sempre associando essas lutas imediatas com o objetivo estratégico, que é a construção de uma sociedade mais igualitária. O PSTU aproveita a campanha eleitoral para denunciar o jogo de cartas marcadas da eleição e convidar o povo explorado e oprimido a se organizar e lutar conosco pela construção de uma nova organização social, fraterna e solidária.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Geraldo Carvalho faz caminhada no centro de Teresina e defende redução da jornada de trabalho para gerar empregos

Fotos da caminhada, no final da tarde

Panfletagem no centro, durante a tarde





Pela manhã, conversa com professoras do município


O candidato ao governo do Estado pelo PSTU, Geraldo Carvalho, realizou caminhada pelas ruas do centro de Teresina nesta sexta-feira à tarde com militantes e simpatizantes do partido. Foi realizada panfletagem nas portas de lojas, dialogando com a categoria comerciária sobre a necessidade de se lutar pela redução da jornada de trabalho de 36h, sem redução salarial, o que geraria milhares de empregos no Piauí. “Essa é uma proposta defendida pelo programa de governo de nosso candidato a presidente, o metalúrgico Zé Maria, atacando o grave problema do desemprego em nosso Estado”, afirmou Geraldo Carvalho.

Durante a manhã, Geraldo conversou com professores da rede municipal de Teresina que trabalham na zona rural da capital e visitou trabalhadores dos Correios, no centro. “As candidaturas do PSTU estão à serviço das lutas dos trabalhadores. Neste momento, apoiamos a luta dos trabalhadores dos Correios, contra a privatização da empresa. O projeto do governo de transformar os Correios em uma S.A faz parte do processo de privatização”, disse Geraldo Carvalho.

Geraldo participou das atividades desta sexta juntamente com o candidato a senador Gervásio Santos, com o candidato a deputado federal Daniel Solon, e a candidata a deputada estadual Solimar Silva. Neste sábado, Geraldo Carvalho e os demais candidatos do PSTU participam de atividade interna do Partido, com militantes, durante a manhã, na sede do Sindicato dos Jornalistas.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Geraldo participa de atividades em Floriano nos dias 23 e 24 de agosto

Na quarta-feira (04), o candidato ao governo do estado pelo PSTU, prof. Geraldo Carvalho, visitou a cidade de Floriano, onde participou de reunião com apoiadores, professores. servidores e estudantes, na qual discutiu o programa eleitoral destacando as 16 propostas elaboradas pelo partido. Geraldo é professor da UFPI, no campus de Floriano.

A reunião serviu de planejamento para atividades públicas na cidade, que acontecerão nos dias 23 e 24 de agosto. Serão realizadas panfletagens, visita à imprensa, concentração nas praças e mercados públicos e um debate amplamente divulgado.

Greve completa 120 dias! Todo apoio aos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego(MTE)!!






Os servidores do MTE estão em greve há 120 dias, pela aprovação de Plano de Carreira específico para a categoria.
O governo Lula não honrou compromissos e rompeu negociação com os servidores do MTE, assim como aconteceu com outros órgãos: INCRA, INSS, IBAMA...
"A paralisação e a greve são direitos fundamentais dos trabalhadores, previstos na Constuição. Se a população eventualmente ficar sem algum dos serviços do MTE, a responsabilidade é exclusiva do governo, já que os servidores foram vítimas de 'simulação' negocial no âmbito do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - MPOG", diz manifesto assinado pelo Comando de Greve.
O PSTU apoia a luta dos servidores por melhores salários e por mais verbas para o serviço público, garantindo atendimento de melhor qualidade para a população. Pela manhã, Daniel Solon, candidato a deputado federal pelo PSTU (1616), visitou os servidores do MTE no Piauí e manifestou solidariedade ao movimento. Daniel Solon é servidor do INCRA e professor da UESPI.

"Somos todas Denise Laiany!" Chega de violência! Abaixo o machismo!

















Hoje pela manhã, familiares e amigos de Denise Lainy, de 16 anos, que foi assassinada no último dia 22, em praça pública, pelo ex-companheiro, no bairro Parque Piauí, zona sul de Teresina, fizeram passeata pelas ruas do centro da cidade. Os manifestantes cobraram plena aplicação da Lei Maria da Penha e denunciaram que a vítima foi assassinada, mesmo depois de ter registrado boletim de ocorrência contra seu agressor, por conta das ameaças que vinha recebendo.
Uma das faixas exibidas no protesto, assinada pelo "Movimento Mulheres em Luta", da CSP-Conlutas, dizia: "Somos todas Denise Laiany - Contra a violência e o machismo". A passeata saiu da Av. Frei Serafim, a mais movimentada da cidade, passando pelo Palácio de Karnak (sede do governo estadual), Fórum Criminal de Teresina, sendo encerrada em frente à Delegacia da Mulher. Militantes do PSTU, da CSP-Conlutas e outras organizações ajudaram a construir o ato, que foi organizado por familiares de Denise Laiany, a jovem que deixou dois filhos.
Veja o manifesto assinado pelo Movimento CSP-Conlutas:

SOMOS TODAS DENISE LAIANY:

NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!

ABAIXO O MACHISMO!

APLICAÇÃO PLENA DA LEI MARIA DA PENHA!

PUNIÇÃO EXEMPLAR AOS AGRESSORES!

A violência sofrida pelas mulheres ocorre de inúmeras formas. A exploração capitalista faz com que nós sejamos as mais pobres, aquelas que mais trabalham, as profissionais que ganham menos e as que mais adoecem.

No Brasil, a cada quatro segundos, uma mulher é vítima de algum tipo de violência. No dia 22 de julho de 2010, aconteceu mais um crime de violência contra a mulher no Piauí. Denise Laiany foi assassinada pelo ex-companheiro em uma praça pública de Teresina.

A jovem de 16 anos, que era mãe e estudante, foi mais uma vítima do machismo e da violência. Antes de ter sua história pintada nas páginas policiais de todos os jornais da cidade, Denise procurou ajuda e prestou queixa sobre as ameaças que vinha recebendo. Nada foi feito e, lamentavelmente, o Estado do Piauí não garantiu a segurança necessária a esta jovem mulher que teve sua vida brutalmente interrompida.

A morte de Denise não é apenas mais um caso policial, que reforça as estatísticas. É um problema social que envolve a todos e todas, pois sua morte está ligada ao machismo. Estes crimes ocorrem devido à cultura de propriedade do homem sobre a mulher. Neste sentido, ações de autoritarismo, assédio, humilhação, desrespeito e violência tornam-se cada vez mais naturalizadas. A incorporação do machismo como forma de o homem se sobrepor à mulher para obter vantagens, devido suas diferenças, na realidade, tenta esconder a opressão e a degeneração da sociedade capitalista, machista, homofóbica, arcaica, desigual, injusta e insustentável.

Desta forma, além da exigência de punição exemplar ao assassino, deve-se também exigir a plena aplicabilidade da Lei Maria da Penha através da estruturação do serviço de segurança pública que garanta funcionalidade às delegacias especializadas em crimes contra mulher, como centros de referência e mais verbas para implementação destas ações.

O machismo atinge a todas as mulheres, tanto as burguesas como as mulheres da classe trabalhadora com a grande diferença de que as ricas conseguem acionar com êxito os frágeis mecanismos de defesa. Já a possibilidade de reagir e libertar-se diante de uma agressão é diferente para as mulheres trabalhadoras, que sofrem com o desemprego e muitas vezes dependem financeiramente do homem que as agride. Quando mães, não têm creche para deixar os filhos, portanto, não podem trabalhar, dificultando sobremaneira a possibilidade de emancipação das mulheres do jugo machista.

Sabemos que a melhor forma de combater a opressão machista e a exploração capitalista é a construção de uma sociedade socialista. No entanto, desejamos que a morte de Denise nos impulsione, DESDE JÁ, a refletir e transformar as relações entre homens e mulheres, até desnaturalizar a violência. Para isso é necessária a PUNIÇÃO EXEMPLAR a todos os agressores. A violência contra a mulher diz respeito a todos/as nós.

CENTRAL SINDICAL E POPULAR- CONLUTAS




quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Candidatos do PSTU apoiam luta dos servidores do Judiciário Federal








Os servidores do Judiciário Federal no Piauí realizaram, na manhã desta quarta-feira, manifestação em frente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal, o Sintrajufe. A categoria luta pela implantação do Plano de Cargos e Salários (PCS). Os candidatos do PSTU ao governo, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa do Piauí participaram do ato “Apagão do Judiciário”, em solidariedade à luta dos servidores.

O jornal Opinião Socialista, edição especial, foi vendido pelos militantes do PSTU. O jornal contém o programa defendido pelo PSTU nestas eleições. O panfleto geral com todas as candidaturas do PSTU foi distribuído entre os participantes.

No ato, o professor Marconis Fernandes, presidente eleito do Sindicato dos Docentes do IFPI (ex-Cefet), falou em nome do PSTU. Ele saudou os servidores, afirmando que as candidaturas do PSTU estão à serviço das lutas da classe trabalhadora. Ele se solidarizou com o PSOL, partido presente na mobilização, e que está lutando para garantir as candidaturas junto ao TRE.